quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Dançar pra não dançar

Oi!

Como vão? Eu estou bem. Tenho trabalhado bastante. Esta semana eu recebi mais 11 funcionários novos e estou bastante ocupada treinando todo mundo. Esta é a hora que eu fico mais preocupada em todo o trabalho, mas sem dúvida é um dos momentos que eu mais gosto. Gosto de ensinar. Me sinto ainda meio perdida porque estou sozinha como arquivista neste projeto e não tenho ninguém para me ajudar a sanar as dúvidas, a controlar a qualidade do serviço que está sendo feito, a cuidar das muitas outras coisas que têm aqui para serem feitas... está meio tumultuado, mas está bom. Ocupa tanto minha mente que eu chego em casa muito cansada, querendo silêncio, querendo assistir tv, querendo comer e dormir.

Estou sem internet em casa. Este mês fiquei apertada de grana e resolvi abrir mão da internet um pouquinho. Aqui no trabalho ainda não tenho conexão então eu aproveito a hora do almoço pra escrever no bloco de notas e, depois que eu me alimento, levo o texto num pen drive até a lan house do shopping onde almoço.
Meus posts no facebook diminuiram bastante por causa disso. Sabe o que é mais interessante? Estou curtindo a minha casinha sem internet. Voltei a assistir tv, o aparelho de som passa mais tempo desligado, eu voltei a saber o que está acontecendo no mundo sem o "filtro" que a gente acaba construindo nas informações que chegam até nós pela web. Enfim, as coisas ficam diferentes quando estou off line.

Domingo passado eu fui a uma aula da dança muito bacana: Stilleto, ou dança sensual. Tem um video ao final do post que ilustra bem o tipo de dança. Eu gostei muito da aula, mas ainda não decidi se é isso que eu quero fazer. Há umas semanas atrás eu fiz uma aula de hip hop dance, com um professor que vai com sua turma às festinhas blacks que eu vou de vez em quando. Gostei muito. Mexi muito o corpo. Transpirei demais, e o objetivo é esse: movimentar o corpo numa atividade física que me pareça mais prazerosa do que a rotina da academia. Saúde + lazer: é isso que procuro. No próximo domingo vou a outra aula: street dance. Quero ver se é diferente do hip hop dance. Somente depois de domingo vou escolher entre o Street e o Stiletto. Ainda na semana que vem, do dia 29 de agosto a 01 de setembro, vou fazer um intensivão para iniciantes de gafieira, e depois disso vou fazer um intensivão intermediário. Estou bastante animada com isso porque seu que preciso cuidar mais do meu corpo e ainda fazer uma higiene mental, conhecendo gente nova e fazendo coisa que me dá muito prazer: dançar!!!

Sinto muita falta de dançar samba rock. Hoje estava dando continuidade à leitura de um livro que fala sobre essa música e achei esta definição bastante curiosa: "O samba rock é a necessidade de dançar, de fazer graça com uma menina, é uma falta de controle das pernas ou, como eu vejo, uma quase capoeira só com os braços". Este é um trecho de um conto de Sérgio Ballouk, parte do livro "Bailes: soul, samba rock, hip hop e identidade em São Paulo", organizado por Márcio Barbosa e Esmeralda Ribeiro. Eu concordo. Eu sinto essa necessidade. Me identifico com a dança e com as letras do samba-rock, mais do que me identifico com as letras do samba (onde a influência da religião afro-brasileira é muito grande, o que contrasta com a minha formação protestante), e mais do que com as letras da maioria dos pagodes.

Penso que o samba rock é a cara da malandragem paulistana. E eu aprecio muito!

Boa quarta-feira pra você!

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Changing my mind ...

Oi! Tudo bem?

Estou bem, graças a Deus. Não posso reclamar de nada, mas posso aprender com meus erros, e foi o que tentei fazer durnte esta semana: admitir que quero uma coisa e peço outra, sou uma pessoa e mostro outra. Sabe o que é mais estranho? Me encontro quando escrevo. Olho para mim quando me vejo refletida na tela branca de bloco de notas. Fico assustada quando percebo que as pessoas vêm aqui. Quase nunca comentam, mas estão aqui, me conhecem, sabem o que eu estou pensando, sabem que eu sou assim meio confusa, sabem que eu tento ser uma pessoa do bem.

