quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Preciso ser off.

Sabe do que eu mais sinto saudade nesta época do ano? Saudade de ficar entediada em casa, assistindo tv, dormindo até meio dia, comendo na hora que a fome bater... Estou precisando parar em casa um pouquinho.

Terminei o ano com essa sensação de estar saturada da rua, do barulho, do excesso, de tantas vozes ao meu redor, dos celulares apitando o tempo inteiro (também pudera: tenho 3 linhas móveis, uma fixa em casa e uma fixa no trabalho, além disso recebo tudo que me mandam no facebook como mensagem de texto).

Primeira resolução de ano novo: ser menos diponível, mais marginal, mais offline. Tudo que desejo é poder chegar em casa, ficar no meu cantinho lendo, um pouco de silêncio, e só.

Lá em Araxá passei por duas coisas que me libertaram: me pendurei em um balanço e balancei até enjoar, depois sentei num banco e fiquei ouvindo o canto dos muitos passarinhos habitantes da região.

Devo confessar que senti um pouco de inveja de quem mora em cidades pequenas e pode levar uma vida mais vagarosa. Será que eu aguentaria morar num lugar assim?

Beijos.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Redescobrindo estas canções



Na branca espuma do mar que deixei meu coração se dar.
Só resta a intenção de se deixar...
Vou te levar numa onda de paixão
Não vou parar nunca pra pensar.

Sonho com o vento que não sopra mais
Gotas de um momento que não conta mais
E a chuva na montanha
E o rio que vai pro mar

Na branca espuma do mar que deixei meu coração se dar
Só resta a intenção de se deixar...
Vou te buscar de uma sombra de pura paixão
Não vou parar nunca de te amar.

Brilha a luz do orvalho que nunca partiu
Como este rio que não se decidiu
Se é rio da montanha
Se é rio que vai pro mar

Sonho com o vento que não sopra mais
Gotas de um momento que não conta mais
Se é chuva na montanha
Se é rio que vai pro mar
De toda a correnteza que tudo vai levar...







Não é céu sobre nós
Dele essa noite não veio e muito menos vai o dia chegar

Se chegar, não é sol
Quem sabe a luz de um cigarro que desaba do vigésimo andar

É fogo, mora...  Deixa essa brasa descer lá fora
Deixa o mundo todo queimar
É cedo, cedo.
Fica comigo, me abraça, que calor melhor a rua não dá.

Não é céu sobre nós
Se fosse o céu que se conta não seria a ponta acesa a brilhar

Se brilhou, não é sol
Se fosse o sol desabando nem meu quarto ia poder te salvar

É fogo, mora... Gente na brasa a gritar lá fora
Só nos falta Nero cantar
É cedo, cedo.
Fica comigo, me abraça, que calor melhor a rua não dá.

Não é céu sobre nós
 Não vimos noite passando e essa luz não fez o galo cantar

Se cantou, não é sol
Dia nascendo normal, a gente acorda e não costuma gritar

É fogo, mora... Deixa essa brasa sumir lá fora
Deixa o galo nos acordar

É cedo, cedo.
Fica comigo, me abraça que calor melhor a rua não dá.




Depois dessa... recado dado. Beijos e boa noite a todos!

fim de tarde brasiliense


Agora
toda tarde é assim cinza
o sol arde
o céu chora

no fim da tarde a terra cora
(como já foi dito)
como quem sente a tua falta

como naquele março
em que você foi embora

Era pra ser chuva de verão

Mas não,

é solidão.


Recesso em Minas Gerais

Então... tô de volta!


Passei a última semana em Minas Gerais. Não conhecia nada por lá e ainda estou quase nessa. A proposta era passar uns dias de cara pra cima, lendo, dormindo, andando sem propósito, respirando outros ares. Por isso fui para Uberaba, para a casa da minha amiga Raquel, com ela e a sobrinha dela, uma fofa chamada Carolina. Fiquei lá 4 dias fazendo exatamente isso. Descansei bastante, ri muito, botei a conversa em dia, comi pastel e pão de queijo, sentei no boteco só para ler e tomar suco... foi ótimo.

