domingo, 10 de julho de 2011

Seja marginal, seja off line.

Dia lindo em Brasília e eu só vi porque acordei cedo na casa da minha querida amiga Queline, após ter dormido lá em razão do casamento do Rafa e da Vi, que fui com os amigos Laiane e Luciano. Quisera eu mudar de hábitos e acordar cedo e sem ressaca aos sábados, domingos e feriados para presenciar este céu azul perfeito que se apresenta sempre na época da estiagem aqui em Brasília. Uma coisa de cada vez. De todas as coisas que quero abandonar, foi no meio da minha última bebedeira que eu dei início: cheguei em casa muito bêbada e desativei minha conta no facebook. Quem sabe agora funcione. Preciso abandonar alguns hábitos horrorosos e, se eu quero mudar de vida a hora é agora: enquanto espero ir embora de Brasília preciso largar aqui os hábitos que aqui adquiri e ir mais "limpa" para uma nova vida que eu não faço a mínima idéia de quando começa:
  1. Eliminar a preguiça de acordar cedo no sábado e domingo. Se eu puder acordar entre 8h e 9h da manhã nestes dias está mais do que bom. Melhor do que acordar em torno do meio dia como sempre acontece. Queria fazer, no fim de semana, coisas que pessoas normais fazem: cuidar da ordem da casa, ler o jornal, assistir esportes pela tv, ir ao supermercado, cozinhar ouvindo música, etc, etc, etc... Penso que se eu conseguir levantar, me vestir e fazer café da manhã, o resto é consequência;
  2. Ser mais "desconectada" e fazer mais coisas do mundo real. Preciso ocupar minhas mãos e minha mente com as coisas do mundo prático que as vezes acabam ficando em segundo plano na minha vida. Passo muito tempo "on line" (talvez com medo de me sentir sozinha) e isso acaba me expondo demais. Aí você pergunta: "Mas o blog não seria também um veículo de mega-exposição da pessoa?". Seria. Se fosse frequentado. Eu tenho mais ou menos 80 visitas diárias no meu blog, mas todo mundo vê coisas muito específicas (basta ver ao lado os posts com mais números de visitas). Ninguém lê esses textos longos em que eu me abro. Pouca gente conhecida vem aqui, ninguém comenta, e assim eu me sinto feliz com o blog: posso desabafar, ninguém me conhece, as pessoas não voltam, e eu sigo adiante. Eu me expunha demais no Facebook, e sempre que chegava bêbada era lá que eu ia desabafar a acidez das minhas críticas, frustrações e solidão. Eu não quero mais isso. Além do mais, lá eu estava atenta à exposição das pessoas, e algumas coisas me feriam. Não dava! Sabe aquele lance de você gostar de um carinha X e ele não ligar nem um pouco pra você? O carinha X em questão está num novo (ou nuns novos, não sei) relacionamento, e eu não quero acompanhar essa coisa toda no meu mural. Eu poderia excluir tudo isso que me incomoda, mas juntei a fome com a vontade de comer, e se o ditado diz "os incomodados que se retirem", a carapuça serviu em mim e eu me mandei. Prefiro vir aqui e escrever um texto onde, quem ler, vai entender muito mais sobre mim do que seria possível em um número reduzido de caracteres. Enfim: programei Skype e MSN para não mais se conectarem quando ligo o computador, excluí a conta do Facebook, o twitter eu quase não uso. Vou me concentrar no e-mail, no blog e no Google Reader. E já ocupa demais meu tempo. Quer saber mais? Estou num momento mais propício para ficar sozinha, quietinha na minha casa, do que para sair pra expor a figura, e isso inclui o mundo virtual. Quero sossego. Quero ficar só.
  3. Parar de beber. Meu Deus, me ajuda! A melhor coisa de quem não bebe é justamente a indisposição de fazer isso. Quando eu não bebia (até pouquíssimo tempo atrás) eu detestava gosto de álcool na boca. Chegou a fase que eu bebia pra não ficar diferente dos outros (isso já adulta e morando fora de casa, não estou falando de nenhum adolescente em busca de aceitação!), hoje eu sinto vontade de beber. Acho isso uma merda. Não quero mais beber. Não sou do tipo que toma todas, vomita, tropeça, causa acidentes, arranja confusão, nada disso. Mas meu latente espírito crítico fica rigoroso demais pra umas coisas e deveras "molenga" para outras. Falo bobagem, crio coragem pra deixar a "verdade" sair, machuco com palavras, pago micos com a linguagem, inclusive a linguagem corporal. Creio que nunca fiz meus amigos passarem vexame, mas não quero correr o risco.
Honestamente, agora quero tratar de operacionalizar a saída destes elementos ruins da minha rotina. Creio que serei uma pessoa melhor e mais satisfeita comigo mesma se conseguir realizar estes três projetos.

Apesar de chegar a estas conclusões não estou arrependida de nada. Penso que a gente toma decisões na vida em razão dos recursos que a gente tem disponíveis no momento, recursos financeiros, emocionais, espirituais, intelectuais. Não tenho lugar para culpa. Sei quando fiz bobagem. Pode demorar um pouco mas sempre chego junto do problema e tento reparar da maneira que for possível. Desta forma não resta lugar para a culpa. Eu não preciso carregar isso. Estou me sentindo bem, saudável e em harmonia comigo. Me sinto bem assim. Acordei cedo num domingo lindo e já vi a cor do céu e o brilho do sol. Vou fazer minha listinha de tarefas para hoje e vou cuidar da vida. 

E o som que tá tomando conta da minha radiola nesse domingão é a batida de "Sincerely, Jane", na voz da Janelle Monáe, que eu acabei de conhecer por indicação do Kamau, no Twitter. Se você quiser escutar um som leve e envolvente, tipo som de acordar num domingo se sentindo uma nega linda (como eu estou me sentindo hoje), vale a pena escutar toda a seleção do youtube. É só clicar neste link, plugar o pc no aparelho de som, e deixar rolar. Ou então assista o vídeo abaixo.

Bom domingo pra vocês!

2 comentários:

Raqueline Lemes disse...

Justiça seja feita: eu leio o seu blog sempre! Todos os posts. Só não comento, porque acho melhor pessoalmente!:D

Elizabeth Maia disse...

É verdade! hahahah Sua linda!

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