terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Novo modo de funcionamento ativado

Minha vida está um rebu! Tomei um prejuízo gigante na minha última investida profissional (e agora tô tentando reverter o dano, que foi enorme!), ainda não conseguimos resolver o problema da eletricidade do novo apartamento (e por isso ainda estou com todas as minhas coisas em caixas, instalada numa casa provisória), não fiquei dentro das vagas no concurso que eu tinha absoluta CERTEZA que me tiraria de Brasília de uma vez por todas, não tenho perspectiva de mudança de nenhuma dessas situações... mas a notícia boa é que

ACABEI DE ACIONAR O MODO "FODA-SE" DE FUNCIONAMENTO e, se normalmente eu não me estresso com nada nesta vida... agora mesmo é que não tô ligando mesmo. Coisa bem de "bad girl"!

Estou contando os dias para me jogar na pista de dança do Diquinta, do Grazie a Dio, e de onde mais rolar, lá em Sampa. Sábado estarei lá chacoalhando minha falsa e aparente tranquilidade. No domingo, prova de mais um concurso. Quando eu voltar penso no que vou fazer. Espero honestamente que esse meu momento "xabu" seja exorcizado em pleno SambaRock! Beijokaaaaaaaas!

sábado, 22 de janeiro de 2011

Volta por cima... vou começar a subir!

Esta manhã sonhei que eu estava num baile de formatura do colégio militar, essas formaturas de oitava série, e eu era uma das formandas. Eu tinha aquela cara linda que a gente tem nessa idade e vestia um vestido de cetim azul escuro, e eu parecia uma princesa rebelde do século XXI com meu cabelo natural (tal como ele é hoje), e fazia caras e bocas para as fotos, com aquela consciência de quem é linda e tem toda a vida pela frente (tal como sou hoje). Mas sei bem que esse sonho foi apenas resultado de uma imensa vontade que eu tive nos últimos dias e que acabou se frustrando na manhã de hoje. Somente hoje de manhã saiu o resultado do último concurso que fiz e que eu tinha certeza que tinha ido muito bem. Fiquei em 6º lugar entre 38 concorrentes. Eu tinha que ter ficado no máximo em 4º lugar. Na trave! De novo! Ano passado o cara que ficou em 2º lugar foi eliminado. Este ano eu vou adiante com a seleção, até me eliminarem, afinal de contas estou muito perto. Tudo pode acontecer, mas vou malhar para a prova física pensando em ficar gostosa, e estar dentro dos padrões físicos exigidos. Ano passado fiquei em décimo, este ano em sexto... Será que este ano entro? Fato é que ano que vem vou ficar mais próxima ou ja estarei em algo melhor. Não quero mais pensar nisso por ora. Quero me dedicar à prova que vou fazer dia 30. Vou fazer o que sempre recomendo para a minha amiga Pixaim: não tem outra alternativa senão continuar lutando. Não quero mais nada agora. Só isso. Somente isso.

Não sei se está na hora do meu bonde virar, mas já vou começar a fazer acontecer, não vou esperar a vida me levar. Nunca fui assim. Tenho coisas a fazer e vou me agarrar com quem quer o mesmo que eu: Queline!

Vamos subir, minha gente... porque ficar de baixo astral é coisa pra gente MUITO FRACA! XÔ!



Coisa engraçada da madrugada de ontem: fui cantada por um menino de 21 anos, que eu conheci há mil anos atrás. Achei fofinho. kkkk Hoje inauguro uma nova tag: Cantadas. Ela será magrinha porque não acontece muito.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Mudança

Pois é... minha mudança de apartamento ainda não rolou. Quando eu liguei para a CEB, a companhia de eletricidade daqui de Brasília, fiquei sabendo que o apartamento tinha 3 contas não pagas, vencidas há mais de 280 dias. Me ofereci para pagar e transferir a fatura para o meu nome mas fui informada que apenas o proprietário (comprovando através da escritura do imóvel) poderia resolver o problema. Logo, somente a partir de hoje ou da semana que vem o proprietário do imóvel vai resolver isto para mim. Chato. Mas não me estresso. A esta altura do campeonato não me estresso com nada. Parece que a energia de 2010 adentrou por 2011 e eu me sinto como se minha vida continuasse em modo "stand by".  Mas vamos com calma. Eu ainda não devo ser tolerante e paciente o suficiente.