Fiquei admirada com a disciplina da Raquel. Acho que, de quando eu a conheci até hoje, ela deve ter perdido mais de 20 quilos, e assumiu um estilo de vida de cuidar do corpo. Ela está linda.


Acho que esse moço da academia da Raquel já sabia que eu ia e fez esse corte de cabelo estilosíssimo para me recepcionar. Uberaba Life Style!


Na sexta encontrei o príncipe e fomos para Araxá-MG, um cantinho gracioso no mapa mineiro. A princípio, como eu havia dito neste post, todo Natal é uma incógnita pra mim uma vez que sempre recebo convites de última hora. Este ano decidi passar o Natal num hotel. Achei que fosse coisa de “forever alone”, mas fiquei surpresa ao ver que muita gente teve a mesma idéia que eu: paguei duas diárias num hotel bem legal em Araxá e fui para lá passar o Natal, um local recomendadíssimo para passar um fim de semana prolongado (não mais que 4 dias) com a família. Os hotéis estão repletos de famílias com crianças e público da terceira idade.




De Uberaba para Araxá é um trajeto que toma mais ou menos 90 minutos. Esse trecho da estrada é lindo. Araxá em si é uma cidade como qualquer outra mas te um lugar chamado Estância Hidro-Mineral do Barreiro. Para conhecer mais sobre o belo local, clique aqui. Sobre a cidade: é o lugar onde a Dona Beja viveu (personagem interessante da história mineira que você pode conhecer aqui). Coisas famosas da região: os banhos de lama, as águas ricas em minérios, a cachaça, a Fonte ("A lenda conta a existência de uma “Fonte da Jumenta”, água miraculosa, que concedia juventude, saúde e beleza a Dona Beija e onde ela banhava-se todos os dias") e a tal Dona Beja.

Fonte da D. Beja

Não tomei banho de lama, não. Fui lá só para passear, andar sob as árvores, tomar água de coco e banho de piscina. Mas da próxima vez (quero ir de novo, sim!), quero tomar banho de lama, banho de pérolas, banho de um bando de coisas. Se você for, vá com grana pois a gente deixa lá os olhos da cara pra tomar tanto banho!

Impressões:
  • Melhor comida: risoto de tomate seco e gorgonzola na noite de natal (pois é... e o peru, nada!);
  • Melhor bebida: uma tal de Jeropiga que a Raquel me deu. Trata-se de uma bebida licorosa a base de uva, com gosto forte e adocidado;
  • Melhor aquisição: Cachaça com mel e limão saborosíssimaque comprei na Joaninha (uma loja de doces e lembranças de Araxá);
  • Dinheiro mais bem gasto: as diárias do Hotel Nacional Inn Previdência. Excelente atendimento, instalações, comida e localização (dentro da Estância do Barreiro, a dois passos das tais Termas, um lugar lindo; 
  • O melhor de tudo: perceber que o futuro chegou e aquele sonho de faculdade de continuar amigas depois da graduação se tornou realidade. Amo você, amiga Raquel! 
  • Momento libertador: me esbaldar num balanço na área de diverões do hotel como se não houvesse amanhã!
  • O pior de tudo: a tristeza que se abateu sobre outro amigo e sua família (contei aqui);  
  • O desagradável: fora eu e o príncipe, os únicos negros do hotel eram os funcionários. Todos os outros hóspedes eram brancos e a maioria das pessoas ficavam nos olhando onde passávamos. Ah! Fora nós e os funcionários, encontramos outros negros: nos vitrais das igrejas e dos hotéis, sempre retratados em cenas de servidão; 
  • O que mais me chocou: por duas vezes o príncipe foi abordado por algum hóspede que pediu que ele fizesse algo, como se ele fosse funcionário do hotel. Maldita herança escravocrata. 
  • Evento mais divertido: a aula de dança promovida pelo hotel; 
  • O mais triste: perceber que o preconceito das pessoas é algo ainda evidente em pleno século 21. 

