segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Quem disse que cinza é frio e triste?

Post especial para a Dricat que escolheu que na sua casa nova terá um sofá cinza, o queridinho dos blogs de decoração.

É só clicar em cima das fotos que elas aparecem em slides e aumentam de tamanho.

Tomara que você goste, amiga. Conte com meus pitacos. Beijos!

Claro que eu tinha que começar com um ambiente com boas pitadas dessa cor linda que é o rosa! :D

Não é de morrer de amores?

Um ambiente masculino, poucas cores e linhas retas. Chique.


Mais um bem feminino.

Pitadas de vermelho. Gosto.

Reconheço: amo cinza com rosa.

Outro feminino. Meu lado masculino está gay hoje.

Gosto da combinação de cinza com madeira, mas achei essa parede muito escura.

Amei este. Ideal para ambientes pequenos.

Também curto a combinação do cinza com azul turquesa.

Cinza e verde: não gosto. Mas esse ambiente bem clássico ficou legal.

Estilo! eu enjoaria com uma semana.

Moraria fácil nessa sala. A que eu mais gostei até agora.

Bonitona também.




De frente pra natureza eu topo até uma sala preta!

Estilosa.

Morro de amores por esta sala. Ela já foi postada aqui no blog, só não lembro onde.

Até agora achei que esta é a mais parecida com a Dricat

Um apartamento urbano. Esta sala me lembra São Paulo. Não sei por quê.

Esta se parece com Brasília

Classuda.

Este sofá me lembra meu ex-apartamento.




Curtiu? Comentaê!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Parabéns, minha querida.

Hoje é aniversário de São Paulo. Tenho evitado falar/pensar/sonhar com esta cidade.

Sei que a frustração de ainda não ter me mudado (e apesar dos concursos que passei, continuo sem perspectiva de ida) já me abateu.

Sou feliz em Brasília. Seria feliz lá.

O fato de não ter ido me angustia.

O que eu mais gosto em Sampa é a diversidade, a variedade, o aspecto multicor que se imprime em tudo e em todo mundo. Grande demais pra uma menina provinciana como eu, talvez.



Cliquei esta imagem numa exposição que fui em 2009 no Museu da Língua Portuguesa. Veja como foi.  Boa parte das coisas que escrevi sobre esta cidade estão reunidas aqui.










terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Dormindo fora de casa

Diz pra mim que hoje é sexta
sussurra bem baixinho
e eu te cubro de beijinhos


E é nesse clima que eu tô... sonhando em sair do trabalho daqui há pouco e parar na calçada de alguma sorveteria e me esbaldar com sorvete de morango com bastante calda.

Estou muito cansada depois do dia de ontem. Estou exausta, pra ser específica. Pra piorar não dormi. Se eu ligasse o ventilador o barulho me incomodava, se eu o desligasse o calor me mataria. Noite complicada na casa alheia.Tudo que eu queria agora era relaxar!



Hoje eu fui ver a quantas anda a reforma do apartamento. As pastilhas, devidamente rejuntadas, estão lindas (e continuam verdes), o piso está sendo assentado e a péssima notícia é que como a casa é minúscula o pedreiro me informou que não vou poder colocar meus pertences pra dentro de casa (sim, TODAS as minhas coisas estão no corredor do andar), pois o porcelanato ainda não pode receber peso. Que lindo.

Estou até vendo: a noite de hoje vou passar com o colchão estendido do lado de fora do ap, no corredor do prédio, junto com todas as minhas coisas, computador ligado, café e fones de ouvido. Prometo colocar um pijaminha comportado. Quem quer me acompanhar em mais uma noite sem dormir?

Beijos!



segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Reformando o meu reino

Então... eu, que sempre curti esse lance de decoração, estou tendo a oportunidade de mexer um pouquinho com isso aqui na kit que eu alugo e que minha amiga (dona da kit) Shirley gentilmente se dispôs a reformar para que eu tivesse um pouco de conforto.

