sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

A instabilidade das coisas do mundo

Nasce o sol e não dura mais que um dia,
Depois da lua se segue a noite escura,
Em tristes sombras, morre a formosura,
Em contínuas tristezas, a alegria.

Porém, se acaba o sol, por que nascia?
Se é tão formosa a luz, por que não dura?
Como a beleza assim se transfigura?
Como o gosto da pena assim se fia?

Mas no sol e na luz falta a firmeza,
Na formosura não se dê constância,
E na alegria, sinta-se tristeza.

Começa o mundo enfim pela ignorância,
E tem qualquer dos bens por natureza,
A firmeza somente na inconstância.

Gregório de Matos


Tudo isso pra dizer que mal curti o sábado passado num jantar na companhia do G6 e seus apensos e anexos, depois fui pra um bar de rock curtir uma baladinha sozinha, e logo depois acordei para trabalhar segunda-feira porém percebi que a sexta-feira já está pela metade. Tive uma semana cheia e não fiz uma coisa que tinha que ter feito: tinha que ter voltado a estudar para concursos. Tenho sentido uma péssima sensação de estar perdendo tempo, pior, de nem perceber ele passando. 

Daqui há pouco todas as minhas amigas estão ricas e luxuosas e eu continuo na mesma. Não dá.

Ainda assim, queria me divertir este fim de semana. Fazer coisas diferentes, conhecer gente nova, experimentar o inusitado, quebrar o ciclo da rotina. Aliás, como sugere Elisa Lucinda, não sou de ficar falando mal da rotina, porque que eu sou o sujeito da minha rotina. Sou eu quem teço a trama do meu dia.
Afinal, a única coisa firme é a inconstância, conforme Gregório de Matos.

Bom final de semana pra você! :)








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