Deus está me preparando para algo muito grande. Tenho certeza! Engolindo tantos sapos todos os dias, e ainda emagrecendo a olhos vistos, vou virar um super partido para um cara maravilhoso. Gata, gostosa, inteligente, com senso de humor, trabalhadora, e ainda paciente, tolerante, desencanada, nem um pouco ciumenta. O macho alfa que Deus tá preparando pra mim deve ser MARA!

Tchau, gente!

domingo, 16 de janeiro de 2011

Divagações notívagas

A pior coisa de ser uma habituada com a noite é chegar às 3h da manhã, não ter ninguém acordado pra conversar com você no facebook, no msn ou no skype, e ainda bater aquela fome animal que você não sentiria se estivesse dormindo. Até tem gente on line nos meus comunicadores com o mundo, mas somente estrangeiros, mas uma hora dessas, minha gente, meu cérebro mente já deu pala e não consegue mais lembrar as quatro palavras que sei dizer em ingles, nem as 4 em espanhol e outras poucas em italiano... Maaas, como eu ia dizendo: que vontade de atacar a geladeira!

Amanhã vou começar a levar as minhas coisas para o apartamento novo, no Lago Norte, onde vou morar. Hoje eu fui lá limpar. A kitinete parecia ser vizinha de um lugar em guerra. Estava cheia de escombros. Sim, porque sujeira daquele tanto só pode ser chamada de escombro! Graças a Deus, minha querida amiga do Cabelo Pixaim botou a roupinha de faxina (eu coloquei meu shortinho do Tchan) e a gente deu uma geral no meu futuro reino. Aquele lugar pequinininho vai ficar MARA! Já levei alguns posteres para lá mas só vou usar dois. Momento esquisitice: o vizinho do prédio da frente fez questão de abrir bem a janela e ficar deitado todo arreganhado (como se diz la na mina terra). Como eu tinha retirado as cortinas para lavar, tivemos que nos deparar com aquele espetáculo esdrúxulo da total falta de privacidade. Pensei em colocar as cortinas de novo, mas iríamos morrer de calor. E isso ninguém merece. Então ficamos lá faxinando e dando aquela olhadela no vizinho exibido.

Estou animada. Descobri que serei vizinha de um restaurante, de um shopping recém-inaugurado, de duas academias de ginástica, de uma galeteria excelente, e de uma clínica de depilação. Legal, né? Eu sempre tive a impressão que não tinha gente morando ali. É tudo tão deserto. Vamo nessa. Vou tentar relaxar e dormir agora. Amanhã vai ser um dia puxado.

Té mais!

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Brasília, 11 de janeiro de 2011

Aniversário do homem mais importante da minha vida: meu paizão!

Sonho com o dia de fazer mudança: de mente para melhorar, de tecnologia para evoluir, de músicas na playlist para rejuvenescer, de humor para sorrir, de móveis para decorar, de posição para não enjoar, de paredes para colorir, de almofadas bonitas e macias para confortar, de emprego para lucrar... Nunca trocar de amigos, nunca de valores, nunca mais de casa (ops!, e nem de marido, mas isso é assunto para outro post). Deus do Céu... eu não agüento mais mudar de casa!!!!!! Eu sonho com o dia que eu vou trocar de casa quando eu for sempre para uma maior, mais bonita, mais bem localizada. Não mais do jeito que tenho mudado em Brasília por estes anos a fio...

Esta semana vou mudar de casa de novo. Acompanhe comigo onde eu já morei:
1. Cruzeiro Velho – Quadra 1, Qd. 12 e Cruzeiro Center;
2. Asa Norte: 410/411 Norte, 209 norte, 305 Norte, 412/413 norte;
3. Cruzeiro novo: Qd. 207, Qd. 1311 (dois blocos diferentes), Qd. 1205, Qd. 1307; Qd. 609,
4. Águas Claras;
5. Valparaíso.