Os problemas:
  1. O piso da kit estava estourando devido ao mau assentamento;
  2. Os armários mais antigos estavam descolando o acabamento (o da pia e o do quarto estavam literalmente caindo);
  3. A parede da cozinha que fica atrás do fogão não tinha revestimento para receber aquela gordura aquele calor que vem do eletrodoméstico mais querido do Brasil;
  4. No quarto não cabia uma cama de casal.
As soluções:
  1. Trocar aquela cerâmica feiosa por um porcelanato lindo de morrer (obrigada, Tia Xis!);
  2. Tirar os armários problemáticos (incluindo o do quarto)
  3. Assentar pastilhas na parede da cozinha que fica atrás do fogão. Escolhemos uma branca (que depois de instalada se mostrou verde!);
  4. Tirar o armário do quarto do lugar que ele ocupava.  Imaginamos que ao tirá-lo caberia uma cama de casal.
O plus:
  1. Quando o $$ estivesse sobrando eu pintaria a kit. Lá pra março. Lá pra um dia.
A vida real:
  1. O piso está aqui agora todo quebrado. O tal do contrapiso foi muito mal feito e talvez vamos precisar de mais argamassa ou sei lá o que. Pra mim parece tudo "cimento molhado". Vamos ver como isso ficará amanhã;
  2. Os armários problemáticos foram retirados e eu não sei de onde eu tirei TANTA COISA! Está tudo de pernas pro ar, aqui. Com a retirada do armário do quarto descobri que onde ele estava tem uma parece sem reboco e ligeiramente esburacada. Adivinha? Tive que comprar material para emassar e pintar AGORA! Lindo, né? 
  3. As pastilhas que compramos na cor branca tem uma leve nuance verde. Nuance que, uma vez assentada, grita mais verde que a floresta amazônica inteira. Mentirinha: parece verde piscina de rico. Mas é verde. Qual é o problema? Veja o próximo item.
  4. Certa de que a pastilha branca ficaria branca, eu fui lá e sonhei com paredes azuis, já que o porcelanato é branco, os armários são brancos, e a pastilha linda de morrer era branca (mas virou verde) umas paredinhas azuis ficariam lindas. 
  5. Depois que o armário do quarto foi removido medi e vi que não cabe nem uma cama de casal padrão. Terei que comprar uma cama-viúva ou solteirão. Nenhum destes nomes me parece atrair coisas boas, portanto acho que ficarei com essa de solteiro que tem por aqui. 
O plus:
  1. Pra não perder a tinta resolví doá-la para alguém que faça bom proveito e amanhã vou ter que ir de novo à loja e comprar um verdinho beeeeeeem clarinho. 
  2. Fiz o teste da tinta no site (para a minha surpresa o tom ficou bem próximo) e na parede ao lado das pastilhas. O tom de azul ficou lindo mas totalmente nada a ver com as tais pastilhas.
Como era pra ser:


Como vai ficar agora, com a pastilha verde branca + tinta que vou comprar. Eu espero honestamente que fique algo assim:



E pra quem não está entendendo esta confusão de pastilhas na parede da cozinha versus parede do resto da casa é só imaginar uma kit onde eu determinei loucamente que quero a kit inteira de uma cor só.

Agora tô indo pro apartamento que gentilmente me emprestaram porque a casa está um caos. E por hoje, deu!

Beijos!

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Procura-se cardiologista especialista em coração partido

Essa brincadeirinha de sair correndo para o hospital já está me cansando, mas foi pra lá que eu fui ontem a tarde, por conta, mais uma vez, de uma pressão alta. Que saco. Mas, como tudo na vida tem o seu lado bom, fiquei encantada com a beleza, simpatia, gentileza e elegância do cardiologista que me atendeu, conversou comigo, me fez rir e me deixou calminha calminha.... e tinha nome de anjo, o danado.

Fiz mais um eletrocardiograma e o diagnóstico foi o mesmo: no plano físico meu coração está novinho, lindinho, perfeitinho, batendo cadum cadum que é uma beleza.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Faz sentido

O problema do amor 
é quando ele começa para dois 
mas quando termina, 
termina só pra um.


Donde se sabe que homem é vírgula, mulher é ponto final.


Este post ainda é sobre um príncipe, e sobre uma história que nem começou mas já acabou. Já falei dela aqui.

"Sim, homem é frouxo, só usa vírgula, no máximo um ponto e virgula; jamais um ponto final.

Sim, o amor acaba, como sentenciou a mais bela das crônicas de Paulo Mendes Campos: “Numa esquina, por exemplo, num domingo de lua nova, depois de teatro e silêncio; acaba em cafés engordurados, diferentes dos parques de ouro onde começou a pulsar…”

Acaba, mas só as mulheres têm a coragem de pingar o ponto da caneta-tinteiro do amor. E pronto. Às vezes com três exclamações, como nas manchetes sangrentas de antigamente.

