terça-feira, 18 de outubro de 2011

"Não sabe o que fazer? Tem que voltar ao começo!"*

As vezes eu fico pensando em como seria se eu tivesse escolhido viver mais perto da minha família, não ter mudado de cidade, ter me casado por lá, acompanhado o parto das minhas primas, estar perto delas nas coisas boas e ruins, orar com minha família todos os sábados, casar com um cara amazonense, teria um ou dois filhos (quem sabe?), partilhar das coisas da minha terra, conhecer todas as manias das minhas primas mais novas, saber qual a comida favorita da minha madrasta, entender o cotidiano dos meus irmãos... As vezes eu fico pensando em como seria se eu não tivesse saído de Manaus... As vezes eu fico olhando as fotos da minha família e fico feliz em saber que está todo mundo bem, a maioria está prosperando, crescendo, se multiplicando e enchendo a Terra (minha família gosta disso).

Eu não olho pro passado com olhos de arrepedimento. Pelo contrário, acho que eu sou a mulher que sou hoje, penso da forma que penso, ajo da forma que ajo porque minhas escolhas me trouxeram até aqui e porque Deus permitiu que a minha vida se encaminhasse dessa forma e porque Ele me abençoou e me guardou nesses quase doze anos que eu moro fora de casa. Mas Manaus mexe comigo... voltar até a minha cidade é como voltar ao começo, voltar à origem de onde vim, regressar ao ponto de onde parti, entender de novo o que vim fazer aqui, olhar do ponto de vista inicial com uma "lente" diferente, mais madura... e ter que dizer pra mim mesma se valeu a pena.

Manaus me faz olhar o ponto atual da minha caminhada a partir do início. Fico lá, paradinha no começo da minha trajetória... e olho para o presente como quem pesa os lados de uma balança.

Ainda nem fui e já estou sentindo o efeito do que é tirar um raio X da alma... Já falei desse mesmo tema, dessa mesma sensação, outra vez que estive em Manaus. Dá pra ler sobre isso bem aqui. Vamos em frente!

Essa canção se chama "Um beijo" e é de uma artista amazonense que eu admiro e acompanho de longe desde a minha adolescência. Se chama Eliana Printes.



* O título deste post é uma frase de um rap que eu gosto muito, de um rapper que eu admiro muito, e se chama Emicida. Quer ouvir? Clica aqui.

2 comentários:

NegraSan disse...

Bebete,

Li seu post e comecei a refletir sobre mim e as escolhas que tenho feito na minha vida.
Das coisas que deixei para trás e que muitas vezes achamos que foram resolvidas.Sabe que suas palavras fizeram com que tomasse coragem para continuar de onde parei, e hoje com a família paramos. Vou dar um voto de confiança para minha intuição e parar de pensar sempre que as coisas não darão certo. Eu sou uma pessoa positiva, eu tento.
E do jeito que as vai minha vida, me sinto insatisfeita e penso que tenho muita coisa para fazer além de ser mãe, esposa e arquivista. Como diria Candeia: Preciso me encontrar...
Vou começar fazendo um quadro de metas...Creio que seja um bom começo.
Beijos.

P.S:Eu também leio seus posts e não comento...rs.rs.rs.rs.

Elizabeth Maia disse...

Estou aqui torcendo por você, irmãzinha carioca! Beijão pra você, e obrigada por comentar :D

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