domingo, 27 de fevereiro de 2011

Preguiça

Algumas pessoas estão começando a se preocupar comigo, mas eu quero dizer que eu estou bem. É verdade. Eu sinto uma preguiça de tudo e de todos. Sinto também uma solidão sem precedentes, mas isso é natural para quem mora sozinha. Quando eu estava casada eu não me sentia assim, mas também não quero colocar a culpa no fim do meu casamento porque acho ridículo culpar os outros por um problema meu.

Na segunda-feira passada eu fiquei sabendo que fiquei dentro das vagas do ultimo concurso que fui fazer em Sampa, em janeiro. Na hora fiquei muito feliz. Mas agora estou morrendo de medo e devo confessar que estou vacilando quando pergunto a mim mesma se vou ou não morar lá. O que pesa na minha decisão: tenho medo de deixar aqui meus amigos, esses que me fazem companhia, esses que me ligam pra me chamar pra almoçar, esses que me salvam de mim mesma frequentemente, mesmo sendo eu atualmente uma péssima companhia até para mim mesma. Já não moro perto da minha família... ficar sem meus amigos pode ser suicídio. Tenho medo de continuar sozinha, tenho medo de beber sozinha, tenho medo de não conseguir lutar pelas coisas que amo, tenho medo de estar carente e de adoecer quem estiver comigo, tenho medo de ser pesada, quando tudo o que eu quero é ser leve. 

Tenho enfiado a cara no computador, tenho dormido demais, comido de menos (o que no fundo é uma coisa boa, e eu to tomando suplemento vitamínico, não vou morrer por aí, ok?). Queria ter ânimo para estudar, mas só consigo estudar para o meu trabalho. Muita gente me sugere que eu estude para concursos (pra ficar em Brasília), mas eu tenho profunda preguiça de estudar pra concurso, principalmente para ficar em Brasília. Aí a preguiça assume a categoria tera-blaster-interplanetária!

Deu preguiça deste post também. Vou ali fazer almoço. Bjos e bom domingo!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Tomando decisões baseada em critérios

Uma menina mais nova do que eu me ensinou isso, na primeira vez que a gente se viu. Ela é psicóloga e se eu tivesse ido lá pra ouvir só isso, já teria valido a pena. O que ela disse foi mais ou menos isso: que a gente tem que tomar decisões baseados em critérios de escolha. Quando eu fui escolher a graduação eu escolhi assim, eu queria um curso noturno, com mercado de trabalho em expansão, que me proporcionasse muitas oportunidades de trabalho, que não fosse saturado, e que fosse na UNB. Arquivologia veio bem a calhar, e foi uma das decisões mais acertadas que eu já tomei.

Meus critérios atuais são: quero fazer algo que me projete profissionalmente e que me ajude a sair de Brasília. Preciso de foco. Quero que meu foco seja minha mente (quero ler muito e sentir prazer nisto), meu corpo (quero continuar emagrecendo, quero praticar um esporte e continuar cuidando da minha saúde) e meu trabalho. A parte do trabalho implica em:

  • trabalhar com afinco no que estou me dedicando agora pois entendo onde este trabalho pode me levar, estou fazendo uma coisa que pode se tornar MUITO grande por causa da ampliação do meu campo de trabalho e da minha projeção profissional. Vou ter que ralar MUITO pra isso e é minha prioridade acima de todas as outras;
  • Continuar estudando para sair daqui de Brasília (porque para sair eu preciso de um trabalho que me remunere bem, e que me dê segurança e estabilidade);


Sempre me preocupo com as coisas do coração, e sinto muita falta disso, apesar de ser relativamente recente a minha separação. Maaas... vou fazer o que é certo: deixar o coração nas mãos de Deus e deixar que ele tome conta disso.

Estabelecidas as minhas prioridades, não quero que isso se torne "promessa de reveillon".

Esta semana vai ser ótima: dinheirinho bom chegando pra eu me organizar e na quinta vou receber uma visita deliciosa. Curte aí a primeira música da minha playlist que é bem nessa energia que eu tô! Desejo que a semana de vocês também seja muito boa! Um beijo!

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Será que respondi?

Dia desses eu estava aqui deitadinha, pensando cá com meus botões, e como num estalo, me veio uma idéia na cabeça: acho que descobri a resposta para as perguntas finais deste post. Meu público alvo é complicado demais, minha gente!