Enfim, voltamos com segurança e descansados. Agora é começar a planejar e organizar a vida para os novos desafios de 2012. Um beijo pra você! Estamos juntos. 


quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Pedido pra uma noite de Natal

Papai do Céu,

Neste Natal meu pedido é simples.

Eu poderia dizer que quero alguém que eu possa amar e cuidar, mas tentei fazer isso este ano e não deu certo. Logo, eu quero uma coisa bem bíblica. Tua Palavra exorta aos maridos: "Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela" (...) "Assim também os maridos devem amar a sua mulher como ao próprio corpo. Quem ama a esposa a si mesmo se ama. Porque ninguém jamais odiou a própria carne; antes, a alimenta e dela cuida".

Senhor, foi Tu quem escreveu isso. Logo, dispensa maiores explicações. É só um marido desses que eu quero. Só isso.


A imagem que ilustra este post é só uma piada sem graça, Deus. Tu conheces as minhas limitações, e sabes que EU CREIO.

Obrigada.

Mentira

Ele sempre me chama
diz que não me abandona

E quando tudo me obriga
a falar a verdade sobre ele
eu minto

Ainda que pra mim mesma.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Mais do aniversário

E aí, gente, tudo bem?

Comigo vai tudo em paz.

Sexta, dia 16, foi dia corrido: confraternização e amigo oculto do trabalho seguido de aniversário da queridíssima Cleila (aquela mesma que dia 15 me deu de presente um kit-sacanagem). Fico muito feliz em ver que minhas antigas relações de trabalho me renderam algumas boas amizades. Encontrei por lá Fabi, Thai, Chatô, Pri e João, David, Vivi e esposo, Mariana e namorado, Mayara e Fabrício, entre outros. Turminha boa que me dá saudade de ter estagiários. Pensando melhor... não. Chega de estagiários. Agora só amigos! :D

Meu aniversário, comemorado no domingo, foi ótimo! A turma estava toda divertida e eu ganhei presentinhos muito legais.

Agora estou no meu merecido descanso. Depois postarei o que estou aprontando.

No entanto, não posso me sentir totalmente feliz. Meu príncipe ligou hoje dizendo que a violência nas estradas brasileiras vitimou uma parte da família de um grande amigo. Meu coração está dolorido.

Vamos seguindo em paz e com segurança. Que Deus guarde nossas famílias.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Resolvendo

Brigamos tanto
que um dia você vai me dar um fora.

Brigamos tanto
que dessa hora
eu vou acabar gostando.



quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

15/12/2011 - Meu aniversário

  1. Na quarta-feira passada (e hoje de manhã) recebi uma ligação que mexeu com minha cabeça e meu coração. Sempre que ele aparece as coisas mudam de lugar como se balançadas por um terremoto.
  2. Na quinta teve café da manhã surpresa no trabalho por conta do meu aniversário. Achei super fofo receber esta surpresa, tendo em vista que sou nova aqui;
  3. Ganhei um kit-sacanagem da Cleila, com direito a bolinha, gelzinho, calcinha, anel tchubaruba (ainda vou descobrir como usar! rs...) e sabonetinho temático;
  4. Almocei com Cleila, David, Thai e Fabizona;
  5. A tarde fui à endocrinologista. Preciso retomar os cuidados com o meu corpo. Ela disse que estou 4 quilos acima do limite do peso saudável e que preciso perder, além de uns bons quilinhos, pelo menos 10 centímeros de circunferência abdominal (vulgo bucho, panceps, pochete, etc.);
  6. Saí a noite pra tomat uma inesperada cerveja com meus amigos Daniel Beltran, Marcos Rabelo (aquele do Espírito Santo que eu tive a grata surpresa de re-conhecer pessoalmente lá em Manaus, e conheci os colegas Silas e Giovanni). Íamos para o happy hour no bar Garota Carioca mas como estava com uma fila enorme fomos à Choperia Maracanã. Foi bem divertido.
Domingo é a comemoração do meu aniversário. Quero mais boas surpresas.



quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Retrospectiva dos últimos anos

Deu pra perceber que eu adoro retrospectivas?

