segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Só sei falar de um assunto

Me divorciei há exatamente um ano atrás e as coisas começaram a ficar claras na minha mente agora.
A Bíblia fala: "De tudo que se deve guardar, guarde o seu coração"... e confesso que essa parte bela e delicada é a coisa que eu mais exponho, invés de guardar. Eu nunca tive muita idéia do que seria guardar meu coração porque meu pai sempre repetia a recomendação de que eu deveria me manter lúcida e equilibrada.
Ele sempre mandava eu guardar a minha mente, e deve ser por isso que eu me considero uma pessoa equilibrada, centrada, racional e objetiva.

Eu tenho mania de estabelecer listas, elas ajudam a minha organização. Então, agora, depois de um ano me divertindo (e sendo divertida), consigo estabelecer de forma organizada o que eu quero neste momento. Eu sei que esse assunto já está ficando chato, mas eu estava meio navegante em relação aos meus objetivos emocionais e afetivos. No entanto, tenho percebido que as coisas vão se tornando claras com o passar do tempo. Entendo que, assim como eu pedi a Deus ha alguns anos atrás, as coisas vão acontecendo: eu tenho aprendido com meus próprios erros. (Nunca peça isso pra Deus. Peça pra aprender pela observação dos erros dos outros, pois é menos dolorido). Quer saber o que eu tenho aprendido? Consigo definir o que eu quero e o que eu não quero em um relacionamento.

Assim como eu tenho metas profissionais, intelectuais e financeiras, eu preciso ter metas que definam o que quero de alguém. E essa definição tem me ajudado bastante nos últimos dias, tem me protegido da exposição, e só por isso eu já fico feliz.

Eu falei de carência no último post, mas eu entendo que eu não preciso ser carente só porque não tenho alguém. Sinto vontades que podem ser preenchidas com outras coisas. Tenho amigos, tenho meu trabalho, tenho coisas para estudar, tenho minhas atividades de lazer (aula de dança, o projeto de pesquisa do samba rock - depois falarei disso -, baladinhas com minhas amigas, meus livros e músicas, enfim...). Não há porque ficar dando atenção a essa carência. Todo mundo quer amar, todo mundo quer namorar.. mas eu não vou morrer ou deixar de ser feliz só porque não tenho isso na hora que quero. Eu não sou mimada e não vou deixar essa carência me conduzir a nenhuma situação que vá me causar mais frustração e solidão.

Sempre fui preconceituosa em relação aos livros de "auto-ajuda", mas de agosto do ano passado até hoje já li dois deles. Posso confessar? Me fizeram muito bem. O último foi um empréstimo da querida Glace, essa menina doce que Deus mandou pra minha vida esse ano e que tem se mostrado mais que um presente do céu na minha vida. O livro me ajudou a ordenar minhas idéias sobre os meus desejos. Valeu demais a leitura!

Enquanto isso, vou me ivertindo bastante: na sexta fiquei em casa conversando sobre o amor com uma florzinha linda de 18 aninhos: minha priminha Débora, que eu vi nascer, que eu dei banho nela quando era bebê. Meu Deus... tão neném e já sofre de amores! Isso só me mostra que mulheres e meninas são todas iguais e desejam as mesmas coisas: amor, carinho e proteção. Já viu o vídeo no youtube da Sofia que quer casar e da Hannah que está apaixonada pelo seu professor e chora porque ela vai se mudar de cidade? É de cortar o coração, e eu me sinto solidária a elas: preciso de um Homem ao meu lado. Isso mesmo: com H maiúsculo! Um homem que seja amigo, amante, protetor e provedor.

No sábado fui à aula de hip hop dance com a Pixa (ai ai que coisa difícil, sem falar que gasta uma caloria louca! Isso não é uma coisa ruim.) e à noite fui com ela numa festa underground que rolou no Conic. Encontrei Thales na festa, meu amigo das antigas da época que eu tocava flauta. Tem gente que você pode ficar anos sem ver que a relação continua igualzinha!

No domingo fui pro samba com as bonitas: Glace, Alexia, Amanda, Dayse, Andrea e Nize... quando essas negas chegam o samba para, as louras afastam, os homens esticam o pescoço e abrem a roda, os músicos se sentem mais motivados e a noite fica feliz! É lindo de se ver!

Quando cheguei do samba dei um basta em uma situação viciada, uma relação afetiva que estava consumindo meu tempo e minhas emoções (e quase me consumiu dinheiro!) que estava me afastando cada vez mais do foco.

Pra quem não sabe o que quer qualquer caminho serve. Este não é o meu caso.

Boa segunda-feira pra vocês!

15 de agosto de 2011 - 13h36


Antes de ir vou contar a cantada que recebi ontem. O cara olhou pra mim e eu tava sorrindo sei lá por que... (talvez seja porque eu sou assim feliz). Aí ele ficou querendo saber: "Oi! Tá rindo do que?" Eu respondi: "Sei lá!". Ele retrucou: "Então no dia do seu aniversário você vem aqui que eu vou te dar um beijo de brinde!" Eu ri! (De novo). 18h03

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