segunda-feira, 9 de maio de 2011

Bons e maus momentos para um final feliz

A vida não é como no cinema, mas as vezes tem cenas muito parecidas, não é mesmo? Final feliz é comigo mesmo, mas não sem alguma emoção nos "quarenta e cinco do segundo tempo".  Tenho presenciado e aproveitado o que eu imaginei como o "renascimento" das boas festas blacks em Brasília. Penso que a população que frequenta ainda não entende muito bem o que acontece com a discotecagem ou em alguns momentos dos shows das bandas, mas também sei que o papel do músico e do DJ é ser formador de opinião, educador musical, e não apenas entreter a moçada. Ele deve sair do lugar comum onde a grande maioria das bandas de Brasília (do segmento que eu frequento) ainda estão, e nisto existe um hiato entre a discotecagem feita em Brasília e as bandinhas "mais -do-mesmo" daqui. Pouco a pouco as pessoas vão começar a se identificar com alguns sons que, pelo menos por enquanto, só eu, a Pixa, e mais alguns "gatos pingados" da balada re-conhecem.

No sábado fui a uma destas festas. A pista estava vazia até a hora que o dj começou a tocar um som nacional muito do bom, das antigas, quando eu e a minha parceirona Pixa fomos pro meio do salão sacolejar e aí chegaram mais uns meninos (que já vi la no Arena) e dançaram perto da gente, daquele jeito desengonçado e divertido de quem não tá nem ligando pra quem dança com técnica, e tá mais afim de se divertir. Foi arte!

O som da noite tava na mão do DJ A, DJ Chico Aquino, Percussão da Balacobeat e Ellen Oléria... e teve canja do simpático Gabriel Moura.

Outra galera que tá começando a comparecer demais nas festas é a galera que dança street, que dança o hip hop como a gente vê nos filmes. Eu devo confessar que a noite é deles. Eles são a grande estrela da festa fora do palco. É lindo de se ver. Quanto mais eu vejo eles dançarem, mais eu mergulho no universo do rap (muito timidamente, é verdade!), mais eu me sinto instigada a dançar, mais eu quero entrar e expandir meu universo de expressão corporal. Sinto isso quando estou no Caribeño e tenho vontade de aprender "Salsa y Merengue". Sinto vontade de dançar hip hop quando vejo essa galera no Arena (mas no fundo acredito que eles nasceram sabendo, pois me parece impossível que algum dia eu aprenda a dançar com aquela desenvoltura)... e nem preciso dizer que morro de saudade/vontade de ver e me unir à galera rodopiando nos bailes de sambarock de Sampa... meodeooos que saudade! Dançar é uma das mil coisas da minha lista de desejos para uma vida nova que vai começar daqui há alguns dias, em Sampa. Dançar está na mesma lista que:
  • voltar a estudar inglês; 
  • dar continuidade à minha pós-graduação; 
  • fazer um esporte que eu realmente goste (estou de olho no night bike paulistano, numa bike de verdade e no Ibirapuera!); 
  • namorar (daqueles namorinhos de verdade).
Falando em rap nacional, universo que está me encantando, esta música tem tudo a ver com o que eu estou dizendo. Foi a trilha sonora da minha deliciosa tarde de sábado passado, assunto tão gostoso que merece outro post.



Estaria me despedindo de Brasília, vendo a cidade, as festas, as pessoas, tudo com olhos mais generosos? Talvez não. Mas eu estou me despedindo porque percebo que estou vivendo meus últimos dias aqui. E se antes quem me machucava ganhava meu perdão após um curto tempo, agora eu consigo relevar em tempo menor, porque não quero sair daqui com meu coração pesado, e rancor no coração promove rugas na cara. Ninguém merece.

Tenho me descoberto ciumenta, mas só sinto ciúme do que não é meu. Curioso, né? Dia desses li que a gente não pode sentir ciúme do que não é nosso. E ninguém é nosso. Logo, ciúme é um sentimento que deve ser expulso da minha vida. Mas sinto um pouco de ciúme de alguns caras que se aproximaram de mim. Eu me deixo levar por esse jogo doente da carência e ao mesmo tempo que uso, me sinto usada. Me sinto consentindo participar dessa coisa doentia de buscar no outro alguém que caiba no seu sonho. Bobagem. Melhor coisa é confiar a Deus a nossa carência e esperar que ele coloque na vida da gente alguém que seja um tempero a mais nessa vida que é tão linda e tão plena. Acho que sinceridade, honestidade e franqueza são qualidades que eu valorizo muito nas pessoas e não quero ser apanhada de surpresa pelo ciúme.

Vou dormir. Boa semana pra você!

Um comentário:

Regiane disse...

Oie Elizabeth
Obrigada pela visita e o elogio!

Que postagem inspiradora...Somos movidas à encarar os mais diversos desafios, não é mesmo?

Uma linda quinta-feira pra você.
Beijos
Regiane

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