Voltando ao que aprendi esta semana; li um livro muito interessante que me fez lembrar da psicóloga que visitei durante duas semanas no ano passado e que, resumidamente, me disse que para eu não me perder no meio de uma decisão eu preciso estabelecer critérios. O livro dizia mais ou menos a mesma coisa: pare de perder tempo procurando algo que não vai te satisfazer. Saiba o que você quer, estabeleça critérios que definam o que você quer, foque naquilo e seja determinada.

Quando eu estava na Sara Nossa Terra (cresci muito naquele lugar), todo início de ano a gente fazia um plano de metas que incluia projetos para a vida pessoal, para a formação acadêmica, para a sáude e o bem estar, para as finanças, para o trabalho, para o amor... e eu adquiri este costume de todos os anos fazer isso. Posso confessar? Já tinha mais de dois anos que eu não estabelecia de maneira escrita, materializada e organizada meus objetivos... e foi nisso que me perdi.

Estabeleci na minha cabecinha dispersa que eu queria sair de Brasília e ir pra São Paulo e quase deixei isso virar uma obsessão (também foi quase isso que aconteceu com meu objetivo de constituir uma família - objetivo este que se frustrou na primeira tentativa), tanto que acabei deixando de lado todos os outros aspectos relevantes da minha vida. É neste ponto, Kissu, minha linda, que eu lembrei do que você disse NESTE POST, e acabei reconhecendo que você tinha razão. A obsessão nos torna cega. A determinação abre nossos olhos. E, graças a Deus, eu estou aqui para dizer: "Oi, sua linda! Você está certa. Me desculpe por ser cabeça dura. Obrigada por não desistir de mim. Te amo!" :)

Juntei as palavras do livro, com as coisas que a psicóloga me disse a respeito de critérios e adicionei ainda a lembrança do quadro de objetivos que eu fazia na igreja, com o que a Kissu falou... Tomei um chá de "simancol" e aproveitei a iluminação que Deus me deu para tomar atitudes diferentes em relação a algumas coisas. Todas essas memórias produziram em mim uma reflexão forte a ponto de resultar em algumas estratégias:

  1. Fiz um quadro de metas para curto, médio e longo prazo, para cada área da minha vida, com o estabelecimento de novos alvos a cada dois anos, de hoje até 2026. Sei bem que um plano é um plano e a vida é a vida, mas não quero perder o controle das coisas que almejo. Por isso vou trilhar meu caminho por ali;
  2. Estabeleci critérios de seleção para caras que queiram se aproximar de mim. Chega de tentar a sorte. Se for pra me relacionar de qualquer pessoa prefiro não me expor, não gastar energia física, emocional, sexual, muito menos gastar dinheiro em algo que, de antemão, sei que não é o que eu quero. Se determinada relação não me interessa, não há razão pra ser mantida. Os que querem ser amigos (amizade em preto e branco, sem sacanagem, sem exposição, sem canalhice) podem chegar. Os aproveitadores eu dispenso e peço a Deus que os mantenha distantes.
  3. Por fim, e talvez mais importante, eu fiz uma lista de 10 comportamentos em que preciso mudar de postura, corrigir pra melhorar. São pequenas atitudes que me fazem cair em ciladas e que precisam ser corrigidas para que eu possa mostrar meus valores, minha mente, minhas emoções, meu bom senso, meu amor próprio. Dia desses eu abri mão da carência e da solidão. Sempre me cerquei de pessoas maravilhosas e estou me declarando mais aberta a experimentar o amor delas, das minhas amigas, das minhas irmãs. E é isso que eu quero pra mim.


