sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Sininho ou Mulher Maravilha?

E aí, belezinha? Tudo certin?

Eu to precisando de aprender a comer direito e tomar umas vitaminas pra fortalecer o sistema imunológico. Segunda-feira passada voltei de Goiânia com a garganta ruim, tive febre, fiquei mal um dia todo, e depois tive que levantar pra trabalhar. Passei a semana toda meio molenga mas resolvi não tomar remédio. Se eu não tomo algo pra prevenir também não vou me entupir de remédio. Sempre fui assim: nunca gostei de tomar medicamentos.

Ontem, depois de alguma insistência, acabei saindo a noite, fui pro samba na Aruc mesmo estando cansada e duranga.   No meio do esquema, Alexia e Cíntia repararam uma meleca maior do que o esperado no meu olho direito e eu meti o dedão sujo para tirá-la de lá. Resultado: hoje amanheci com o olho muito inchado, dolorido e cheio de melecas. O olho esquerdo está só lacrimejando mais que o normal, e mesmo assim coloquei uma roupa e vim trabalhar. Será que é conjuntivite?

Quem me vê de perto sabe que eu só tenho a capa da forte e resolvida Mulher Maravilha. Por dentro eu sou tão delicada, insegura e infantil quanto a Sininho. Quando eu adoeço (e devido aos meus péssimos hábitos alimentares isso ocorre com certa frequência) eu fico um dengo só, e morro de medo de ficar sozinha nessas horas. Me derreto pra chamar a atenção, gosto de gente por perto, jogo charme, faço um pouco de cena... porque na verdade não tem coisa melhor do que ser cuidada, né?

Na dúvida, vou fazer o que minha mãe vive recomendando: ficar em casa. Meu fim de semana vai ser muito animado: vou limpar a casa (limpar mesmo, tipo faxinão!), continuar lendo o Raízes do Brasil (Sérgio B. de Holanda tá me dando um trabalhão), continuar duas pesquisas (uma sobre samba rock na qual eu estou me sentindo perdida e sozinha e uma busca de textos sobre alguns temas da nossa Constituição Federal - esta está me deixando muito animada!), e além disso: soneca, muita soneca.

Bom fim de semana pra vocês!

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Atualizando

Na sexta dormi na casa da linda Queline. Tomamos vinho, falamos mal dos homens, papeamos a toa. Foi bom demais. No sábado a tarde, ainda na casa da Queline, comemos costelinha de porco com a Kissu, a Dricat e o  Fred, que está no Brasil em curta temporada antes de voltar para a Alemanha onde está estudando cinema. Sentimos falta da Lai (que estava trabalhando no Amapá) e da Clarinha (que está de férias em Portugal). A noite fui à Goiânia e voltei de lá na madrugada de hoje. Foi um fim de semana ótimo, perfeito.

Tenho que dar um jeito definitivo nessa minha garganta que me dá trabalho demais. Esfriou? Inflama. Esquentou? Inflama de novo. Alergia? inflama mais uma vez. Eu não tenho mais a menor paciência pra tanto remédio. Depois de quase cem dias de muito calor e nenhuma chuva, eis que chove no Distrito Federal. Chove e a temperatura cai bruscamente. Haja saúde.

Hoje retornei às aulas de gafieira para uma temporada de 3 meses. Estou animada.

Amanhã tem Colação de Grau da turma de Arquivologia na UNB. Muitos amigos e ex-estagiários queridos estarão entrando definitivamente para a categoria de meus colegas de profissão, e eu estou muito feliz por cada um que não se perdeu nem desistiu no meio do caminho.

É isso. Um beijo!

Uns correm pelo din, outros pelo prazer do vento no rosto

Quero coisas cada vez mais impossíveis. Estava aqui agorinha pensando em como pareço diferente das minhas amigas. Todas elas estão dedicadas a ganhar cada vez mais dinheiro e eu aplicada cada vez mais ao ócio contemplativo, ao prazer, à diversão, ao estudo daquilo que me faz feliz.