Esta semana vou para o meu 16º (isso mesmo, décimo sexto) endereço em Brasília, num intervalo de ONZE anos. Espero honestamente que esse vai e vem acabe logo. Já morei sozinha, já morei com amigas, já morei com marido, já morei com gente doida, oportunista, drogada, sortuda, estrangeira, ladra, engraçada, religiosa, encapetada, inteligente, já morei com todo tipo de gente. E foi um super laboratório. Hoje eu posso dizer com orgulho que antipatizo com poucos e não desejo mal a quase ninguém, como canta o Lulu Santos. Me dou bem com todo tipo de gente e sou muito tolerante. Nem sempre foi assim, mas eu aprendi a ser... e honestamente acho que é por isso que eu tenho certa habilidade e prazer em administrar equipes no meu lugar de trabalho. Já vi de um tudo nestes onze anos. Mas agora já chega. Quero mudar de cidade, comprar meu apartamento e morar sozinha até o dia que Deus me abençoar e eu casar de novo e para sempre. E que dessa vez seja pra sempre mesmo. Solteira? Quero ficar não. Não tenho talento nenhum pra galinhagem. Meu coração, como eu já disse em outro post, parece cachorro que caiu da mudança... fica perdidinho atrás de um rumo.

Voltando ao assunto: este ano vou comprar meu apartamento. Consigo ouvir o tilintar das chaves. Pode ser distante, pode ser pequeno. Mas será meu reino, meu lugar, meu ninho, meu aposento de rainha. E aos poucos vou deixá-lo com aquele gostinho delicioso e confortável de casa, como eu sempre deixo todos os lugares que habito, como é aconchegante o que eu toco, o que recebe minha atenção caprichosa e especial, porque eu tenho amor e cuidado para dar a tudo que me dedico. Não vejo a hora. Já consigo ouvir o tilintar das chaves. 

Té mais! 21h13

Sem internet em casa :(

Brasília, 09 de janeiro de 2011

Que bem me faz estar há uma semana sem internet em casa. Venho aqui, abro o Word, escrevo meus textos que futuramente publicarei no meu blog só por esta insaciável necessidade de registro, de memória que tenho sempre, finalizo o texto, escuto música enquanto faço alguma qualquer outra coisa (tipo organizar o quarto ou lavar a louça), depois desligo tudo, abro um livro, e começo a raciocinar com clareza, com linearidade, com equilíbrio que era sempre interrompido pela atualização de status de alguém, ou por qualquer pessoa me chamando ou no skype, MSN, gtalk ou facebook, ferramentas que eu sempre deixo abertas, e que sempre me propiciam um papo. Adoro bater papo, e como invariavelmente me encontro sozinha, a internet faz com que eu me sinta parte de uma comunidade, de uma sociedade, e às vezes até de uma família. MAS, em todo caso eu nunca consigo desligar deste mundo. Uma semana sem internet e eu acho que a fase da desintoxicação já passou.

Entre os dias 05 e 08 recomecei e conclui a leitura do “Parem de falar mal da rotina”, da Elisa Lucinda, e ontem comecei a releitura da coletânea de poemas que Fernando Pessoa escreveu sob o heterônimo Álvaro de Campos. É nessas horas que me sinto uma privilegiada pelas coisas que tenho acesso para ouvir e ler. Leio e ouço música porque sinto necessidade de tirar os pés do chão e voar por terras distantes, e porque isto me proporciona uma viagem que custa pouquíssimo. A internet me proporciona um pouco disso também, principalmente quando conheço lugares no mundo através da tela do meu notebook que talvez meus pés nunca caminhem por lá. Tenho 29 anos e nunca saí do Brasil. Isso me incomoda muito, assim como me incomodava há pouco tempo atrás o fato de não falar inglês. Eu corri atrás disso e, mesmo sem recursos financeiros para aprender pelo método mais adequado e convencional (as aulinhas) eu hoje me viro muito bem (e falo muito errado também), mas já falo um pouco e isso não me incomoda tanto mais. A respeito de conhecer outros países, eu até tenho a oportunidade, mas tenho demandas muito mais urgentes agora, e não é uma prioridade. Uma hora eu chego lá. Vou com calma e tolerância, que é como conduzo a maioria das coisas na minha vida. Há uns dias atrás eu disse que queria um amor... e ainda quero, mas vou correndo atrás do que só depende de mim. E entrego a Deus todas as outras coisas, porque Ele sabe o que é melhor pra mim. Por enquanto é só. Vou ali tomar um sorvetinho de sobremesa, depois vou por um tênis e vou caminhar, pois isso tem me feito muito bem.

