Mimimi de hoje



Desde ontem chove sem parar no Rio de Janeiro. E eu sem carro, dependendo de carona, da chuva parar, do ônibus passar, da memória me avisar todas as coisas que eu preciso fazer. Hoje foi uma novela pra chegar ao trabalho. Tudo alagado. Molhei-me toda do joelho pra baixo. Eu até trouxe meias e sapatos extra pra chegar aqui e ficar quentinha, mas sequer pensei que a calça jeans também estaria ensopada. Resultado: sinto frio até a alma e sinto aquele desejo que o dia termine sem que eu sinta... Só quero que o dia termine. Só isso. Me sinto doente do corpo, da alma e do espírito. Me sinto implicante, exigente, rabugenta, intransigente,  intolerante. A conversa das pessoas no ônibus me irrita e eu sinto medo de esquecer o fone de ouvido em casa  e ter de me submeter a uma sessão de uma hora e meia no trânsito ouvindo a conversa alheia.

Deve ser TPM.
Deve ser o tal inferno astral,
                          no qual eu não acredito.
Deve ser psicose.
Deve ser solidão.

Queria ir pra algum lugar onde eu não conhecesse ninguém. Queria tirar férias e não levar nada, nem eu mesma. Queria dormir 24 horas seguidas. Queria viver de renda. Queria um chocolate quente. Queria minha cama, um chá, um chamego, um colo quente.

Hoje dormirei. Amanhã essa sensação terá ido embora.

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