terça-feira, 5 de junho de 2012

Sobre poesia e seu tesão pelo poema

Quem diria. Dia desses eu estava num jantar baiano delicioso na casa do dengoso Mazai, um nego lindo de viver, e conheci pessoas tão inteligentes e divertidas, que fez do jantar um espetáculo maravilhoso de gentes de pele negra e coração alegre. Sabe esse tipo de gente que se diverte pensando? Pois é. Amei este dia.

Este fim de semana a vida me devolveu uma destas pessoas presentes no jantar. Se trata do querido Railton, o chef/bruxo das panelas (vatapá, caruru, e outras baianidades), e que se revelou na madrugada de hoje uma companhia e tanto para falar de poesia e literatura. Ele me explicou, inclusive, a diferença entre poema e poesia.

Pra não perder os bons frutos deste diálogo, vou compartilhar aqui a "trilha sonora" que embalou nosso papo.





A conversa foi tão boa, que de tudo que a gente falou eu salvei isso aqui:


Venha
De vez ou quando
quase inteira
poetizando


Uma menina boba
da cara risonha
escreve concentrada
enquanto sonha
Traça palavras fora do banal
forjando imagens
de um sentimento universal
Protegida pelas canções
e orações de seus pais
quando tudo parecia invocar 
catástrofes materiais, 
se abre em flor um ser emoldurado 
por um vasto sentimento
momento inusitado.


Parecendo engraçado
mantendo sorriso aberto
tempo incerto
de final inesperado.


Não há nova paixão 
se o coração não for capturado
Ser possuído, carimbado
E nisto o poema da vida se assenta
Na insone calmaria 
da cidade fria
Coração raptado, 
sem aviso prévio, 
pelo engenho literário
poesia manca de ritmo
mas plena em sentidos
aflorados 
devolvendo ao mundo, ainda banais
milhares de experiências sensoriais
perdendo a hora
nessa prisão fugás
de quando
e como.

Considero este meu primeiro poema a quatro mãos, fruto de tudo que a gente conversou. :D

Já já conto sobre o "Clube do Livro" que eu e minhas amigas inauguramos. Beijos!

Um comentário:

Railton Ramos disse...

SOU DESDE ENTÃO UM ATROPELADO... e

Rio leve e à toa em frente de tão insólita colagem... BETH MAIA.

Por Pura Alegria... ACHO QUE SEI.

ENTÃO, EM MIM, fujo pra cima do sentimento do quanto somos todos um fio de um...

CHEGO AO TÚNEL ONDE
Se divertir pensando é muito isto: Nos parecendo engraçados
Mantemos sorrisos abertos
Num PLACT ZUMMM de um tal tempo bissexto feito um presente há muito esperado... VOCÊ.

As multidões

Nem todos podem tomar um banho na multidão: ter o prazer da turba é uma arte. Só assim se pode oferecer, à custa do gênero humano, um b...