Um beijo!

15h18.

A chuva me salva da maromba

Brasília, 07 de janeiro de 201.

18h25

A chuva abençoa minha janela, e eu acho graça porque ela só se aproxima quando vai dando a vagarosa hora de por um tênis, atualizar a playlist e sair para a minha caminhada. Todos os dias é assim, e eu me recuso a trocar o horário do meu encontro com meu lado marombeiro. Afinal, se eu sair para caminhar de manhazinha, quem há de me salvar de tal tarefa? Gosto mesmo é de ficar deitada lendo, intercalando momentos que pra mim não tem preço: um pouco de leitura, um pouco de sono, um pouco de música enquanto me alimento, para depois ler mais uma vez, e cair em profundo sono... E se eu pudesse seguia a vida assim. Tenho uma funcionária que diz que seu sonho é virar “gatinha de sofá”. Quem me dera! Quem me dera que a vida fosse só o deleite pelas coisas belas e prazerosas como ler, dormir, comer, fazer amor, papear... Quem dera! Gosto de caminhar, mas gosto de estar lá caminhando. Tenho uma profunda preguiça de deixar minha cama ou meu confortável sofá, minha tão deliciosa leitura para colocar uma roupa de atleta e dar voltas e voltas no parque. Quando estou lá, fico tão contagiada pelo clima de cuidado com o corpo que chego a jurar a mim mesma que um dia eu terei aquele estilo de vida: música no ouvido, muito suor escorrendo pelo corpo, e corrida. Se eu acreditasse em “inveja boa” diria que eu sinto isso por quem corre. Mas como eu não acho um outro termo mais adequado: eu tenho “inveja boa” por quem corre. Acho lindo. Queria mesmo me viciar em corrida. Queria ser atleta. Acho lindo aquelas competições tipo “Iron Man”, aquela galera do Triatlon... seria perfeito se eu fosse daquele jeitinho: disciplinada, durinha, barriga chapada... e gostosa. Enquanto isso, digo até mais a este texto porque estou lendo “Parem de falar mal da rotina”, da Elisa Lucinda (que deveria se chamar LuLinda!) e não posso falar mal de estar aqui em tão deliciante leitura. Curiosidade: sinto que Elisa é tão elevada, tão linda, tão humana e tão perfeita ao mesmo tempo, que se eu pudesse, daria um abraço nela. Tenho certeza que uma pessoa que escreve o que ela escreve deve ter o melhor e mais gostoso abraço do mundo!

:D 18h35

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Você tem sede de que?

Este ano mal começou e os desafios já apertam minhas entranhas. Hoje de manhã eu recebi uma notícia muito ruim que exige que eu me tome novo posicionamento drástico e urgente em relação à minha vida profissional. Às vezes essas coisas de trabalho e grana me impressionam tanto que eu chego a pensar em interromper meus projetos pessoais em detrimento de trabalho. E isso é um saco. Aqui em Brasília é cheio de gente que abdicou da vida pessoal por causa do sucesso profissional e financeiro, e casou velha, e teve filho em idade avançada, ou não casou nem teve filho, e hoje tem muita grana, mas não tem a companhia do amor.
Eu nunca quis isso, mas to vendo que a gente não deve julgar ninguém. Sempre chego a essa mesma conclusão toda vez que passo por um problema relativamente sério. Vem a vida e desorganiza aquele lindo e “eficiente” planejamento que a gente fez no final do ano passado. Eu sempre estive bem no meio deste embate entre sonho/realidade, desejo/necessidade, fazer o que gosto e quero/fazer o que é necessário. Não é de batalhas como esta que nasce a amargura e a frustração? Essas duas palavras não combinam comigo... nunca combinaram! Eu sou e quero continuar sendo uma pessoa leve. Mas não consigo. Será que é culpa da minha educação? Será que eu sou machista demais para este mundo real de 2011?

Fico pensando nas possibilidades que eu tenho e NENHUMA me permite ser eu mesma. E o que mais me causa angústia na vida é a falta de opção. Deve ser por isso que eu estou tão cansada desta cidade.
Vou parar por aqui. Eu não queria escrever coisas desagradáveis neste blog. Mas não tem jeito. Se eu não falar vou explodir.