Bem... eu gosto de escrever aqui e quase não divulgo meu blog, nem mesmo entre as pessoas do meu convívio. Quem sabe dele são meus contatos no Buzz, e meus amigos. Se uma pessoa vêm aqui, percebe que aqui eu falo do meu umbigo, desabafo, organizo minhas idéias, estabeleço e registro meus pensamentos, abro meu coração. Sei que quem não encontra o que procura aqui nunca mais voltará. Por aqui eu não passo recados, não escrevo em entrelinhas, não faço postagens com destinatário, não escrevo "sermões encomendados". Esta sou eu. Fique mais se quiser.

Tenham um excelente fim de semana. O meu começou ontem num samba de mesa na ARUC com a Flávia e a Alexia. Hoje tem Sexta Black (gosto de música de preto, principalmente com banda), e eu estarei lá com Alexia, Flávia, Pixa, Diana... adoro essas pessoas. Amanhã eu, Dricat, Lai, Clarinha e outras meninas vamos inaugurar a mesa nova da Kissu, num almoço. A noite vou ficar quietinha em casa. Domingo tem roda de samba de novo, despedida de uma nega gigantesca, a Nize, essa menina carioca linda da foto que sempre causa quando está com a gente na roda. Meus pais ficam loucos porque eu não paro em casa no fim de semana. Pra que? Pra ficar me sentindo "forever alone"? Tô fora! Eu quero é me divertir!

Boa sexta pra vocês! :) 9h53

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Confissões de uma dona de casa

Quase sempre eu não tenho o menor saco para aquelas tarefas domésticas que incluem um cabo. Adoro organizar tudo mas ODEIO varrer e passar pano.

Pala

Quando você reaparece
Nem eu entendo
O efeito que você me causa
Dou defeito
A mente da pausa
E não retorna
Se me acendo
Nem eu me entendo.


Ele está em Porto Alegre... do meu lado do oceano!

Acho que a Zélia Duncan já cantou isso que eu acabei de dizer. Olha só:

"Meu coração
Toda vez que te vê
Quer gritar, se arriscar sair cantando
Me delatando pra todo mundo
Pensa que está fora de alcance

E vai me anunciando
Quando leve, você passa
Me entregando assim de graça
Nesse estado inevitável da paixão".


terça-feira, 16 de agosto de 2011

Sonho



Okay... considero a possibilidade de estar ficando louca, paranóica, e ainda considero a possibilidade simples de Deus estar tentando me deixar calma e me dar um pouco de fé. E eu vou ficar com esta última possibilidade porque eu prefiro crer desta forma.

Essa noite eu tive um sonho que está me agoniando até agora: sonhei que tinha um bebê, um menino lindo. Consegui sentir ele nos braços. Tinha a pele morena (daquelas que parecem que vão clarear quando crescer) e um cabelo preto profundo e muito liso... To impressionada com o sonho até agora porque lembro de tudo que eu senti no sonho. Lembro de cada detalhe do quarto enorme que eu e o pai (um cara bem velho no sonho - tipo 60 anos) decoramos pro bebê... A unica parte chata do sonho era o pai. :p O quarto dele era todo branco com detalhes em azul e marrom, discreto, pouco infantil, um quarto tão grande que se eu quisesse podia por ali minha cama, e eu pensava isso no sonho: terminar de decorar, trocar as cortinas e esconder o aparelho de ar condicionado. Eu pensava, no sonho, em transferir para ali meu quarto de casal pois o quarto era muito grande, muito iluminado com imensas janelas de vidro.

Quando eu fico assim, impressionada com alguma coisa, sempre procuro respostas. Você acredita em significado de sonhos? Olha isso:

"Sonhar com bebê significa alegria, futuro tranqüilo. Sonhar que carrega um bebê simboliza sucesso em seus projetos, realizações plenas no plano afetivo. O sonho com bebê também pode significar gravidez na família.
Amamentar um bebê simboliza muito prazer e satisfação em sua vida. Bebê dormindo indica período tranqüilo e de muita sorte. Sonhar com bebê abandonado simboliza que terá uma surpresa agradável. Sonhar com bebê doente simboliza obstáculo em seu caminho que será superado por sua determinação."

