Oie!

Tudo certin, meu povo?

Eu ando impaciente pelos mesmos motivos que todo mundo já sabe... tenho a sensação que minha vida não anda. E se não anda a culpa também é minha. Hoje eu estava pensando sobre isso. Dois anos se passaram após o fim da minha graduação e parece que eu ainda estou no mesmo lugar:

  1. Não engravidei;
  2. Não construí nenhum patrimônio pra chamar de meu: casa, carro, uma jóia, uma obra de arte, coisa nenhuma!
  3. Não tenho um emprego de gente adulta;
  4. Não passei em um concurso de gente adulta, e os concursos de adolescentes que eu passei ainda não me convocaram pro trabalho. Tah bem, devo confessar que não estudei decentemente pra nenhum concurso, nem os de gente grande nem os de gente pequena...
  5. Não mudei de cidade (oh! que agonia!);
  6. Me separei do marido e ainda não divorciei (e eu considero isso como um retrocesso, sim!);
  7. Não tenho alguém de qualidade pra chamar de meu (nem sem qualidade, aliás);
  8. Não fiz ainda nenhuma viagem relevante, aliás, ainda não tive férias na vida;
  9. Comecei e não conclui a pós-graduação (porque eu estava fazendo pós, me separando, emagrecendo de tanto sofrer, tudo-junto-ao-mesmo-tempo-agora);
  10. Não escrevi muito menos publiquei nada científico para colaborar com minha profissão...
Chega, né? Falta de vergonha na cara tem limites.

Parece que minha vida continua num stand-by sem fim. Parece que eu estou esperando minha vida começar em algum lugar longe daqui. A sensação é que eu estou na barriga da mamãe esperando pra sair, pra nascer! Já pensei em fazer natação, teatro, fotografia, cursinho de português, dança de salão, continuar na academia... mas quando eu penso em me matricular para apenas um mês (porque eu sempre tenho a esperança de que no mês que vem eu não estarei mais aqui), conhecer gente, gostar do que estou fazendo, e todas as coisas envolvidas no processo de começar algo novo nesta cidade, me dá um desânimo tããããão grande! Nem à igreja eu quero ir por este motivo. (Tah bem, não vou entrar nesse assunto da igreja).

Falando de coisa boa: sexta-feira passada eu reencontrei o Fabinho, primo querido que eu não via desde 2006. Pessoas agradáveis só mudam para a melhor com o tempo, né? Papo super bom! Fui com ele e a Pixa para a festinha Mundo Racional. No sábado e domingo só dormi.

Hoje vi uma entrevista que me chamou a atenção em alguns aspectos da fala do entrevistado, que vou descrever após o vídeo. Saca só:






  • Se você não pode ser feliz sozinho você não pode depender de alguém pra te trazer felicidade;
  • Se você espera uma relação de felicidade, de dança, de riso, de alegria, você temq ue entrar na relação carregando isso com você. Quando se entra inteiro numa relação você já entra com o teu riso, com a tua dança e com a tua felicidade. Você aprende com o outro e ensina a ele, e se você não combinar e não se harmonizar com o outro, caia fora porque não vale a pena;
  • Você não pode deixar de viver a vida que leva, ou de ser quem é e abandonar o que gosta por alguém porque assim você deixa de ser quem é... porque o que você precisa é de pessoas que te acrescentem;
  • O único, primeiro e maior amor da vida da gente é o amor próprio (achei incrível esta frase!);
  • Nessa era superficial a mulher chega primeiro no pênis pra depois chegar no homem, e o homem chega primeiro na vagina para depois chegar na mulher. Inverteu-se um processo e não existe mais o processo de conhecer a pessoa, o humano, o que é fundamental;
  • Todos estão preocupados em dizer o que é ser homo, o que é ser hetero, e ninguém preocupado em saber o que é ser humano;
  • Eu era ciumento até aprender que a gente não perde o que a gente não tem.
Pensei muito nesses itens que destaquei. Cheguei na entrevista através do site do Casal Sem Vergonha.

Beijos!

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