13h18.

Ja passou, entao posso publicar {2}

Há uns dias atrás eu estava pensando em como seria bom poder ver minha própria vida de outro ponto de vista, talvez por isso eu me importe tanto com a opinião que os meus amigos têm de mim. Nessa semana que estive em Manaus passei por uma experiência que me deixou sentir um pouco disso. Parece que a minha vida deu uma paradinha pra eu respirar. Me sinto como se nestes últimos 7 dias eu pudesse me observar num ponto de vista de fora do meu corpo. Parece que eu pude olhar pra dentro de mim mesma sem ter que reagir, sem ter decisões a tomar. Eu pude parar um pouco. E como é bom parar. Como eu estava precisando disso! Pude me ver com maior clareza. Diferente de quando me olho no espelho, a imagem que vi foi o reflexo do meu interior, meus desvios, deformações, carências. Enxerguei minhas próprias demandas.
As vezes eu encaro minha própria alma como uma estrada esburacada, onde se põe ali um remendo, um enxerto, quando o que eu realmente preciso é arrancar aquela camada de asfalto e colocar um novo, sólido e eficiente piso. Como aquele machucado que a gente não lava direito e só põe ali um band-aid. Minha alma não precisa de remendo. Precisa de remédio.

Sempre aprendo muito sobre mim mesma quando convivo com meus pais, irmãos, tios, primos... Quando tomo a sopinha da mamãe, ou como o bolo que a vovó faz e que tem o mesmo delicioso gostinho de infância. Apesar do curtíssimo período que estive por aqui, pude revisitar alguns dos meus valores que também foram se esburacando e se deformando pelo caminho. E vejo que não sou assim madura como eu previa. Eu quero um coração e uma alma que não oscilem. Eu quero valores que não oscilem. Ou quero aprender a ser menos dura comigo mesma. Uma coisa é fato: eu me amo. Sempre me amei. Sempre vou me amar. E muitas vezes que eu me machuquei foi porque me assalta uma preguiça e um medo de olhar para dentro da minha alma, pista esburacada, verificar a necessidade arrancar o asfalto velho e colocar um novinho no lugar. Pode ser que seja preguiça de correr atrás do que eu sonho pra mim mesma. Pode ser preguiça de pagar um preço ainda mais alto que se paga quando se tem a plena e firme consciência de que se amar custa caro. Mas a convivência com minhas raízes me dá energia pra encarar o que for preciso pra ser feliz e completa.
E por isso eu tomo um pouco mais de fôlego e assumo que me amo. Antes de amar qualquer coisa ou pessoa, eu me amo.

Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, Manaus, Amazonas, 01h58 do dia 19 de julho de 2010.

Já passou. Entao decidi compartilhar


Manaus, 14 de julho de 2010.
São 11 horas da manhã no horário local, e devo reconhecer: não está tão quente aqui. Ontem eu estava na rua esta hora, e agüentei firme a temperatura de 35º graus. Estou sozinha aqui na casa dos meus irmãos. Quando estou entre as pessoas evito pensar nos meus problemas porque outras coisas e pessoas daqui me ocupam. Ainda estou triste, e agora estou assim porque cada vez mais vejo o quanto sou culpada por tudo que me acontece. Esse peso que colocamos sobre nossos próprios ombros costuma ser deveras cruel.
Sim. A culpa é minha. Mas uma culpa eu não carrego: nunca fiz nada com a intenção legítima de machucar alguém, de me vingar, de ser vil. Tudo isso estava em mim, eu sei, mas de maneira indireta. A culpa estava na consciência de saber que tudo que eu faço tem conseqüência direta na vida das pessoas, mas a intenção não era magoar nem ferir. Eu quis me divertir, eu quis fazer algo por mim e pela minha auto-estima... e acabei sendo egoísta e inconseqüente. Logo eu, que sempre me julguei tão... (esqueci a palavra que deve ser usada quando o sentido que se quer passar é que você “age pelos outros, em detrimento de si mesma”... devo ter esquecido porque talvez ela represente uma realidade que não é a minha, ou talvez essa palavra não exista mesmo).
 Ontem fiquei com vergonha quando, na casa da minha vó, uma das minhas tias sugeriu: vamos marcar um almoço no domingo e chamar toda a família para que a Beth possa encontrar com todo mundo! Me senti tão amada que fiquei constrangida. Eu sei que isso é uma coisa tão boba, mas eu fiquei tão feliz. 