Tirei daqui: http://www.livrodosonho.com/significado-dos-sonhos-sonhar-com-bebe-1052.htm

Fiquei pensando nisso um tempão. A Bíblia conta alguns casos em que Deus falou com homens através de sonhos. A Bíblia também diz que a paz de Cristo deve ser o árbitro do nosso coração. Então, sabe o que eu vou fazer? Vou orar pra Deus falar comigo de novo sobre isso.

Sabe o que é mais louco? No sonho eu pensava assim, olhando pro meu filho: está aqui o homem que vai me amar e me proteger na velhice e vai me dar amor incondicional.

Honestamente, eu fiquei tão impressionada com isso! Eu ainda consigo sentir a criança no meu colo, eu lembro de ajeitar ele no meu braço, sinto o peso, o cheirinho e a temperatura dele... coisa incrível!

Tive um pai maravilhoso, perfeito. Tenho critérios de como escolher um bom pai e um bom marido.

Agora é confiar que Deus vai me fazer escapar das armadilhas, dos canalhas que continuamente aparecem na minha vida, e me fazer chegar aonde Ele quer.

Beijos!

Imagem; Burberry no Facebook.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Só sei falar de um assunto

Me divorciei há exatamente um ano atrás e as coisas começaram a ficar claras na minha mente agora.
A Bíblia fala: "De tudo que se deve guardar, guarde o seu coração"... e confesso que essa parte bela e delicada é a coisa que eu mais exponho, invés de guardar. Eu nunca tive muita idéia do que seria guardar meu coração porque meu pai sempre repetia a recomendação de que eu deveria me manter lúcida e equilibrada.
Ele sempre mandava eu guardar a minha mente, e deve ser por isso que eu me considero uma pessoa equilibrada, centrada, racional e objetiva.

Eu tenho mania de estabelecer listas, elas ajudam a minha organização. Então, agora, depois de um ano me divertindo (e sendo divertida), consigo estabelecer de forma organizada o que eu quero neste momento. Eu sei que esse assunto já está ficando chato, mas eu estava meio navegante em relação aos meus objetivos emocionais e afetivos. No entanto, tenho percebido que as coisas vão se tornando claras com o passar do tempo. Entendo que, assim como eu pedi a Deus ha alguns anos atrás, as coisas vão acontecendo: eu tenho aprendido com meus próprios erros. (Nunca peça isso pra Deus. Peça pra aprender pela observação dos erros dos outros, pois é menos dolorido). Quer saber o que eu tenho aprendido? Consigo definir o que eu quero e o que eu não quero em um relacionamento.

Assim como eu tenho metas profissionais, intelectuais e financeiras, eu preciso ter metas que definam o que quero de alguém. E essa definição tem me ajudado bastante nos últimos dias, tem me protegido da exposição, e só por isso eu já fico feliz.

Eu falei de carência no último post, mas eu entendo que eu não preciso ser carente só porque não tenho alguém. Sinto vontades que podem ser preenchidas com outras coisas. Tenho amigos, tenho meu trabalho, tenho coisas para estudar, tenho minhas atividades de lazer (aula de dança, o projeto de pesquisa do samba rock - depois falarei disso -, baladinhas com minhas amigas, meus livros e músicas, enfim...). Não há porque ficar dando atenção a essa carência. Todo mundo quer amar, todo mundo quer namorar.. mas eu não vou morrer ou deixar de ser feliz só porque não tenho isso na hora que quero. Eu não sou mimada e não vou deixar essa carência me conduzir a nenhuma situação que vá me causar mais frustração e solidão.

Sempre fui preconceituosa em relação aos livros de "auto-ajuda", mas de agosto do ano passado até hoje já li dois deles. Posso confessar? Me fizeram muito bem. O último foi um empréstimo da querida Glace, essa menina doce que Deus mandou pra minha vida esse ano e que tem se mostrado mais que um presente do céu na minha vida. O livro me ajudou a ordenar minhas idéias sobre os meus desejos. Valeu demais a leitura!