Hoje eu sou uma mulher de 29 anos, recém separada, que continua com o sonho de rainha de amar um macho alfa que construa comigo família unida, casa espaçosa, filhos educados, almoços de domingo, férias na praia e chuveiro no quintal. Essa sou eu.

No entanto, passei os últimos dez dias trabalhando loucamente, dormindo somente das 2h da madruga até 7h30 da manhã e acordando feliz pra ir trabalhar. Sabe o que é isso? Uma fuga. Um afastamento daquilo que me causa solidão: eu não tive sucesso na primeira vez, e cá estou eu, num apartamento minúsculo (mas que já tem muito mais a minha cara do que o anterior), com o coração ainda em frangalhos desde que caiu da mudança, porém esperançoso sempre (porque dos meus sonhos eu não desistirei nunca), trabalhando feito doida, e tentando não pensar nas coisas que me faltam porque Deus é muito bom e me dá muito mais do que eu preciso pra viver e pra ser feliz.

Mas eu entrei aqui para escrever aquilo que talvez seja a resposta para a pergunta que me fiz um dia desses: se sou assim gostosa, bonita, inteligente, trabalhadora, honesta, cheirosa, inteligente, divertida e etc etc etc (não me canso de achar todas essas coisas que fazem de mim uma mulher imperdível, porém solteira!), porque é que estou sozinha? Simples: meu público alvo é muito complicado. Explico: os únicos caras da face da Terra que me atraem são os mais velhos. Esclareço que chamo de mais velhos homens entre 40 a 50 anos. Esses caras encontram-se em três situações: ou são casados, ou são separados e não querem mais nem ouvir falar em casamento (nos dois casos anteriores eles são cheios de filhos e não querem continuar povoando a Terra), ou são solteirões (e se são solteirões eu é que não vou querer descobrir o problema deles!).

O que eu vou fazer diante de tal conclusão? Mudar de "público alvo"? Sei não... Provavelmente não. Diz aí!

Enquanto isso, estou me preparando para meu primeiro carnaval de verdade. Vou me esbaldar nos blocos de rua do Rio de Janeiro. Estou aqui tomando coragem para fechar a boca e morrer de fome até lá, tudo isso pra ver se diminui um tantinho essa minha pancinha indiscreta. Ainda bem que comprei biquinis novos um dia desses.

Bora pra lá? Beijos!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

momento rápido de desabafo

Quiseram me passar para trás num trabalho, quiseram "enrolar" pra não terminar o trabalho para que eu pagasse mais diárias. A "jogada" foi sugerida por um picareta e prontamente aceita pelas "evangélicas" que trabalham para mim. Eu fui criada na igreja e hoje não sou mais assídua porque eu tenho verdadeiro medo, nojo, pavor e pânico de gente que se vende por nada. Não tenho paciência para gente que prega uma coisa e vive outra, odeio hipocrisia, odeio esse prazer que certas pessoas têm em "passar a perna" nos outros. Ontem mesmo vi outra crente julgando as irmazinhas que vão para a igreja e depois colocam fotos mais "ousadas" na internet. Mermão... na minha mente isso é tão claro: carência, falta de amor, vontade de chamar a atenção com algum atributo, vontade de fezer sexo (desejo natural do ser humano). É isso. Mas as pesssoas preferem atirar pedras no lugar que deveria entrar o amor, a compreensão, a solidariedade, a orientação amorosa...

Tenho lido muito a Bíblia em casa e creio de coração que ela é a Palavra de Deus. Tenho tentado caminhar devagarinho para entender qual é a vontade de Deus e até onde ela interfere e de que forma faz isso na minha vida. Deus tem falado muito comigo, por causa da misericórdia Dele, e tem me falado que o essencial, o que Jesus pregou e viveu foi isso aqui ó:

  1. Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis.(João 13:34);
  2. Porque toda a lei se cumpre numa só palavra, nesta: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo (Gálatas 5:14);
  3. A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei (Romanos 13:8).
Aí está meu desabafo. Vamos viver o amor. Vamos cada um cuidar da sua própria vida. Vamos viver bem uns com os outros e ganhar dinheiro com trabalho honesto. Para mim, quem rouba o troco dado a mais em um negócio não pode reclamar de político corrupto.

#prontofalei!

