quarta-feira, 13 de outubro de 2010

"Túmulo do samba, novo quilombo de Zumbi"

A Sampa que eu conheço nada tem a ver com as letras da canção clássica do Caetano Veloso. Na terra da garoa que eu já pude experimentar até hoje tem muito samba, e muuuuuuuuuito samba rock! Coisa mais linda, mais gostosa! E o povo dança daquele jeito lindo de viver, como quem se diverto com o que está fazendo, e não com a cara pedante que muitos "dançarinos" fazem nos bailes aqui em Brasília! Parece que a qualquer momento vamos ouvir os dançantes dizerem "agora a aula quatro" ou "depois da segunda rodada a aula seis, por favor". Sabe o que é Samba Rock aqui em Brasília? Umas bandinhas de pagode tocando Lulu Santos e Maroon 5 em ritmo de pagodinho... ridículo. A banda que mais se aproxima do samba rock aqui é a Salve Jorge, que faz cover "plágio" do Jorge Ben Jor e que é uma bandinha que faz um som bem mal feito, mal ensaiado, o vocalista canta mal, toca mal, não tem suingue, e ainda fica gritando aqueles argões do Tim Maia e do Jorge com aquela voz rouca, com a garganta a estourar... enfim, coisa feia de se ver, principalmente para quem vê uma balada de samba rock em Sampa. Eles pecam em tudo. Samba rock mal feito. Encerro por aqui o assunto "Mate Jorge".               ops! Salve Jorge. :D 


Eu e Pixaim chegamos na cidade no sábado sob um frio danado e uma garoa fina. Queríamos almoçar no Mercado Municipal mas perdemos a paciência por causa das infinitas filas para conseguir uma mesa. Passeamos na 25 de Março, lugarzinho que eu odeio, (e compramos aquelas quinquilharias que mulheres amam: bolsas, bijus, artigos de cabelo, presentinhos, etc.) e depois encontramos o Thi, meu amigo do chat do P.a.U., que nos levou ao shopping (a Pixaim queria comprar casaco e chapinha bivolt - ironic?) e depois nos levou para comer uma pizza deliciosa e tomar um chopp no Vitrine, na Rua Augusta. Boa companhia, bom papo, um frio terrível. Voltamos para o hotel pois eu estava ansiosa para ir ao Grazie a Dio, já conhecido deste blog, pois já fui lá em 2007 com a Laiane em 2009 com a Débora, e este ano, sozinha. Assistimos o show da minha amada, idolatrada, salve, salve, Banda Black Rio! Showzaço! Apesar de curto. Muito curto. Um ode à cultura preta, música preta, beleza preta. Pixaim é que o diga. Ouviu a noite toda que cabelo pixaim é MARA e que ela deveria voltar a andar por aí com cachos naturais no cabelo. (Ouviu de meninos lindos, inteligentes, divertidos e bons de papo). Na fila, uma menina nos chamou para ir no domingo ao "Vila do Samba". Convite aceito! :D Adoro Sampa por isso: as pessoas interagem com a gente!


Domingão, acordamos tarde, saímos para almoçar tarde (pena, queríamos aproveitar mais a cidade mas a gandaia da noite anterior não permitiu). Depois nos arrumamos e rumamos para o tal Vila do Samba, e nos encantamos com o lugar: amplo, bonito, simples, descontraído, cheio de gente bonita. Dançamos, interagimos, conhecemos pessoas. Pagode de mesa da melhor qualidade rolando cedo: 18h a casa estava lotada! :D Nem vou contar o resto. Foi MARA!


Na segunda, Elisa chegou junto e descobri que ela tem muitos dos gostos e manias da Pixaim. Almoçamos, fomos à rua José Paulino (eu avisei a todas que era perda de tempo e saúde, que não valia a pena, mas não adianta, a mulherada gosta de ir pra ver com os próprios olhos que liquidação em shopping é muito mais vantajosa). Voltamos ao hotel para assistir a novela, e a noite o destino era certo: mais uma vez o Grazie a Dio. Ia rolar show de uma banda que eu não conhecia: Os Opalas, com a participação de integrantes de bandas que eu gosto demais: Tereza Gama do Clube do Balanço, Jadiel (vocalista da Black Rio), Cuba (do Farufyno), entre outros. Outra balada massa! No fim do show, conhecemos alguns meninos da banda e fomos para outro show deles no Teatro Mars, lugar incrível (e que eu nunca tinha ouvido falar da existência). Resultado: voltamos para o hotel 5h da matina, cansadas e muito satisfeitas.


Na terça, após o almoço e depois de nos despedirmos da Elisa, eu e a Pixa fomos ao MASP, e entramos lá pela primeira vez. Ganhamos posteres de obras de arte e adoramos o passeio. Depois compramos lanchinho para a volta pra casa e pegamos as malas no hotel para o retorno. Chegamos em Brasília às 7h da manhã e eu vim direto para o trabalho.


Então foi isso. Cansativo mas renovador. Além de tudo, muito divertido! Um fim de semana prolongado com muito samba rock. Um fim de semana de renovação da auto-estima porque eu sinto, toda vez que estou em Sampa, que lá a beleza da mulher negra é muito mais vista e valorizada. Sabe o que eu e Pixa reparamos há alguns dias atrás? Que eu e ela somos duas das pouquíssimas negras que andam por aí na noite brasiliense, principalmente no Plano Piloto.
Túmulo do Samba? Não na Sampa que eu conheço. Vou postar fotinhas no meu álbum do Facebook, e talvez por aqui também.


Beijos!

Um comentário:

Anônimo disse...

Histórias que virarão contos!!! *:o)

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