Enquanto isso, vou me ivertindo bastante: na sexta fiquei em casa conversando sobre o amor com uma florzinha linda de 18 aninhos: minha priminha Débora, que eu vi nascer, que eu dei banho nela quando era bebê. Meu Deus... tão neném e já sofre de amores! Isso só me mostra que mulheres e meninas são todas iguais e desejam as mesmas coisas: amor, carinho e proteção. Já viu o vídeo no youtube da Sofia que quer casar e da Hannah que está apaixonada pelo seu professor e chora porque ela vai se mudar de cidade? É de cortar o coração, e eu me sinto solidária a elas: preciso de um Homem ao meu lado. Isso mesmo: com H maiúsculo! Um homem que seja amigo, amante, protetor e provedor.

No sábado fui à aula de hip hop dance com a Pixa (ai ai que coisa difícil, sem falar que gasta uma caloria louca! Isso não é uma coisa ruim.) e à noite fui com ela numa festa underground que rolou no Conic. Encontrei Thales na festa, meu amigo das antigas da época que eu tocava flauta. Tem gente que você pode ficar anos sem ver que a relação continua igualzinha!

No domingo fui pro samba com as bonitas: Glace, Alexia, Amanda, Dayse, Andrea e Nize... quando essas negas chegam o samba para, as louras afastam, os homens esticam o pescoço e abrem a roda, os músicos se sentem mais motivados e a noite fica feliz! É lindo de se ver!

Quando cheguei do samba dei um basta em uma situação viciada, uma relação afetiva que estava consumindo meu tempo e minhas emoções (e quase me consumiu dinheiro!) que estava me afastando cada vez mais do foco.

Pra quem não sabe o que quer qualquer caminho serve. Este não é o meu caso.

Boa segunda-feira pra vocês!

15 de agosto de 2011 - 13h36


Antes de ir vou contar a cantada que recebi ontem. O cara olhou pra mim e eu tava sorrindo sei lá por que... (talvez seja porque eu sou assim feliz). Aí ele ficou querendo saber: "Oi! Tá rindo do que?" Eu respondi: "Sei lá!". Ele retrucou: "Então no dia do seu aniversário você vem aqui que eu vou te dar um beijo de brinde!" Eu ri! (De novo). 18h03

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Conjecturando no horário de trabalho

Brasília, 09 de agosto de 2011. 13h22

Querido diário,

Faz tempo que eu não uso isso aqui como um diário, né? Eu estou bem. Não posso reclamar. As coisas que me faltam estão na listinha apropriada para tal finalidade e, mais dia menos dia, eu vou alcançá-las. O problema só ganha este nome quando as “coisas que me fazem falta” não dependem só de mim, ou dependem em parte. Por exemplo: minha vontade de constituir nova família. Alguém me falou que isso acontece naturalmente, mas quanto mais eu passo por algumas situações, mais isso de ter alguém, de se relacionar com alguém, parece um jogo. Vence o mais forte, vence o que sabe jogar, vence o manipulador de si próprio e do outro. Estranho, né? Sempre achei que fosse assim: um cara conhece uma garota (ou uma garota conhece um cara), gostam da cara um do outro, gostam do corpo e do sorriso do outro e partem para a próxima etapa que é conhecer o outro “por dentro” (o que o outro pensa sobre si e sobre o mundo, a música que ele(a) ouve, o que ele(a) gosta de fazer no fim de semana, que livros ele(a) lê e assim por diante. Depois de gostar de tudo isso viria a parte crítica de apresentar aos amigos e família, e enfim engatar num relacionamento.

Lindo, né? No mundo adulto não é assim. Pelo menos não tem sido comigo. Sabe o que é mais chato? Acho que o problema sou eu. Eu sei que isso parece papo de livro de auto-ajuda, mas não está acontecendo desta forma natural. E o pior: quanto mais eu penso mais me convenço de que pra essas coisas não existe fórmula e eu fico em uma encruzilhada: não sei se esqueço tudo e simplesmente vivo do jeito que achar mais leve, ou se começo a aplicar as “fórmulas” que a literatura ensina: aja assim, pense assado, fale cozido. Ai, que saco. Entendo perfeitamente que as vezes a gente precisa entender mais ou menos como funciona a cabeça do outro para agir de uma determinada forma que a comunicação seja eficiente, e que as vezes é necessário entrar no jogo... mas tem que ter muita paciência.

