terça-feira, 18 de outubro de 2011

Essa é pra você!

‎"Aí, posso ser mais específico?
Nunca subestime um sujeito pacífico.
É típico de bico que só vive no "quase",
e nunca passa de fase, sempre bate na trave.
Caso grave do mal que matou Caim,
e eu não tenho mais que dó de quem vive assim.
Não vou declarar imposto pra quem não merece
ou tentar me explicar pra quem não conhece.
Deus não dá asa à cobra, então vai, se arrasta!
Já basta! Deu sua cota? Vai, se afasta!
E observa: bisbilhotar é coisa feia.
Não vou pagar propina pra fiscal da vida alheia.
Quer que desenhe ou já dá pra entender
que por aqui nem a migalha vai sobrar pra você?
Se a carapuça lhe serviu, pode comemorar.
Vai, gandula, pega as bolas e me deixa jogar!!!"

É só por isso que eu gosto de rap! E esse aí é do Kamau.

Xô, inveja!!!!

"Não sabe o que fazer? Tem que voltar ao começo!"*

As vezes eu fico pensando em como seria se eu tivesse escolhido viver mais perto da minha família, não ter mudado de cidade, ter me casado por lá, acompanhado o parto das minhas primas, estar perto delas nas coisas boas e ruins, orar com minha família todos os sábados, casar com um cara amazonense, teria um ou dois filhos (quem sabe?), partilhar das coisas da minha terra, conhecer todas as manias das minhas primas mais novas, saber qual a comida favorita da minha madrasta, entender o cotidiano dos meus irmãos... As vezes eu fico pensando em como seria se eu não tivesse saído de Manaus... As vezes eu fico olhando as fotos da minha família e fico feliz em saber que está todo mundo bem, a maioria está prosperando, crescendo, se multiplicando e enchendo a Terra (minha família gosta disso).

Eu não olho pro passado com olhos de arrepedimento. Pelo contrário, acho que eu sou a mulher que sou hoje, penso da forma que penso, ajo da forma que ajo porque minhas escolhas me trouxeram até aqui e porque Deus permitiu que a minha vida se encaminhasse dessa forma e porque Ele me abençoou e me guardou nesses quase doze anos que eu moro fora de casa. Mas Manaus mexe comigo... voltar até a minha cidade é como voltar ao começo, voltar à origem de onde vim, regressar ao ponto de onde parti, entender de novo o que vim fazer aqui, olhar do ponto de vista inicial com uma "lente" diferente, mais madura... e ter que dizer pra mim mesma se valeu a pena.

Manaus me faz olhar o ponto atual da minha caminhada a partir do início. Fico lá, paradinha no começo da minha trajetória... e olho para o presente como quem pesa os lados de uma balança.

Ainda nem fui e já estou sentindo o efeito do que é tirar um raio X da alma... Já falei desse mesmo tema, dessa mesma sensação, outra vez que estive em Manaus. Dá pra ler sobre isso bem aqui. Vamos em frente!

Essa canção se chama "Um beijo" e é de uma artista amazonense que eu admiro e acompanho de longe desde a minha adolescência. Se chama Eliana Printes.



* O título deste post é uma frase de um rap que eu gosto muito, de um rapper que eu admiro muito, e se chama Emicida. Quer ouvir? Clica aqui.

domingo, 2 de outubro de 2011

Quem é que não quer um grande amor?


Eu quero. E tenho medo, muito medo de entregar meu coração mais uma vez e ouvir a mesma coisa mais uma vez: "você é linda, inteligente, divertida, sexy e diferente de todas as outras, mas...":
  1. não serve pra mim, ou 
  2. não é a garota pela qual eu sou apaixonado, ou 
  3. vai se mudar da cidade, ou 
  4. não sou homem pra você (porque afinal você merece um cara melhor), ou 
  5. esta não é a hora certa pra eu me envolver afinal minha avó acaba de falecer (e eu a matei com o seu cinto que você esqueceu no meu carro na noite passada), ou 
  6. eu sou casado, ou 
  7. você não mora na mesma cidade que eu, ou 
  8. tenho uma namorada de mil anos, ou 
  9. blá blá blá blá blá to falando qualquer coisa em sânscrito porque é o único idioma que seu cérebro superdesenvolvido não processa... 
E assim por diante. 

Já ouvi todas essas mil desculpas fiadas, e na verdade só elenquei as frases acima pra facilitar a escolha do próximo 'Mr. Right' que quiser me dar um pé na bunda... e olha que eu nem vou exigir um fora novo e exclusivo. É só chegar e escolher. 

Não quero sofrer mais. Por isso, é melhor me afastar antes que eu escute um outro "mas..."

Estava aqui assistindo um filme da década de 90... eu era uma adolescente magrela e despreocupada quando assisti esse filme na Sessão da Tarde pela primeira vez. Pra mim era só mais uma historia hollywoodiana e açucarada de amor, mas agora faz todo o sentido e estou me sentindo uma idiota em plena madrugada de domingo. Olha só isso:




Vou terminar de ver o filme agora. Bom domingo pra vocês.

As multidões

Nem todos podem tomar um banho na multidão: ter o prazer da turba é uma arte. Só assim se pode oferecer, à custa do gênero humano, um b...