2008: Compramos um apartamento (eu era casada e morava de aluguel até então); tirei carteira de motorista; comprei um sofá; concluí a graduação em Arquivologia; Cuidei da Minnie (um cachorro) pela primeira vez – e última – na vida; reclamei de tudo, de todos, de mim.

2009: Trabalhei pela primeira vez na vida coordenando uma equipe gigante e organizando massa documental acumulada; iniciamos o projeto da Organella (empresa que tentei abrir e não deu certo); começamos a reforma da cozinha e dos banheiros do apartamento; fui à Sampa com a Dé para fazer um curso (fui muito xavecada – aqui em BSB isso NUNCA acontecia -, dancei muito samba-rock ao som do Farufino); a vontade de ir embora de BSB e morar em Sampa ficou insuportável e eu decidi fazer concurso para lá; comecei a estudar para concursos com foco nas vagas para arquivista em Sampa; me apaixonei pela Paula Lima; fui ao show do Simoninha com Jair Oliveira; li demais; comi demais; ministrei um curso pro CESPE no Ministério do Meio Ambiente; torci o tornozelo na formatura da Queline e engessei a perna; descobri Melody Gardot; descobri que ou a coisa melhoraria no meu casamento ou eu teria que tomar uma atitude drástica; comprei uma cama gigantesca de novela; fiz prova para oficial da Aeronáutica mas passei longe das vagas; fiz um curso de aplicação de papel de parede; desisti de um sonho tão grande quanto minha própria vida: meu casamento (apesar disso continuamos tentando, mas por dentro eu “joguei a toalha”).

2010: Fui aprovada no programa de pós-graduação da UFSM e comecei a cursar; compramos um carro zerinho; viciei em brigadeiro de panela e atingi 84 quilos de gordice e manequim 46 apertadíssimo (apesar que nunca me senti tão gostosa pois fui muito xavecada neste peso); fui à Sampa fazer uma prova de concurso (e passei dentro das vagas!); me apaixonei perdidamente e completamente como nunca havia acontecido em toda a minha vida (o premiado foi um bendito portuga que mora lá do outro lado do mundo, porque eu não podia me apaixonar por algo palpável, né? As coisas na minha vida tem que ter MUITA emoção); caí na real e percebi que eu estava numa deprê que já vinha de tempos antigos; fui ao Rio Grande do Sul 3 vezes e me joguei por lá; fui convocada para ir trabalhar em Sampa e não fui. Fui à Manaus fazer prova da UFAM e chorar até secar; “bati na trave” no concurso do Ministério da Saúde; emagreci vertiginosamente; visitei a exposição dos Gêmeos no CCBB; me senti só,chorei, sofri; saí de casa – finalizei meu casamento; fui morar no Cruzeiro Novo com duas meninas ótimas; fui pra Sampa passear em outubro, novembro e dezembro; fiz aulas particulares de samba-rock; dancei, gargalhei e beijei na boca como se não houvesse amanhã.

2011: Fui passear e fazer prova em Sampa em janeiro e botei na cabeça que não iria mais (e não fui); vim morar no Lago Norte (meu 16º endereço em Brasília); recebi mais cantadas do que em toda a minha vida passada; passei dentro das vagas pro concurso que fui fazer em janeiro e estou esperando convocação; malhei para me preparar para outra prova de oficial da aeronáutica que, apesar de ter ficado mais perto, ainda assim “bati na trave”; viciei em rap por culpa e influência de um DJ paulista; fiz prova para a Dataprev e das 14 vagas de cadastro reserva ocupo ansiosamente o 3º lugar; me divorciei e mais uma vez tenho o estado civil de solteira; entrei na paranóia de querer casar de novo e ter filhos logo; comecei a freqüentar o samba em todos os lugares onde tem música ao vivo em Brasília; comecei a fazer aula de samba de gafieira; conheci um monte de negras e negros que curtem samba e onde vou me divertir fico rodeada de gente bonita e bacana; reencontrei o portuga depois de 18 meses; conheci um príncipe e mantenho com ele uma relação que não é um namoro; fui à Manaus para ser madrinha de casamento do meu irmão Eliseu; comprei um carro; e ainda não terminou! :D

O ano ainda não acabou, graças a Deus! Ainda dá tempo de fazer muita coisa: amanhã fazer 30 anos, semana que vem conhecer um pedaço do interior de Minas Gerais... vamo que vamo!