Não. Eu não ganho o suficiente para estar aqui tranquilona. Eu não sou sustentada por ninguém. Eu não vivo de renda. Ninguém me banca. Eu não tenho tudo que quero (nem no plano material, nem no espiritual, nem no emocional, nem no afetivo, etc, etc, etc...), e eu me viro pra dar conta da minha vida quando meu suado dinheirinho entra na minha conta bancário no início do mês. 
Eu apenas sinto prazer em viver e não vejo o menor sentido nessa correria louca em busca de dinheiro. As vezes penso no tanto que eu sou diferente dos meus amigos. Começo a sentir culpa por querer apenas trabalhar com algo que me dê prazer mas que não me ocupe tempo, nem emoções nem energia que eu poderia estar dedicando à vida, à leitura, ao descanso, ao bate-papo descompromissado com as pessoas. Já ouvi de algumas amigas que isso tudo que eu quero custa caro: livros, viagens, conforto, filhos, marido, boa casa, boa cama, boa mesa... E justificam nesse pensamento sua eterna busca por ascensão social. eu quero tudo isso, sim. Mas honestamente não acho que isso deve ocorrer do dia pra noite. Não acho que eu devo perder minha energia, meu viço, minha juventude numa busca insana por grana. É muito bom estar em casa alimentando minha mente e minha alma de coisas belas e construtivas. Melhor do que estar enfurnada numa sala de aula ao lado de um bando de neuróticos sem assunto. 

Eu não lido muito bem com isso mais pelo fato de me sentir estranha à essa sociedade do que pelo fato de não ter resolvido ainda minha situação profissional/financeira. No fim de semana minha amiga Queline disse que eu quero alguém que me banque. E, definitivamente, não é isso. Quero um homem que exerça o clássico e antiquado papel de homem pra que eu exerça o papel que eu acredito ser o clássico papel da mulher. Sim, na minha cabeça o homem deve ganhar mais que a mulher e proporcionar a ela e aos filhos o que lhe couber enquanto marido e pai. Não sei dizer se antigamente a sociedade era melhor ou pior, mas uma coisa eu também pondero: será que essa ânsia feminina por alcançar postos cada vez mais elevados na pirâmide social melhorou mesmo a vida de alguém? Conheço tanta mulher linda e bem sucedida que está sozinha e infeliz, ou reclamando que o marido não acompanha seu sucesso profissional. Onde está o equilíbrio? eu quero encontrá-lo.

Enquanto isso eu vou aqui curtindo meu salariozinho e cuidando de mim. Toda vez que eu recebo um elogio dizendo que além de bonita eu sou inteligente e divertida sinto que minha falta de esforço na corrida pelo dinheiro valeu muito a pena. No entanto, toda vez que alguém diz que eu sou leve e diferente porque levo a vida leve, abro um sorriso de orelha-a-orelha. Ser reconhecida pelo que eu sou: não tem preço que pague!

Um beijo!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Proposta

Minhas panelas para o teu gosto
meu cheiro fresco pra tua roupa
minhas mãos macias pras tuas costas
minha paciência pro teu retorno
minha cama quente pra tua folga
minha barriga pra tua prole
meu ouvido pro teu suspiro
minhas pernas pro te abraço
meu corpo casto pra tua espera
minha mente aberta pra novidade
minha vida inteira pro teu sossego.

23/09/2011 - 01h31

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Videozinho fofo

A Heloísa publicou no seu lindo blog "Caracteres com Espaço" o vídeo que, de tão lindo, eu quero republicar. Se você é doce, terno, belo, e está a procura de alguém, vai se identificar. Tenho a impressão que eu já encontrei meu pãozinho. ;)


segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Príncipe

"O seu amor estava escuro
Eu clareei, dei outro tom
E enfeitei com rosas claras, raras
Rara rima, raro rumo

Gente coisa é outra fina
Boas frutas, pães e vinhos
Seu olhar voa distante
Silenciando essa vontade em jazz, jazz, jazz

Desprenda seu corpo na minha vida
Dorme aqui comigo
Oh doçura, oh ternura, meu bibelô
Com meu coração na mão dividindo emoção
 Agora sou o seu vigor
Eu lamparina, seu pavio
Tô com gás e tanto faz
Dorme aqui comigo meu amor, meu bibelô
Fica numa boa

Meu perfil nessa leoa..."



