E a mudança de vida aconteceu

Todo mundo que visita meu blog está careca de ler sobre a minha imensa vontade de mudar de cidade. Essa mudança finalmente aconteceu. Estou morando no Rio de Janeiro desde o último dia 18 deste mês.

Isso demorou tanto que muita gente chegou a duvidar que eu estava fazendo algo para que isso acontecesse. Isso demorou tanto que muita gente duvidou que aconteceria. Eu mesma, nas horas em que a fé falhava, cheguei a duvidar que sairia de Brasília, assim como um dia eu duvidei que conseguiria concluir minha graduação na UnB.

Um amigo daqui do Rio, o sempre solícito Daniel Beltran, me ajudou a conseguir um trabalho aqui, e como as coisas não estavam nem um pouco boas para o exercício da minha profissão lá em Brasília, não pensei duas vezes e aceitei a proposta, mesmo que não fosse tão intere$$ante financeiramente, pelo menos a princípio. Existem previsões de que as coisa$ melhorem no meu trabalho aqui no Rio, e eu estou animada não só por dinheiro, mas pela mudança de vida.

Saí de Brasília numa correria louca e ainda estou cheia de pendências lá pra resolver, contas a pagar, carro para trazer pro Rio. Queria muito vender meu carro, mas as previsões são de perda de dinheiro, então ainda não decidi o que fazer.

Cheguei aqui na segunda-feira, vim de ônibus sentada ao lado de uma louca que "encasquetou" que todo mundo na parte do "leito" (onde estávamos) era membro do crime organizado. Ao chegar no apartamento que consegui alugar o dono me recebeu com um discurso tão absurdo quanto as regras que ele impôs sobre o lugar. Estou morando, em caráter provisório e de urgência, em uma república de meninas. Moro com mais 4 garotas, mais ou menos da minha idade. Duas gauchas (Cibele e Sheila), duas paulistas (Érika e Fernanda), e eu, amazonense radicada em Brasília. Todas parecem muito legais. Estou com crise de identidade no sotaque, pois fico cinco minutos conversando com um carioca e falo como uma nativa, chegando em casa, escuto a mistura do Rio Grande com a terra da garoa e meu sotaque fica louco.

No trabalho, vou trabalhar com uma equipe heterogênea de historiadores e arquivistas. A turma parece bem entrosada e competente. O arquivista anterior fez um excelente trabalho. Vou dar continuidade e finalizar alguns projetos e dar início a outros. estou animada. Falando em trabalho, por causa da Rio+20 eu não trabalhei entre 20 a 22 de junho, o que me deu tempo para descansar da correria louca da última semana. Na segunda-feira, após o trabalho, eu fui à Copacabana e depois à Ipanema jantar com a Queline que estava no Rio para o Congresso Brasileiro de Arquivologia.
Na quinta, após procurar na internet um núcleo de capoeira, na tentativa de botar o corpo pra cansar, fui procurar o grupo e acabei caindo numa rua cujos transeuntes estavam numa atividade meio suspeita e a polícia marcava presença na entrada da rua. Me assustei e resolvi andar pela praia.

Na sexta a tarde encontrei Queline. Fomos comer bolo de milho com café na fria tarde de Copacabana, depois entramos numa fila onde conseguimos ccredencial gratuita para um show do Zeca Pagodinho. Foi muito divertido. Depois do show pegamos um boteco em Ipanema, e um pouquinho de chuva pra refrescar a mente.

Hoje passei o dia quase todo em Madureira na casa da amiga Sandra Helena. Comi panquecas, sorvete, pipoca, hamburguer... sempre como demais quando vou lá... Ainda andei dentro da favela da Serrinha.

Agora é ficar de molho e tentar curtir o domingo sossegada.

Notícias dadas. Beijos! Tchau!






Por mais que seu sonho pareça impossível de se realizar, nunca pare de lutar. Um dia sua hora chegará!

Comentários

Laiane Ernesto disse…
Cara, tenho que dizer... tô com uma inveja do caraleooo. E também tô com um pouco de ciume kkkkk. Mas enfim, estou muito feliz pelas suas conquistas :D