Retrospectiva dos últimos dezembros

Dezembro de 2008:
  • Estive em Manaus para o Natal 
  • Mamãe e papai se separaram 
  • Postei e ouvi mil vezes a música “Começaria tudo outra vez” na interpretação lindíssima da Maria Bethânia com Omara Portuondo.
Dezembro de 2009:
  • Escutei MUITO Ivan Lins e seu bom repertório de fim de ano (porque o cara também tem um repertório de ano novo que eu detesto); 
  • Fui à Goiânia com a Raqueline fazer compras e fazer coisas erradas; 
  • Pensei em quem era eu aos 28 anos.

Dezembro de 2010:
  • Fui pra Sampa dançar Samba-rock 
  • Estava separada; 
  • Me apaixonei pela segunda vez no mesmo ano, desta vez não por um português de Lisboa, mas por um paulistano miscigenado; 
  • Defini 2010 como o ano em que meu coração caiu da mudança; 
  • Trilha sonora: o DVD Maricotinha da Maria Bethânia. Destaque para as músicas “Fera Ferida” de Roberto e Erasmo (que nada mais é do que a síntese de tudo que eu vivi em 2010) e para “Sob medida” do Chico Buarque (que definia exatamente o que eu pensava em relação ao tal paulistano: “Sou bandida, sou solta na vida e sob medida pros carinhos teus”). 
 
Dezembro de 2011 – só vou escrever quando o mês acabar porque tudo pode acontecer até o apagar das luzes.
 
Obrigada, meu Deus, porque todas estas coisas são águas passadas, e porque eu provei essas águas de todos os sabores: as doces, as salgadas e as amargas.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Últimas

E então? Quais as novas?

Eu tenho algumas:
  1. Mudei de emprego . Comecei no trabalho novo dia 23 de novembro (e de lá pra cá já ganhei um aumento e um recesso grátis de uma semana. Deus me ama!). Estou gostando bastante, ainda mais porque é totalmente diferente das minhas últimas experiências (que também foram boas mas extremamente cansativas); 
  2. Sexta eu fui pela primeira vez ao bailinho da academia de dança onde faço aulas de gafieira. Achei chatíssimo. Eu honestamente detesto o tal do soltinho porque parece dança de velhinhas cocotas sem noção alguma. Depois tocou um sambinha bem mais ou menos e logo mais tocou um forrozin. O que tocou depois disso eu não fiquei pra ver. Parecia um velório. Pra piorar não tinha cavalheiro pra tanta dama sentada. Não pretendo repetir o programa; 
  3. Eu tinha contado aqui que comprei um carro. No último sábado fui lá pegar e já estou andando pra lá e pra cá toda serelepe com o meu Negrão (nome que dei, atendendo à determinação de uma certa Pixaim que me obrigou a dar um nome pro carro; 
  4. Ainda no sábado passado fui ao aniversário da Kissu, no Empório Árabe lá em Águas Claras. Cada dia eu fico mais feliz e mais orgulhosa pela amizade que eu tenho com essas meninas tão lindas e especiais: Dricat, Kissu, Clarinha, Lai e Queline). Fico feliz também pela companhia que elas escolheram, seus respectivos namorados/maridos/peguetes da vez (quem for o caso.. cof, cof, cof...).

 Por enquanto é só. Essa semana está cheia de compromissos, mas logo mais estarei a caminho do descanso. Semana que vem estarei de recesso e vou me esconder num lugar bem gostosinho pra relaxar com o príncipe. Ah! Quinta-feira dia 15 é meu aniversário. Vou completar 30 aninhos. Só vou comemorar dia 18.


