sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Falando francamente...

Brasília, 03 de fevereiro de 2011.

Ainda estou na energia de 2010 e até mesmo quando vou escrever o ano em que estamos eu me confundo e ainda coloco 2010. Eu devia mesmo ter ido ao culto de Ano Novo. Acho que lá eu iria receber unção para um ano diferente. Meu Deus, me ajude a abandonar as coisas antigas de 2010, a minha má sorte nos negócios, a minha confusão emocional, o meu corpo carente, o meu coração dolorido, a minha alma sedenta, a minha cabeça vazia de planos e estratégias, a minha vida com preguiça de continuar nessa luta que nunca tem fim, e cujo alívio demora tanto pra chegar. Me ajude, Deus! Meus amigos têm me ajudado tanto, meu ex-marido tem sido um amor. Mas eu preciso mudar, e me mudar. Estou naquele momento em que nada dá certo e preciso que isso acabe logo! Nesta semana eu senti ventos de alguma mudança: eu finalmente pude vir para o novo apartamento, e recebi uma nova proposta de trabalho. Mas hoje saquei que o novo trabalho é um pepino sem precedentes. Juro que estou com muito medo.

Acabei de chegar de Sampa, de mais um fim de semana bem legal. Eu gostei, mas essas idas e vindas de lá já estão perdendo o sabor justamente porque eu quero tanto morar lá que não faz mais sentido ir lá pra viver isso assim, em doses homeopáticas. Eu preciso focar em algo, mas estou me sentindo como um cego no meio de um tiroteio em minhas relações sentimentais e em minhas aspirações profissionais. Até sei o que quero, mas a cada dia que passo me sinto mais covarde, mais cansada, com mais medo. Quero colo. Quero me mudar de cidade, quero trabalhar com algo que me faça ter tesão em levantar da cama, quero um amor. Por onde eu começo a procurar?

Ontem fiquei sabendo que meu pai mandou uma carta para o meu antigo endereço. Estou tão sensível que tenho até medo de ler. Uma coisa eu tenho certeza: ele sugere que eu volte para casa. Honestamente: eu queria muito estar perto da minha família, mas o que eu mais quero mesmo é formar uma família minha de verdade. Voltar para Manaus? Não gostaria de morar lá de novo, nem tenho mercado de trabalho lá. Mas eu estaria perto da minha família. Estou com medo de ler a carta do meu pai e ceder ao convite de estar perto dos meus queridos e depois me sentir uma derrotada por não estar na cidade que eu gostaria, longe do amorzinho que ocupa meus pensamentos, trabalhando com algo que não faz brilhar meus olhos, e ainda passando aquele calor insuportável. Mas uma coisa é fato: eu me sinto muito só. E não entendo o motivo. Ontem eu estava sentada em um bar com minhas amigas Pixaim, Ana Cristina e mais quatro rapazes gays hilariantes. Adorei o papo com eles, mas fiquei triste quando um deles (o mais gato, e mais alto!) perguntou: “você é tão bonita... por que você está sozinha?”. Eu entendo que sou bem mais do que bonita. Sou honesta, trabalhadora, limpinha e cheirosa, inteligente, bem humorada, não sou ciumenta, carinhosa... Como cantou Maysa: “Meu mundo caiu”. Fiquei pensando naquilo e não achei a resposta. Alguém pode me dizer? Alguém pode me dar as respostas que eu procuro?

21h.



PS: Falando de Sampa, foi bacana demais! No sábado fui ao Diquinta, rodopiar ao som dos Opalas, dancei com meus amigos Rodney, Jadiel e outros mais. Foi bem bacana. No domingo fiz a prova do concurso que fui fazer (e não fui bem, acertei pouco mais do que a metade da prova), depois fomos tomar uma com o Jadiel, o Márcio (um rapper com uma história de vida incrível, alguém que merece ser muito feliz!) e o Carioca (figura engraçadíssima!).

Beijos!

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