A chuva me salva da maromba

Brasília, 07 de janeiro de 201.

18h25

A chuva abençoa minha janela, e eu acho graça porque ela só se aproxima quando vai dando a vagarosa hora de por um tênis, atualizar a playlist e sair para a minha caminhada. Todos os dias é assim, e eu me recuso a trocar o horário do meu encontro com meu lado marombeiro. Afinal, se eu sair para caminhar de manhazinha, quem há de me salvar de tal tarefa? Gosto mesmo é de ficar deitada lendo, intercalando momentos que pra mim não tem preço: um pouco de leitura, um pouco de sono, um pouco de música enquanto me alimento, para depois ler mais uma vez, e cair em profundo sono... E se eu pudesse seguia a vida assim. Tenho uma funcionária que diz que seu sonho é virar “gatinha de sofá”. Quem me dera! Quem me dera que a vida fosse só o deleite pelas coisas belas e prazerosas como ler, dormir, comer, fazer amor, papear... Quem dera! Gosto de caminhar, mas gosto de estar lá caminhando. Tenho uma profunda preguiça de deixar minha cama ou meu confortável sofá, minha tão deliciosa leitura para colocar uma roupa de atleta e dar voltas e voltas no parque. Quando estou lá, fico tão contagiada pelo clima de cuidado com o corpo que chego a jurar a mim mesma que um dia eu terei aquele estilo de vida: música no ouvido, muito suor escorrendo pelo corpo, e corrida. Se eu acreditasse em “inveja boa” diria que eu sinto isso por quem corre. Mas como eu não acho um outro termo mais adequado: eu tenho “inveja boa” por quem corre. Acho lindo. Queria mesmo me viciar em corrida. Queria ser atleta. Acho lindo aquelas competições tipo “Iron Man”, aquela galera do Triatlon... seria perfeito se eu fosse daquele jeitinho: disciplinada, durinha, barriga chapada... e gostosa. Enquanto isso, digo até mais a este texto porque estou lendo “Parem de falar mal da rotina”, da Elisa Lucinda (que deveria se chamar LuLinda!) e não posso falar mal de estar aqui em tão deliciante leitura. Curiosidade: sinto que Elisa é tão elevada, tão linda, tão humana e tão perfeita ao mesmo tempo, que se eu pudesse, daria um abraço nela. Tenho certeza que uma pessoa que escreve o que ela escreve deve ter o melhor e mais gostoso abraço do mundo!

:D 18h35

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