Eu estou carente, é verdade. E mulher carente faz bobagem. Mas, como se cura a carência sem que se satisfaça o desejo, o objeto da carência? Eu queria muito começar tudo do zero, mas quantas vezes eu vou precisar recomeçar se nenhuma dessas vezes eu aprender como se faz direito? Onde se aprende esse jogo? Preciso jogar? Não posso simplesmente ser eu mesma? Ser “eu mesma” significa colocar pra fora toda minha burrice no trato com o sexo oposto? Ser “eu mesma” significa uma resistência ao aprendizado sobre como lidar com alguém que se quer, que se deseja?

Eu sei bem o que quero e tenho uma visão nada romântica do processo: eu já fui casada, “queimei” uma chance de ter alguém, ter uma família, construir uma vida e um patrimônio ao lado de alguém. Eu não me arrependo de ter casado, nem de ter me divorciado, mas também não quero continuar tentando, de relacionamento em relacionamento. Quero tentar no dia-a-dia, quero que sempre ao acordar eu me dê e receba a oportunidade de fazer diferente, de melhorar, mas com uma única e suficiente pessoa ao meu lado.

Não penso em um homem “assim” ou “assado”. Penso em um homem que queira as mesmas coisas que eu, que tenha os mesmos objetivos e projetos de vida. Mais importante que ele ser preto, ser branco, ser baixo ou alto, ser gordo ou magro, mais importante que as características externas do cara, a pergunta que eu desejo ter respondida a contento é: onde você quer estar no futuro? Se o meu projeto de vida puder ser alinhado ao projeto do cara, sem correr o risco de alguém se descaracterizar no meio do caminho, este tem grande chance de ser O cara.

E o amor? Amor é uma coisinha para o qual eu tenho um conceito muito peculiar, que só entenderá quem conviver comigo e tiver interesse em conhecer a resposta. Um blog não vai dizer para quem está lendo quem eu sou. Eu acredito que algumas pessoas têm o amor como substrato. Vou parar por aqui com esse lance de determinar o que é o amor pra mim. Ouvi numa música, um dia desses, a cantora perguntar: “E se eu descobrir um dia que esse lance que eu chamo de amor não existe?”. A frase não é exatamente essa, no entanto, a idéia está aí. E se eu estiver imaginando demais, sonhando demais, fantasiando demais? Não quero um príncipe encantado e sim um sapinho que me ame, me respeite e me proteja. Encontrar um sapinho a quem eu possa dar amor, apoio, lealdade e muito prazer já é um presente da vida, e de bom tamanho!

Tchau! :D 13h56

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Tem outro assunto sobre o qual quero falar. Dois assuntos, na verdade.

Sobre o gajo quero dizer que, esta pessoa por quem me apaixonei no ano passado, está chegando no Brasil no próximo domingo e que ele estará no início de setembro na minha cidade. Não estou ansiosa, não estou nervosa, não sei o que sinto por ele (“Socorro, eu não estou sentindo nada! Nem medo, nem calor, nem fogo, nem vontade de chorar, nem de rir!”). Essa declaração soa a mim mesma como bombástica. Acho que é a primeira vez que eu assumo tão descaradamente que não sei o que sinto por ele, nem em relação à chegada dele. Talvez eu não sinta nada mesmo e só use o que eu já senti como bengala pra minha solidão.

Sobre os outros carinhas com os quais me envolvi de um ano atrás até agora, e que não resultaram em nada de concreto, estou desapegando de uma vez por todas. Também não quero conhecer ninguém agora. Não quero nada com homem algum. Até alguns meses atrás eu só queria companhia (e cerejinhas, é claro!), mas eu tenho tantas pessoas queridas ao meu redor que a companhia já não é mais algo que eu espero de um homem. É claro que eu sinto falta (já falei disso no post anterior), principalmente quando olho minhas pias precisando de veda-rosca, minhas facas esperando amolação. Dia desses fiquei um mês tentando abrir um bendito pote de geléia, até que decidi destruir a tampa de inox do pote (e quando consegui abri-lo perdi totalmente o tesão pelo doce) e provar da geléia. Nessas horas um homem faz falta.

