segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

2013 indo embora e eu aqui querendo as mesmas coisas de muitos anos atrás.

Honestamente? Estou com medo do tal “ano que vem”. Em 2010 eu me separei; em 2011 comprei meu primeiro carro; em 2012 fiquei desempregada, mudei de cidade, mudei de emprego, fiquei sem salário, deixei meu carro pra lá (e tô até agora pagando por ele sem usar); em 2013 mudei de emprego de novo, no amor foi um ano fodido onde eu sofri tanto quanto no ano em que meu coração caiu da mudança

Quantas outras fortes emoções 2014 me guarda? Não consigo nem mesmo escrever meus planos pro ano que vem. Ando tão cansada de bater e apanhar que tenho desejado ser uma boneca pra serguardada na caixa. To com um medo do cacete de tudo, inclusive de fazer escolhas erradas. Passei o Natal em Brasília. Aliás, passei 48 horas lá. Muitas vezes pensei em voltar... queria ter aquilo que minhas amigas tem: marido, casa, sossego. Na boa? Tenho me sentido um peru bêbado, um gringo perdido no meio de uma feira, um macaco tonto de Amarula, um cego em meio ao tiroteio. PORRA! Sou assim mesmo: pragmática. Como eu faço pra ter o que eu quero? Até Dois Mil e Quando estarei aqui escrevendo que quero a mesma idiota coisa de sempre?




Que se foda a resolução de Réveillon.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Mimimi de hoje



Desde ontem chove sem parar no Rio de Janeiro. E eu sem carro, dependendo de carona, da chuva parar, do ônibus passar, da memória me avisar todas as coisas que eu preciso fazer. Hoje foi uma novela pra chegar ao trabalho. Tudo alagado. Molhei-me toda do joelho pra baixo. Eu até trouxe meias e sapatos extra pra chegar aqui e ficar quentinha, mas sequer pensei que a calça jeans também estaria ensopada. Resultado: sinto frio até a alma e sinto aquele desejo que o dia termine sem que eu sinta... Só quero que o dia termine. Só isso. Me sinto doente do corpo, da alma e do espírito. Me sinto implicante, exigente, rabugenta, intransigente,  intolerante. A conversa das pessoas no ônibus me irrita e eu sinto medo de esquecer o fone de ouvido em casa  e ter de me submeter a uma sessão de uma hora e meia no trânsito ouvindo a conversa alheia.

Deve ser TPM.
Deve ser o tal inferno astral,
                          no qual eu não acredito.
Deve ser psicose.
Deve ser solidão.

Queria ir pra algum lugar onde eu não conhecesse ninguém. Queria tirar férias e não levar nada, nem eu mesma. Queria dormir 24 horas seguidas. Queria viver de renda. Queria um chocolate quente. Queria minha cama, um chá, um chamego, um colo quente.

Hoje dormirei. Amanhã essa sensação terá ido embora.

As multidões

Nem todos podem tomar um banho na multidão: ter o prazer da turba é uma arte. Só assim se pode oferecer, à custa do gênero humano, um b...