quinta-feira, 24 de maio de 2012

Ninguém

Sinto-me perto de ti enquanto escuto distraída graves e agudos invadindo o ambiente. Olho dispersa as luzes que se movimentam pela noite como quem sussurra uma melodia cheia de acordes tortos, como quem conversa baixa e lentamente consigo mesma, como quem conta mentiras ao próprio ouvido fingindo-se próxima, querendo chegar.

É como estar sozinha numa cidade ilhada. Escrevo linha por linha, tecendo desejos como quem olha para o futuro tateando o horizonte. Nenhuma ave no céu, nenhum barco à deriva, ninguém por perto. Nada.

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