Eu quero. Mas se eu tivesse tudo que eu quero eu seria uma menina mimada. Deve ser por isso que Deus ainda não trouxe para a minha vida. Ele acha que sabe tudo de mim, e eu desconfio que saiba mesmo... Eu sou tão previsível e ele é tão inteligente...

Se na minha cabeça houvesse mais que um amendoim e algum sal eu juro que voltaria a estudar música só pra te cantar..

Ah... bruta flor do querer...

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Espera

Olá...

Antes deste post eu já tinha rabiscado isso aqui, por isso resolvi postar agora. Acho que tenho mais coisas rabiscadas por aí sobre este assunto, mas como este é um assunto encerrado, vou parar por aqui. Beijos.

Espera

Ontem,
na vitrine de perfumes,
esbarrei com teu cheiro acenando pra mim,
nota por nota.
Hoje,
paro e respiro
suspensa
num tempo.
No intervalo de um momento insípido
resgato aroma e tato
música e fato
sensação de um dia exato.
O delírio retorna ao avesso
dos olhares cruzados
Encontro de frente
presente e passado
O futuro inexiste.
Mergulho com folga no universo da tua textura
som, cheiro e cor.
O sabor ainda demora,
mas hora de viver é agora.

Brasília, 31 de agosto de 2011 09h52

Atualizando

E aí, como vai? Eu estou bem. Fiz muitas coisas boas e legais nos últimos dias. No fim do mês de agosto eu fiz um intensivo de 4 aulas de gafieira, e foi algo que me deu muito prazer. Aprender coisas novas é muito bom e eu estou adorando esta minha fase de curtir o samba.

Dia 02 de setembro saí para dançar no Calaf, com um pessoal da Vila Planalto muito divertido que eu não conhecia. Melhor cantada dos últimos tempos: um cara bonito, divertido e inteligente me roubou um beijo. No sábado, dia 03 eu fui ao teatro assistir a peça “Manual de sobrevivência ao casamento” com o grupo G7. Me diverti bastante. De lá fui ao “Roda de Boteco”. A Alexia tinha descolado ingresso grátis pra gente (Alexia, Glace, Flavia, Maria Lucia e Betânia) ver o show da Leci Brandão. Adoro festa free!

Depois deste domingo passei uma semana bem corrida, estranha, diferente. Hugo e amigos estavam na cidade, mas sobre isso eu não quero falar. Só digo que foi muito bom revê-lo pois tive a oportunidade de resolver assuntos pendentes e encerrar algumas fases. Na quarta almocei perto de casa e depois fui ao cinema assistir “De volta ao Planeta dos Macacos”.

Quinta e sexta eu fiquei quietinha em casa e isso me fez tão bem que estou pensando honestamente em pisar no freio e reduzir drasticamente as saídas. O único problema é que na maioria das vezes eu uso essas saídas pra interagir, conversar com gente, ver minhas amigas, papear a toa. Em casa eu fico sozinha por muito tempo (e invariavelmente aproveito esse tempo para ler, dormir e assistir TV). Nos fins de semana eu quero mesmo é ir pra rua, colocar uma roupa bonita, ver gente, rir e conversar. Acho que isso mantém minha sanidade. Seria beeeem melhor ficar em casa sossegadinha no colo do meu preto (se eu tivesse um).

Semana passada eu conheci a vizinha que mora no apartamento abaixo do meu. Ela é cantora de um grupo de samba e no sábado fui vê-la cantar no Armazém do Ferreira (eu e o menino que me roubou um beijo). De lá, fui com ele ao samba do Maracanã (o moço, como eu, gosta de roda de samba). Depois fui com Betânia a uma festa de música eletrônica no Museu, e de lá fomos ao show da Banda Blitz no Autódromo.

Domingo, dia 11, aconteceu uma coisa engraçada: Rodrigo Chatô e Fabi me ligaram e depois apareceram na minha casa para que eu ajudasse Chatô a fazer um trabalho da faculdade. Queriam me entrevistar sobre um monte de temas. Eu escolhi dois ou três e conversei com eles sobre isso. No final me filmaram e eu me senti ridícula com isso, mas o importante é colaborar... Que mico eu não pagaria pra ver meus amigos felizes?