Sem reticências…

Mesmo, em algumas ocasiões, contra a vontade. Sábias, sabem que não faz sentido prorrogação, os pênaltis, deixar o destino decidir na morte súbita.

O homem até cria motivos a mais para que a mulher diga basta, chega, é o fim!!!

O macho pode até sair para comprar cigarro na esquina e nunca mais voltar. E sair por ai dando baforadas aflitas no king-size do abandono, no Continental sem filtro da covardia e do desamor.

Mulher se acaba, mas diz na lata, sem metáforas.

Melhor mesmo para os dois lados, é que haja o maior barraco. Um quebra-quebra miserável, celular contra a parede, controle remoto no teto, óculos na maré, acusações mútuas, o diabo-a-quatro.

O amor, se é amor, não se acaba de forma civilizada.

Nem no Crato…nem na Suécia.

Se ama de verdade, nem o mais frio dos esquimós consegue escrever o “the end” sem uma quebradeira monstruosa.

Fim de amor sem baixarias é o atestado, com reconhecimento de firma e carimbo do cartório, de que o amor ali não mais estava.

O mais frio, o mais “cool” dos ingleses estrebucha e fura o disco dos Smiths, I Am Human, sim, demasiadamente humano esse barraco sem fim.

O que não pode é sair por ai assobiando, camisa aberta, relax, chutando as tampinhas da indiferença para dentro dos bueiros das calçadas e do tempo.

O fim do amor exige uma viuvez, um luto, não pode simplesmente pular o muro do reino da Carençolândia para exilar-se, com mala e cuia, com a primeira criatura ou com o primeiro traste que aparece pela frente.

E vamos ficando por aqui, pois já derrapei na curva da auto-ajuda como uma Kombi velha na Serra do Mar… e já já descambarei, eu me conheço, para o mundo de Paulo Coelho. Vade retro."


Do Xico Sá, aquele mestre!
A imagem tirei do site do GordoNerd.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Indicação de sites bacanas

Consumidor moderno para você que quer informação para mudar sua relação com o consumo e

Prometo-me, para você que quer conseguir cumprir as resoluções de ano novo.

Ainda sobre resoluções de ano novo, tem o To Resolve Project com ilustrações bacanudas das principais metas que estipulamos no virar das folhas do calendário.

Quer uma degustação do To Resolve? Olha só:






As vezes eu perco um pouco a fé em resoluções de ano novo mas aí eu me lembro da seguinte frase: pra quem não sabe pra onde vai qualquer caminho serve. Então eu continuo definindo onde quero chegar a cada ano, colhendo sucessos e insucessos na caminhada.

A última imagem eu não lembro de onde tirei. 
Beijos. Bom fim de semana.




Indicação de matéria

"Quanto maior a capacidade psíquica de tolerar as angústicas da vida, mais capacidade de fazer escolhas melhores"

Li uma matéria muito bacana chamada "O teste do Marshmallow". Leia o primeiro trecho aqui:


"O ano novo chegou e agora, algumas semanas já se passaram em janeiro e eu pergunto a quantas andam suas resoluções e promessas de ano novo? Lógico, estou falando daquelas de curto prazo: controlar a alimentação, fazer mais exercícios, começar aprender uma nova língua. É curioso como algumas pessoas conseguem seguir em frente com as resoluções de ano novo, enquanto outras acabam desistindo cedo e voltam ao comportamento anterior. Seria esse poder determinista algo que algumas pessoas nascem com ele ou isso é algo que pode ser ensinado?"

Achei muitíssimo interessante. Se você gostou, pode ler o restante aqui.

Preciso aprender a comer o marshmallow depois.

Bom dia :)




terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Namorico de nenéns




Um cara disse no facebook: "Ao 2 minutos e 14 segundos, como toda mulher, ela faz uma exigência. E depos fica dengosa. Tá explicado, essas coisas são ensinadas na escola, por isso todas agem do mesmo modo." E depois ele completa: "Mas as mulheres poderão dizer que ele precisou de ajuda feminina para escolher o modelo do babador..."

Um terceiro cara avisa: "Esse garoto, como todos nós homens, está perdido pelo resto da vida. Umas enfiadas de dedo na orelha, uns dengos, depois cinco ou ou seis exigências e ele cede..."

 Não preciso mais dizer nada.

