quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Você tem sede de que?

Este ano mal começou e os desafios já apertam minhas entranhas. Hoje de manhã eu recebi uma notícia muito ruim que exige que eu me tome novo posicionamento drástico e urgente em relação à minha vida profissional. Às vezes essas coisas de trabalho e grana me impressionam tanto que eu chego a pensar em interromper meus projetos pessoais em detrimento de trabalho. E isso é um saco. Aqui em Brasília é cheio de gente que abdicou da vida pessoal por causa do sucesso profissional e financeiro, e casou velha, e teve filho em idade avançada, ou não casou nem teve filho, e hoje tem muita grana, mas não tem a companhia do amor.
Eu nunca quis isso, mas to vendo que a gente não deve julgar ninguém. Sempre chego a essa mesma conclusão toda vez que passo por um problema relativamente sério. Vem a vida e desorganiza aquele lindo e “eficiente” planejamento que a gente fez no final do ano passado. Eu sempre estive bem no meio deste embate entre sonho/realidade, desejo/necessidade, fazer o que gosto e quero/fazer o que é necessário. Não é de batalhas como esta que nasce a amargura e a frustração? Essas duas palavras não combinam comigo... nunca combinaram! Eu sou e quero continuar sendo uma pessoa leve. Mas não consigo. Será que é culpa da minha educação? Será que eu sou machista demais para este mundo real de 2011?

Fico pensando nas possibilidades que eu tenho e NENHUMA me permite ser eu mesma. E o que mais me causa angústia na vida é a falta de opção. Deve ser por isso que eu estou tão cansada desta cidade.
Vou parar por aqui. Eu não queria escrever coisas desagradáveis neste blog. Mas não tem jeito. Se eu não falar vou explodir.

13h18.

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