"Sonho o poema de arquitetura ideal"

Procuro no poema
Gozo e sangue
Dor e cura
Resistência e rendição
Inteireza e rachadura
Luz pra uma vida futura
Ordem e progresso.
Folheio páginas,
insucesso,
diário pregresso...
A resposta não está lá.

Perdendo os sentidos,
à mercê de loucos,
continuo.
Ainda que com a palavra muda
ou com os ouvidos mortos
aos significados.
Hoje, o poema não sacia,
Mas é ele o que eu quero beber.

Elizabeth Maia 08/09/2010 00h28
(Obs: Dei a este poema um título que é uma frase da bela canção de Adriana Calcanhoto e Waly Salomão, "Fábrica do Poema")

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