Parece contraditório dizer que não quero ninguém agora? Lembre-se: a qualquer momento posso me mudar de cidade (ok, só eu e Deus ainda acreditamos nisso!) e aí sim eu vou querer conhecer O cara! Enquanto isso Deus vai agindo, eu vou trabalhando e me divertindo do jeito que posso.

Até mais!
14h26

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Tag: Música

É... eu tenho esta tag e vou começar a postar aqui vídeos das coisas que eu ouço. Sim, eu já faço isso. O lance é que agora quero fazer bem mais. Assim, só o vídeo, sem a pretensão ou obrigação de dizer ou não alguma coisa. Só pra deixar guardado aqui as coisas que eu quero escutar de novo e que não vou lembrar se não guardar aqui.

Chega desse blá, liga o som e aperta o play. :p



Achei o vídeo aqui neste blog lindo de uma empresa de reforma e venda de móveis antigos (em Sampa): http://estudiogloria.com.br/blog/

Tchau

Alguém?

Essa eu li hoje no facebook, vindo do mural da amiga Nana, e me identifiquei:
"Vou dormir. Alguém aí tem um sonho pra me emprestar?"

E eu adiciono: Alguém aí tem uma saudade pra eu sentir?

Socorro, eu não estou sentindo nada.

sábado, 6 de agosto de 2011

Fruta Gogoia

Eu sou uma fruta gogoia
Eu sou uma moça
Eu sou calunga de louça
Eu sou uma jóia
Eu sou a chuva que molha
Que refresca bem
Eu sou o balanço do trem
Carreira de Tróia
Eu sou a tirana bóia
Eu sou o mar
Samba que eu ensaiar
Mestre não olha


De repente eu não me sinto um fruto de vez... me sinto amadurecendo como há tempos não me sentia.

"Fruto de vez querendo ser desejado, colhido, guardado em estufa quente, úmida, secreta, para ser saboreado... amadurecer ao sol é bom mas a natureza já não é a mesma depois da presença de serpentes e maçãs".

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Doidice

É natural
Um vendaval que passa aqui
Mais doidice ali
Ou uma seca que arrasou
Pior é não te ver agora
Aflora vícios
Claras manhãs
Ou tanto mais
que eu possa ter
Nada quer dizer
Se o teu beijo não é meu
Cio chegando
Calor explodindo
Temores rondando o ar
E eu pensando em ti
Me apaixonei?
Talvez, pode ser
Enlouqueci?
Não sei, nunca vi
Preciso sair
Depois que eu descobri
que há você
Nunca mais existi...


segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Demandas

Preciso de um check up.
Preciso de um carro novo.
Namorado cairia bem,
mas companhia real já seria lindo.
Preciso comer mais verduras.
Praticar um esporte ao ar livre e em grupo é minha próxima meta.
Preciso sarar desta gripe.
Preciso ser substituída no trampo.
Preciso substituir o trampo.
Preciso trabalhar muito,
ganhar mais dinheiro seria perfeito.
Preciso falar inglês fluente.
Preciso dormir o dia e a noite toda.
Preciso entender de artes plásticas.
Preciso falar meio quilo de bobagens.
Preciso comprar e ler mais livros.
Preciso ver mais tv.
Preciso de tanta coisa
mas trocaria tudo por você aqui
e agora.
Você chegará em breve e verá que eu sou pouco pra você.
Preciso te esquecer.

21h16, 01 de agosto de 2011.

já sei do que preciso. Agora vamos fazer acontecer porque ficar de churumelas é um saco!

Aplicada a conhecer e entender de Cinema

Então... há algum tempo eu ando incomodada com o meu pouco conhecimento sobre cinema aliada a uma péssima memória dos filmes que assisto. Co...