segunda-feira, 28 de maio de 2012

Beth wants to be a superwoman...

Pensando seriamente, eu sou, de longe, a garota mais confusa que eu conheço. Pensando bem, e falando a verdade, de perto eu também sou a pessoa mais confusa que eu conheço porque existe uma distância enorme entre aquilo que eu digo e aquilo que eu vivo e aquilo que eu quero quando o assunto é amor.

Fico ostentando essa postura de mulher independente, prática e resolvida, aquela que sabe bem o que quer (e deixa claro que não quer ninguém), que não se apega a ninguém, que não liga pra homem algum, que é a "fodona" porque virou o homem da própria vida e da própria relação consigo mesma: ganha e goza do próprio suor (com o perdão do trocadilho), troca botijão de gás, passa veda-rosca nas pias e ainda vai para a rua cheirosa e depilada para a batalha, a fim de enfrentar a briga pelo pão e pelo prazer.

O problema é quando a Superwoman aqui chega em casa, vinda do suor do dia e da noite, e sente vontade e falta de ter alguém pra conversar, para dividir a cama, a mesa, as risadas, as dores, as contas no fim do mês, a vida enfim. Difícil não ter pra quem cozinhar, mais ainda não ter alguém para abrir um vinho.

Hoje eu resolvi levar flores para a mãe do meu ex-marido. Ela é uma pessoa a quem eu devo amor, consideração e respeito eterno por sempre ter me ajudado. Foi muito bom encontrar minha ex-sogra. Sempre é. No entanto, ela falou uma coisa que acertou em cheio meu coraçãozinho já tão machucado: ela disse que tem a impressão que eu sou uma mulher tão livre, tão independente, tão bonita e sedutora, que vou ficar assim, de namorico em namorico, pra sempre. Ela não usou as palavras desta forma, mas foi assim que eu entendi. Um cara já me disse isso também (o cara deste post). Me disse que eu aprecio e me divirto com a conquista e por isso só vou sossegar com alguém que me dê um filho, e que esse filho será meu único amor. Acho que já falei exatamente isso sobre um filho, primeiro em junho do ano passado e depois em agosto do mesmo ano.

No fim das contas me sinto assim: uma aparência irresoluta, claudicante, que oscila entre refletir a mente, o coração e o corpo, tentando equilibrar e moderar esses três interesses, essas três intenções. As vezes a razão é quem manda, mas é sempre o coração quem marca o ritmo (frase do Kamau). E meu coração tem sede de sossego, quer a estabilidade alegre de um lar que tem barulho, gosto e cheiro de gente. Minha casa é quente, mas ainda falta alguém.

Vamos adiante.



PS: Queria tanto parar de reler nossas conversas. Queria estar aí contigo, ouvindo tuas músicas, sentindo cheiro de alho refogado, bebendo cachaça dourada e te fazendo cafuné.

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