Mudanças

As vezes eu tenho preguiça de pensar, confesso. Mas o que me dá mesmo preguiça é ter conviver com gente que É a própria preguiça de pensar.
Nos lugares onde trabalhei já vi muito isso: as pessoas têm resistência à mudanças. Todo mundo tem, né? Ou pelo menos a maioria das pessoas. Mas tem muita gente que tem resistência ao novo pelo simples fato de não o conhecerem, não raciocinarem, pesar os prós e contras, entenderem as propostas de mudanças, e NEM SE INTERESSAREM POR CONHECER. Tem gente que se fecha a qualquer minúscula tentativa de melhoria, porque é cômodo permanecer na mesma cadeira, na mesma baia, na mesma sala, na mesma linha de raciocínio, apagando os mesmos incêndios da improdutividade.
Eu estou um pouco assim, confesso. E estou com uma enorme preguiça de dar uma esticadinha no pescoço pra tentar ver a minha própria vida num futuro um pouquinho mais adiante. Sabe quando existem muitos caminhos à sua frente e para seguir um deles você tem que abrir mão das coisas boas dos outros caminhos? Tomar decisão é uma coisa tão difícil, né? Essa semana fui conversar com uma psicóloga que me incentivou a estabelecer critérios para tomar decisões, a fim de não fazer nada por "querer", pelo calor do momento ou por impulso. Mas sou assim na vida pessoal (e nas ciências humanas os resultados nem sempre são previsíveis).
No trabalho, os profissionais fazem planos, projetos e perspectivas. Existe um planejamento de onde a mudança vai afetar, quem vai afetar e como resolver aquelas demandas futuras. Existe um futuro determinável, previsível na medida do que for possível. E por isso eu morro de preguiça de conviver num ambiente profissional com toda essa gente que tem preguiça de pensar, de arriscar, de sair do lugar, de experimentar melhorias. Perco um pouco da minha pacîência, do meu bom humor, e da minha capacidade de ser tolerante (e eu acredito que essa é a minha principal qualidade).
No trabalho, assim como na vida pessoal, há que se ter coragem de dar o primeiro passo.
Beijos

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