 Aqueceu meu coração nessa manhã chuvosa e fria do verão brasiliense. :)

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Findi

Fim de semana legal: no sábado teve festinha surpresa para a Queline. Dei de presente o livro "Clarice Lispector só para mulheres" porque achei bacana a descrição da obra. Olha só:

"Conselhos de sedução, moda, beleza e etiqueta, além de dicas de economia doméstica, receitas culinárias e de saúde é isso que as leitoras encontraram nas colunas elegantes escritas por Clarice Lispector em Só para mulheres. A nova coletânea dá continuidade ao resgate da obra jornalística da autora de A hora da estrela, iniciado em 2006, com Correio feminino. Organizado por Aparecida Nunes, especialista na obra da escritora, o livro reúne mais de 290 textos, produzidos nas décadas de 1950 e 1960 sob os pseudônimos de Teresa Quadros, Helen Palmer e como ghost-writer da atriz e modelo Ilka Soares, respectivamente, para os jornais Comício, Correio da Manhã e Diário da Noite. Se as angústias e sofrimentos morais, tão presentes na literatura de Clarice, ficam de fora das colunas, que tratam mais objetivamente de questões do dia-a-dia, a escritora põe, aqui e ali, considerações que vão além do óbvio e mexem com o íntimo de cada leitora. Só para mulheres faz uma verdadeira viagem no tempo em que se desenha, na forma de um variado almanaque, o rosto da mulher brasileira dos anos dourados. E tudo isso num tom de conversa entre amigas, como prescreve o jornalismo feminino."

Acho que ela vai gostar.

Depois da festa fui deixar Clarinha em casa e acabei dormindo por lá com medo de pegar a estrada de volta pois esta estava em reforma, sem iluminação alguma e debaixo de um toró danado!

Quando cheguei em casa, domingo de manhã, Glace me convidou pra ir comer um churras lá na casa dela. Passei no mercado, comprei uns ices e sorvetes e rumei pra Taguatinga. Foi bem divertido.

Boa semana pra vocês!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Mais alguns pedaços


Me divido em milhares de caderninhos, receitas de cozinha, cartas, programas de concertos, fotos, extratos bancários e outros escritos rascunhados e espalhados ao longo do tempo.
Quando me encontro neles percebo-me um conjunto heterogêneo composto de fragmentos de pequenas dores e felicidades, poemas e letras de músicas, cores, cheiros, gestos e reflexos.

Dói e dá prazer. Mas é sempre muito bom me rever.



(OBS: Devo dizer que tudo isso surgiu do meu encontro com meus arquivos que até essa semana estavam na casa do meu ex-marido, e em especial com uma agenda velha, do ano 2000, ano que eu cheguei em Brasília. Agora meus registros do passado já estão todos no meu minúsculo presente. Já falei desta agenda aqui, e sempre que a encontro passo por um revival delicioso).




A imagem eu tirei daqui.

Há de ser?


Eu te olho e lembro dos teus olhos, e da tua vontade efêmera de me amar, e da tua vontade permanente de pertencer e de possuir, de cuidar e de ser cuidado, e do teu prazer em ter as costeletas afagadas, e da tua ordem pra eu continuar, continuar... E eu não sei o que é ser tua, eu nao sei nem o que há de ser. Só sei que te olho e lembro das tuas mãos na cozinha e na cama, no volante, entre pistos e em lugares que se eu contar hei de ser a mulher mais indiscreta (a mais realizada), e a que mais te denuncia... porque tuas mãos foram únicas e ao mesmo tempo foram muitas, e quando te olho vejo um calendário, e os dias passando, e música pairando pela casa misturando cheiro de alho com felicidade refogada... E quando te vejo desejo que meus olhos te olhem de novo dos pés à cabeça e te perguntem (de dentro pra fora): "É você?"
E ao ouvir teu "sim" eu saiba que você finalmente chegou e acabou com a minha espera. 

Seja bem-vindo.


Fecho os olhos. Tudo se dissipa.

Não te vejo mais.


Imagem: Magic of Sound

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Do caco à história

Nunca li um livro de Clarice Lispector e confesso que tenho um pouco de antipatia pela enorme quantidade de trechos de poesia que circulam na internet atribuídos à escritora. Sei que Paco, meu amigo mexicano (muito querido) é apaixonado pela escritora e que ele quase sempre lia, em nossas aulas de português via Skype, trechos de livros dela.

