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Mostrando postagens de Dezembro, 2010

Sorrateira

Vem

Se enrosca nos meus cabelos
Se amarra na minha cintura
Acompanha meu balanço
Degusta o meu cheiro
Embala no meu colo
No ritmo do meu regaço
Na febre dos meus braços
Vem fazer música pros meus ouvidos.

Meu presente de natal

Papai Noel, querido...

Ontem me perguntaram qual era o meu pedido de Natal... e eu fiquei com medo de responder. Eu, que sempre soube que teu nome é Deus, eu, esta menina pequena que sempre se comporta bem, mesmo quando dá uma de doida e inconsequente, de acordo com o limite que Deus, meus pais e minha vergonha na cara me deram, venho pedir, de todo meu coração, que tu atendas meus pedidos de Natal:

Quero me mudar pra Sampa tendo as mesmas excelentes oportunidades de trabalho e remuneração que tenho aqui em Brasília;Um novo amor e uma nova família pra chamar de minha;Um canto pra eu construir um ninho bem gostoso.É isso. Eu sei que todo mundo quer, e eu nem mereço mais do que todo mundo, mas pedir com fé não custa. Cheguei até mesmo a pedir isso numa daquelas cartinhas que as crianças carentes mandam para os Correios, e que eu mesma recebi uma e dei uma de mamãe-noel neste natal... mas confesso que fiquei com medo de um carteiro vir bater aqui em casa. Nunca se sabe o que vai acontecer…

o ano em que meu coração caiu da mudança

Estou há tempos ensaiando o dia de voltar aqui neste blog, de voltar com meus devaneios a respeito das músicas que ouço, das poesias e crônicas que leio (de fato, meus tipos favoritos de literatura), das coisas que presencio e que escuto... fato é que este ano foi o ano em que meu coração ficou perdido tal como cachorro que cai da mudança.

Sofri de amor e por amor este ano mais do que sofri a vida inteira. E olha que eu já penei por muita coisa nessa vida, mas nunca senti dor tão lancinante quanto esta: a do coração. Me apaixonei, me divorciei, senti saudade, me entreguei, me arrependi, conheci pessoas, me diverti, me confundi, me machuquei... fiz tudo que o jogo propõe a quem está nesta fase. E meu coraçãozinho quase não aguenta tantas emoções (a maioria fugazes, reconheço).

Eu nunca gostei dessa história de pegação, e depois de quase nove anos me relacionando com um único homem (meu ex-marido), eu tive que aprender (e ainda estou aprendendo) que a briga é feia do lado de fora de uma…