Vejo com certa resignação as coisas não darem certo ao meu redor, e com crueza essas coisas que desabam me atingem. Interrompi, por hora, minha tentativa de achar uma solução para os meus problemas, e para os problemas dos outros à minha volta... queria arrancar isso de mim com a mão. Não consigo. Então choro. Quem sabe um dia essa dor do fracasso e da frustração acabe. Queria que essa amargura fosse embora com o suor que sai do meu corpo nessa cidade tão quente. Já não me sinto confusa (e talvez a confusão retorne logo). Parece que as poucas opções que tenho estão tão compactadas e pesadas pra caberem na minha mente que minha cabeça parece um bloco de concreto. Tento acessar minha mente e bato no concreto frio e duro. Sinto-me triste, como se ao meu redor só houvesse luto... uma profunda sensação de  que eu transformei tudo que toquei em pó e cinza. Eu quis construir um castelo e o fiz sobre uma base de areia. Eu conheço o que isso quer dizer. E arrogantemente sinto que só nisso tenho razão. Não foi o que sonhei.
Queria sair de férias para um país distante onde ninguém me conhecesse, onde eu não soubesse o idioma local e não me fosse permitido conversar com ninguém. Só eu e Deus. Mas... não é isso que se chama fuga? Não sou eu a Mulher Maravilha? The Superwoman? Não fui eu a ensinada a resolver meus problemas, a encará-los de frente e fazer todas aquelas outras coisas que as mulheres super poderosas (como eu) tem que fazer? Daria certo me esconder? Logo eu, que tenho essa imbecil necessidade de dizer: olhem para mim, olhem como sou inteligente, como sou sexy, como sou articulada, olhem como sou carente, boba, olhem como preciso e mereço a atenção de vocês... Olhem agora como sou bem sucedida, como sou frustrada, como estou gorda! Vejam, não tenho mais 17 anos, agora posso fazer quase tudo que eu quiser... olhem como (diferente dos meus 17 anos) não faço mais o que não quero! Será que, diferente dos meus 17 anos, eu só faço o que quero?
Nem sei o que quero e o que não quero. Quando eu tinha 17 anos eu era mais madura, mais segura, meus valores pareciam mais sólidos, eu sustentava opiniões com mais naturalidade, e não como quem se agarra num objeto que flutua em pleno oceano em fúria.
Quem sou eu em alto mar?


12h25 Assim que eu cheguei em Manaus fiz uma das coisas que mais gosto: tomei sorvete de tucumã e açaí, e me lembrei do tanto que eu gosto de ser amazonense!
Na segunda-feira fiquei muito animada. Conheci mais 7 arquivistas do Brasil. Quatro deles do Rio Grande do Sul, duas de Londrina e um do Espírito Santo. Na verdade, este do ES eu (re)conheci: era o querido Marcos da ENARA e da AARQES, que eu só conhecia da troca de emails. Ele queria ir ao Zoológico e para ir conosco chamei minha mãe, que é uma figura animada e que não deixa nenhum papo morrer... mas quando chegamos lá estava fechado. Aproveitamos a tarde e fomos à Marina do Davi, ao Zoológico do Hotel Tropical Manaus, depois passeamos na Praia da Ponta Negra (que estava sem praia por causa da cheia dos rios da região.
Ontem fui almoçar no Manauara Shopping (naquele ambiente externo super agradável, no meio do “mini-mato”) com a Fernanda, uma arquivista paulista muito figura! Depois fui ver minha vó. Sabe por que eu adoro a casa da minha vó? Porque num instante junta uma parentada e tudo vira festa. Num instante, qualquer lanchinho de fim de tarde vira um banquete divertido.
Hoje resolvi parar quieta, porque na segunda e ontem não fiquei em casa. Então to por aqui, tranqüila.

Beijo pra vocês!

As multidões

Nem todos podem tomar um banho na multidão: ter o prazer da turba é uma arte. Só assim se pode oferecer, à custa do gênero humano, um b...