quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Sem internet em casa :(

Brasília, 09 de janeiro de 2011

Que bem me faz estar há uma semana sem internet em casa. Venho aqui, abro o Word, escrevo meus textos que futuramente publicarei no meu blog só por esta insaciável necessidade de registro, de memória que tenho sempre, finalizo o texto, escuto música enquanto faço alguma qualquer outra coisa (tipo organizar o quarto ou lavar a louça), depois desligo tudo, abro um livro, e começo a raciocinar com clareza, com linearidade, com equilíbrio que era sempre interrompido pela atualização de status de alguém, ou por qualquer pessoa me chamando ou no skype, MSN, gtalk ou facebook, ferramentas que eu sempre deixo abertas, e que sempre me propiciam um papo. Adoro bater papo, e como invariavelmente me encontro sozinha, a internet faz com que eu me sinta parte de uma comunidade, de uma sociedade, e às vezes até de uma família. MAS, em todo caso eu nunca consigo desligar deste mundo. Uma semana sem internet e eu acho que a fase da desintoxicação já passou.

Entre os dias 05 e 08 recomecei e conclui a leitura do “Parem de falar mal da rotina”, da Elisa Lucinda, e ontem comecei a releitura da coletânea de poemas que Fernando Pessoa escreveu sob o heterônimo Álvaro de Campos. É nessas horas que me sinto uma privilegiada pelas coisas que tenho acesso para ouvir e ler. Leio e ouço música porque sinto necessidade de tirar os pés do chão e voar por terras distantes, e porque isto me proporciona uma viagem que custa pouquíssimo. A internet me proporciona um pouco disso também, principalmente quando conheço lugares no mundo através da tela do meu notebook que talvez meus pés nunca caminhem por lá. Tenho 29 anos e nunca saí do Brasil. Isso me incomoda muito, assim como me incomodava há pouco tempo atrás o fato de não falar inglês. Eu corri atrás disso e, mesmo sem recursos financeiros para aprender pelo método mais adequado e convencional (as aulinhas) eu hoje me viro muito bem (e falo muito errado também), mas já falo um pouco e isso não me incomoda tanto mais. A respeito de conhecer outros países, eu até tenho a oportunidade, mas tenho demandas muito mais urgentes agora, e não é uma prioridade. Uma hora eu chego lá. Vou com calma e tolerância, que é como conduzo a maioria das coisas na minha vida. Há uns dias atrás eu disse que queria um amor... e ainda quero, mas vou correndo atrás do que só depende de mim. E entrego a Deus todas as outras coisas, porque Ele sabe o que é melhor pra mim. Por enquanto é só. Vou ali tomar um sorvetinho de sobremesa, depois vou por um tênis e vou caminhar, pois isso tem me feito muito bem.

Um beijo!

15h18.

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