sexta-feira, 29 de junho de 2012

Olá :)

Sinto saudades o tempo todo, de todo mundo, mas nunca me sinto sozinha ou solitária. Sinto como se estivesse construindo e adquirindo aqui aquilo que eu ganho em qualquer lugar que eu vá: amigos e familiares dessa família que Deus me acrescenta a cada dia.

As meninas que moram na mesma casa que eu também são muito legais, embora eu tenha mais contato com as duas gaúchas.

Cibele, de Caxias do Sul, nada lembra a outra caxiense com quem eu já morei, a Betina. A Cibele parece ser doce, calma, romântica, uma menina que nasceu para as artes. Em comum, além da cidade de berço, as duas são lindas.

A outra gaucha é a Sheila. Ainda não entendi bem como ela é. Parece ser uma garota prática e simpática, mas sem dúvida é mais reservada. Acho engraçado o jeito que ela fala quando se identifica como caipira do interior. Ela gosta de tomar umas em barzinhos e curte música sertaneja. As duas são bem legais. Com as paulistas eu praticamente não convivo.

Fim de semana passado foi bem divertido. Saí depois do almoço com as duas gaúchas para ir ao Centro Municipal Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, tradicionalmente famosa como Feira de São Cristóvão, ou vulgarmente intitulada de "Feira dos Paraíba". Uma pena: era dia de São João e o lugar estava lotadíssimo. Ficamos um tempo e decidimos ir para a Lapa.

Na Lapa, fomos para o Bar da Boa onde conhecemos 3 figuras curiosas: um amazonense de Itacoatiara (Henrique), um paulista que mora em Manaus no bairro do São Lázaro (mil perdões, esqueci o nome!), e um goiano que morou 15 anos em Manaus (na Cachoeirinha, bairro em que passei boa parte da infância e adolescência) e que hoje mora em Brasília. O nome dele é Hélio. O mais curioso é que ele é aluno do meu ex professor de gafieira em Brasília, e já estivemos na mesma festa. Meninos super legais. Saindo do Bar da Boa fomos ao Carioca da Gema continuar a diversão. Depois fui pra casa satisfeita por ter me divertido bastante e praticamente a custo zero, uma vez que os rapazes cavalheiros não me deixaram colocar a mão na carteira. No Carioca da Gema eu conheci e bati um papo com o Marcelinho Moreira, percussionista do Rogê, e o Daniel Félix, irmão do lindo, querido e cantor de primeira qualidade, Nelsinho Félix, uma das últimas figuras cariocas que tive o prazer de conhecer ainda em terras brasilienses, no Balaio Café, em companhia da Alexia.

Em relação ao meu trabalho, gostei muito da equipe com a qual estou trabalhando. Parece que eles têm tudo sob controle e isso me faz sentir muito segura em relação aos projetos que estão em andamento. Estou entrando em contato com o universo dos arquivos permanentes: Nobrade, difusão de fundos, instrumentos de pesquisa, etc. É um universo paralelo ao da Gestão Documental, área da Arquivologia com a qual eu tive muito mais contato até hoje. Nem preciso dizer que estou adorando. Adoro mexer com coisas que nunca fiz. Mas, ao passo que o mundo do arquivo permanente se apresenta, já estou aqui planejando estratégias de apresentar minhas idéias de gestão documental para a minha diretora, que já sinalizou que tem projetos de sistematizar essa política no âmbito da Prefeitura do RJ. Passei o dia trabalhando nesse projeto e na organização dos espaços e do computador que vou ocupar aqui.

Falando em fim de semana, sabe o que é bom? Sempre tem um evento gratuito pra ir aqui. Hoje vou ao Forró Sexta Básica (gratuito, começa cedo e tão perto de casa que dá pra ir andando). Amanhã a tarde vou no famoso Samba da Ouvidor (gratuito, cedo e na rua) acompanhada de alguns dos novos amigos. Sinto falta do meu carro. Faz muito tempo que não caminho tanto. Ouso dizer que emagreci, mesmo não tendo subido numa balança desde o dia que cheguei. Vou a todo canto a pé.

Agora fico só lembrando do povo que dizia que não entendia por que motivo eu queria tanto sair de Brasília. Me sinto nova, me sinto viva, me sinto desafiada, me sinto guerreira, me sinto vencedora sobre todas as coisas que me afligem, me sinto mulher! A melhor sensação de todas é perceber que não estou aqui por acaso, nem estou sozinha. Sinto a mão de Deus me guiando, me protegendo, me orientado e providenciando tudo que eu preciso. Isso me dá uma paz sem precedentes. As circunstâncias que se apresentavam em Brasília ainda me preocupam porque eu saí de lá com um bando de problemas pendentes, mas sei que devagar vou resolver um a um com a ajuda de Deus e dos amigos.

Beijo e excelente fim de semana pra vocês!

2 comentários:

Anônimo disse...

Que bom que tudo esta maravilhoso por aí. Fico muito feliz por você esta em plena sintonia com o Rio. Que tudo permaneça perfeito.

Drica

Fabi disse...

Eu fico tããão feliz por você, Bethizinha! Que Papai do céu continue te iluminando! :)

E, se precisar, estarei aqui sempre!

Saudaades!

:*

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