Da esq. para dir: Eu, Queline, Kissu, Lai, Clarinha (representada pela caixinha de água de coco pois ela estava dodói e não quis aparecer na foto) e Dricat. A hermana Alexia também estava besta farrinha mas foi ela que nos clicou.

Beijos!  


Veja!


Está escrito nos muros
pichado no chão das ruas
riscado no tronco das árvores
anunciado no jornal de ontem
impresso num fanzine
esboçado no guardanapo do boteco sujo
(na risada e no prazer, nos ouvidos de todos)
no timbre das vozes abafadas
na estampa da camiseta surrada
no papel de bala,
no saco de embalar peixe
nos documentos das repartições
no barulho das xícaras de café
no cheiro de pão fresco
nos letreiros, nos semáforos,
no apito do guarda de trânsito
no salto das mocinhas apressadas da avenida.

Em todos os lugares existem placas determinando a propriedade.

Esta cidade ensolarada
conquistaste com a  bravura
de um cachorro solto no mato.

Não existem barreiras.

Esta cidade,
chamada meu peito,
é tua.


segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Para Gullar

Ontem fiquei sabendo que serei presenteada com um livro do Ferreira Gullar. Ai... essas coisas que me deixam  feliz instantaneamente. Minhas amigas me amam. Tenho certeza.



o tempo de ser feliz é hoje
não amanhã
no universo de um gole de café
no vento frio da manhã
na infinita beleza de agora
na paixão que não demora
se dissipa
mas que é vivida com certeza

sem rascunhos
na delicadeza
mas com a firmeza das coisas que só existem hoje
para serem usufridas.


O tempo de ser feliz

é hoje.



Agora preciso sair para trabalhar. Bom dia pra vocês.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Das coisas bonitas que eu vejo por aí

Achei bem bonito este vídeo onde o escritor Milton Hatoum fala sobre memória, solidão, sobre fazer literatura, sobre o modo de ver a cidade de Manaus ao longo das suas mudanças (ele é meu conterrâneo)... enfim. É meio longo mas começa de uma forma super bonita. Vale a pena o clique.


quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Algumas novidades

 E aí, tudo bem?

Tenho uma novidade ótima. Eu nunca tive um carro meu. O primeiro carro que eu dirigi era do meu ex-marido. Era um corsa bem velho que vendemos um ano depois que peguei minha habilitação definitiva. Depois compramos um Siena (zero km, lindinho) e ficamos dividindo o carro pelo tempo que ficamos casados. Depois do divórcio ele me emprestou o carro algumas muitas vezes (obrigada, querido!), mas o carro é dele. Hoje estou indo lá comprar meu primeiro carro. Graças a Deus. Tô feliz por isso.

 Sobre o Natal: todo ano é assim, deixo pra definir o que vou fazer no Natal na última hora, sempre esperando, de última hora, ir pra Manaus (o que quase nunca rola porque na última hora as passagens aéreas ficam caríssimas), ou ainda, esperando um convite para passar o Natal na casa de alguém por aqui, como aconteceu no natal do ano passado que fui para a casa da Queline e do Walney.

Há umas semanas eu tenho pensado em como seria bom passar alguns dias fora, descansando, nem que fosse aqui pertinho (de preferência com alguém pra dividir as impressões sobre as comidas, os lugares, a cama macia do hotel!). Ontem Deus me deu um presente: alguns dias de recesso antes do Natal. Hoje de manhã mais outro: a oportunidade de viajar para um lugar super charmoso e pertinho. Claro que agarrei a chance pra mim e vou viajar com meu carrinho novo no Natal. Estou esperando com fé Deus me dar um presente extra: a companhia de quem eu quero. :)

Essas coisas me deixam feliz porque nelas vejo o cuidado de Deus nos pequenos detalhes, respondendo meus pedidos, atendendo minhas necessidades, cuidando de mim com zelo e carinho. Eu vejo Deus na delicadeza.

Um beijo pra você!


As multidões

Nem todos podem tomar um banho na multidão: ter o prazer da turba é uma arte. Só assim se pode oferecer, à custa do gênero humano, um b...