Olha o poster-protesto que caminha na internet sobre esse excesso de Clarice (principalmente no Facebook):



Hoje, navegando no site da Revista Piauí, vi a notícia de mais um manuscrito inédito encontrado. Me identifiquei muito com o que estava escrito e vi poesia na ausência, no caco, no que sobrou, no que não foi incluído.

Olha só o que a matéria dizia:

"Fora os papéis guardados no arquivo de sua família, os manuscritos de Clarice Lispector são muito raros em coleções privadas. Com a fama cada vez maior da escritora e o número crescente de admiradores no exterior existe inclusive uma grande procura por seus documentos de parte de universidades, e Instituições, e colecionadores estrangeiros.


A página manuscrita aqui reproduzida contém uma frase belíssima que não chegou à versão publicada de A Hora da Estrela e que menciona Macabéa, talvez uma de suas personagens mais famosas. São apenas três frases:

Macabéa não sabia como se defender da vida numa grande cidade. Ela que tinha um sonho impossível: o de um dia possuir uma árvore. Que árvore, que nada: não havia nem grama sob os seus pés”."




Eu, como Macabéa, também não sei me defender numa grande cidade, também quero uma árvore, e me frustro ao saber quem nem mesmo grama há sob meus pés.

Estou frustrada e triste pelo fim de mais uma tentativa de estar bem com alguém, ter companhia, namorar, e quem sabe um dia a minha árvore: a minha tão desejada família.

Acho que tentei, como tenho tentado ao longo desses meses pós-casamento. Talvez eu tenha entendido isso (finalmente) nesses últimos dias. Talvez por isso meu coração não tenha suportado a conclusão da minha cabeça: não é possíve progredir assim. Tenho lutado para não abrir mão do pouco que tenho na relação com o príncipe, mas percebi que este pouco não me serve. Essa pouca grama sob meus pés não é suficiente. Pior: a terra que eu tenho para oferecer à minha árvore não é saudável nem boa para que eu plante uma árvore. Por isso é melhor o fim. É melhor que eu cuide de mim.

Para ler a matéria sobre Clarice na Revista Piauí, clique aqui.

Um beijo.

Seja você, mesmo que seja bizarro

Eu sei, eu sei... eu estava vindo aqui fazer um mimimi de como meu coraçãozinho me assustou nos últimos dois dias tamborilando diferente e elevando minha pressão acima do normal... mas eis que eu estava dando uma olhada nos blogs que sigo no Google Reader e minha atenção foi puxada pelo blog Dcoração. A Vivianne Pontes postou algumas fotos com as quais fiquei chocada: achei bizarra (não consegui palavra mais apropriada) a decoração da casa do tal Alexandre Hercovitch, o estilista bam-bam-bam. Saca só:

 A casa do moço está repleta de coisas estranhas, tipo bonecos de jardim e réplicas de cabeças em péssimo estado de conservação. Se fosse na casa do Michael Jackson estaria tudo explicado.

 
Eu acho que ele deve amar muito tudo isso.


 Paredes descascadas são legais? Meu nariz denunciou daqui um mofo neste ambiente.



 Sério mesmo... que vontade de chamar um pintor de paredes. Fico imaginando o que minha hermana faria nesta casa. Me parece tudo tão over, tão... tão.... sujo! #prontofalei!

 Nessas horas me sinto muito ignorante. Muito mesmo. Deve ser porque não entendo nada de decoração, nem de moda, nem de arte, nem de design, nem de p**** nenhuma. 

 Aham. Então tá.

Imagina: você está caminhando na casa do seu amigo pra conhecer o ambiente (acho que só pobre faz isso de mostrar a casa pras visitas pra mostrar as modificações da última reforma, né?)

 Meu ex-marido iria amar esta idéia. Vou já mandar esta foto pro e-mail dele. Aliás, devo considerar que achei isso bem bacanudo. Comigo não funcionaria JAMAIS porque tenho demente dificuldade de manter as roupas empilhadas. Preciso de portas pra esconder oq ue os tornados fazem dentro do meu guarda-roupa.

 

Vista que um dia terei. É tosca mas é o que quero. Tenho a impressão que essa é uma vista do centro de Sampa. 
A postagem original e as fotos são daqui deste site, e tem algumas coisas beeeeeem legais lá. Mas a intenção do post era essa: mostrar o que me chocou. Dizem que a arte serve pra isso (chocar), e eu acredito!

Então, tchau!


As multidões

Nem todos podem tomar um banho na multidão: ter o prazer da turba é uma arte. Só assim se pode oferecer, à custa do gênero humano, um b...