Bem, esta semana retorno às aulas de gafieira e estou bastante animada com isso. Amanhã sai o resultado final do concurso em que estou em 3º lugar. Espero que a convocação não demore. Enquanto isso não quero mais estudar. Quero apenas cuidar de mim, do meu corpo, da minha cabeça, do meu coração, da minha diversão. Estou pensando em aproveitar esta minha fase de movimentar o corpo para fazer procurar uma capoeira. Bora?

Ouvindo: Dirty Honkers – Death by Swing (2011).

Lendo: Raízes do Brasil, Sérgio Buarque de Holanda – Cada vez mais me convenço que PRECISO dar uma BOA revisada na História que eu aprendi durante o ensino médio. Já consegui um livro desses bem resumidos e ilustrados, só me falta disposição para lê-lo pois é um livro pesado e gigantesco. Alguém poderia me doar os livros “Casa grande e senzala” e “Sobrados e mocambos”? Queria muito :D
Tchau! :D

sábado, 3 de setembro de 2011

Faça de conta que pra você não sou ninguém

Escrevo para você, que sempre foi tão honesto comigo a ponto de ser cruel. Não saberia dizer qual crueldade dói mais: se esta que, de tão honesta chega a bater dura e fria, ou se aquela onde se engana com falsas ilusões. Você nunca me enganou, você nunca me prometeu nada. Ainda assim eu confesso que fantasiei e me deixei ser arrastada por essa onda que mudou minha vida inteira há exatos 18 meses.

Quero te dizer que estou te esperando. Vamos passar horas inesquecíveis e maravilhosas, porque quando a gente está junto a gente se entende e tudo vira um belo encontro de céu e mar... para sempre unidos e para sempre separados. Deus sabe por que permitiu que um dia eu te conhecesse. Ele também sabe o quanto me dói aquela nossa brincadeirinha. Eu pago caro por isso, mas foi decisão minha e eu não fujo das minhas responsabilidades.

Eu estou cansada de chorar sem razão. Eu não sei o que quero de você. Eu só quero parar de te querer e pensar em você porque isso me machuca há muito tempo e eu estou disposta a dar um basta nisso. Coloquei fotos tuas na minha casa. Me sinto ridícula, romântica... eu poderia tirá-las, mas assim não seria eu. Eu gosto de ser romântica, mesmo não gostando de parecer ridícula. Alguém vai saber colher meu carinho, minha delicadeza, meu romantismo. Me sinto ridícula em ter tanto para te dar e isso ser uma coisa absolutamente impossível.

De algo eu não me arrependo: das coisas que escrevi pra você, sempre tão cheias de verdade, sempre tão cheias de sentimento, legítimas. Eu me entendo escrevendo. Eu me enxergo no que escrevo. Quase sempre sou percebida como dramática, mas eu sou assim e não posso sentir vergonha de ser quem eu sou. Por isso amei poder escrever coisas pensando em você.

No entanto, decidi que, após esses dias em que estarei com você, vou tirar você da minha vida. Vou começar tirando você da minha casa, do meu computador, da minha "vida virtual" (a única que pouco vivi ao teu lado). Depois vou eliminar você da minha mente, do meu corpo, e um dia finalmente do meu coração.

Esta é a última canção que eu faço pra você. E como sou romântica, açucarada, esta é uma canção que beira a breguice, mas é real e verdadeira.

 


"Esta é a última canção que eu faço pra você. Já cansei de viver iludido só pensando em você. Se amanhã você me encontrar de braços dados com outro alguém, faça de conta que pra você não sou ninguém.


Mas você há de sempre lembrar que já me fez chorar, e a chance que você perdeu nunca mais vou lhe dar. E as canções tão lindas de amor que eu fiz ao luar, pra você, confesso: iguais aquelas não mais ouvirá.


E amanhã sei que esta canção você ouvirá, num rádio a tocar. Lembrará que seu orgulho maldito já me fez chorar, por muito lhe amar. Peço não chore, mas sinta por dentro a dor do amor. Então você verá o valor que tem o amor, e muito vai chorar ao lembrar o que passou"

As multidões

Nem todos podem tomar um banho na multidão: ter o prazer da turba é uma arte. Só assim se pode oferecer, à custa do gênero humano, um b...