Sem posts

Estou sem tempo para escrever meus posts no blog, tenho trabalhado demais, e isso tem me feito tão bem! Mas estou sempre lá no Facebook com minhas bobagens homeopáticas: http://www.facebook.com/elizabeth.maia

Cai pra lá!

Beijos!

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Falando francamente...

Brasília, 03 de fevereiro de 2011.

Ainda estou na energia de 2010 e até mesmo quando vou escrever o ano em que estamos eu me confundo e ainda coloco 2010. Eu devia mesmo ter ido ao culto de Ano Novo. Acho que lá eu iria receber unção para um ano diferente. Meu Deus, me ajude a abandonar as coisas antigas de 2010, a minha má sorte nos negócios, a minha confusão emocional, o meu corpo carente, o meu coração dolorido, a minha alma sedenta, a minha cabeça vazia de planos e estratégias, a minha vida com preguiça de continuar nessa luta que nunca tem fim, e cujo alívio demora tanto pra chegar. Me ajude, Deus! Meus amigos têm me ajudado tanto, meu ex-marido tem sido um amor. Mas eu preciso mudar, e me mudar. Estou naquele momento em que nada dá certo e preciso que isso acabe logo! Nesta semana eu senti ventos de alguma mudança: eu finalmente pude vir para o novo apartamento, e recebi uma nova proposta de trabalho. Mas hoje saquei que o novo trabalho é um pepino sem precedentes. Juro que estou com muito medo.

Acabei de chegar de Sampa, de mais um fim de semana bem legal. Eu gostei, mas essas idas e vindas de lá já estão perdendo o sabor justamente porque eu quero tanto morar lá que não faz mais sentido ir lá pra viver isso assim, em doses homeopáticas. Eu preciso focar em algo, mas estou me sentindo como um cego no meio de um tiroteio em minhas relações sentimentais e em minhas aspirações profissionais. Até sei o que quero, mas a cada dia que passo me sinto mais covarde, mais cansada, com mais medo. Quero colo. Quero me mudar de cidade, quero trabalhar com algo que me faça ter tesão em levantar da cama, quero um amor. Por onde eu começo a procurar?

Ontem fiquei sabendo que meu pai mandou uma carta para o meu antigo endereço. Estou tão sensível que tenho até medo de ler. Uma coisa eu tenho certeza: ele sugere que eu volte para casa. Honestamente: eu queria muito estar perto da minha família, mas o que eu mais quero mesmo é formar uma família minha de verdade. Voltar para Manaus? Não gostaria de morar lá de novo, nem tenho mercado de trabalho lá. Mas eu estaria perto da minha família. Estou com medo de ler a carta do meu pai e ceder ao convite de estar perto dos meus queridos e depois me sentir uma derrotada por não estar na cidade que eu gostaria, longe do amorzinho que ocupa meus pensamentos, trabalhando com algo que não faz brilhar meus olhos, e ainda passando aquele calor insuportável. Mas uma coisa é fato: eu me sinto muito só. E não entendo o motivo. Ontem eu estava sentada em um bar com minhas amigas Pixaim, Ana Cristina e mais quatro rapazes gays hilariantes. Adorei o papo com eles, mas fiquei triste quando um deles (o mais gato, e mais alto!) perguntou: “você é tão bonita... por que você está sozinha?”. Eu entendo que sou bem mais do que bonita. Sou honesta, trabalhadora, limpinha e cheirosa, inteligente, bem humorada, não sou ciumenta, carinhosa... Como cantou Maysa: “Meu mundo caiu”. Fiquei pensando naquilo e não achei a resposta. Alguém pode me dizer? Alguém pode me dar as respostas que eu procuro?

21h.



PS: Falando de Sampa, foi bacana demais! No sábado fui ao Diquinta, rodopiar ao som dos Opalas, dancei com meus amigos Rodney, Jadiel e outros mais. Foi bem bacana. No domingo fiz a prova do concurso que fui fazer (e não fui bem, acertei pouco mais do que a metade da prova), depois fomos tomar uma com o Jadiel, o Márcio (um rapper com uma história de vida incrível, alguém que merece ser muito feliz!) e o Carioca (figura engraçadíssima!).

Beijos!

As multidões

Nem todos podem tomar um banho na multidão: ter o prazer da turba é uma arte. Só assim se pode oferecer, à custa do gênero humano, um b...