domingo, 9 de maio de 2010

Eu no Rio Grande, livros, risos e memórias... identidade, amor pela terra... de tudo um pouco e ainda não é tudo!

Adoro fazer as malas, porém detesto desfazê-las. Por mim viveria viajando, conhecendo outros lugares, ouvindo novos sotaques, provando sabores até então desconhecidos. Corrigindo: adoro tirar da mala as novidades que trouxe. Pode ser um doce que ganhei, uma roupa diferente que comprei numa liquidação, um objeto adquirido, achado ou ganhado... Adoro reviver estas sensações que fazem as viagens inesquecíveis.

Minhas idas e vindas ao Rio Grande do Sul têm sido caras e cansativas, mas tem valido a pena. Fora o crescimento que o curso tem proporcionado, acho delicioso entrar em contato com o povo e a cultura gaucha. Após a prova, ainda na cidade de Cruz Alta, comecei um papo com uma moça que vendia balas de guaco, mel e gengibre. Ao me contar um pouco sobre a cidade dela, percebi que ela conhecia boa parte da sua história. A princípio vi uma simples (simpática e bela) vendedora ambulante. Cinco minutos de conversa e tive uma aula de história do RS!

Achei incrível entrar numa livraria no aeroporto de Porto Alegre e encontrar livros que contam a história daquele povo. Fiquei na dúvida entre comprar “Os varões assinalados” (ficção que recria as lutas da Revolução Farroupilha), de Tabajara Ruas, e “História do Rio Grande do Sul para jovens”, de Roberto Fonseca Vieira. Deixei o segundo na prateleira (porque o orçamento da viagem estava mais do que estourado) esperando adquiri-lo em julho, ou a qualquer momento, neste site. O que me deixa mais encantada é justamente o que algumas pessoas reclamam do povo gaucho: dizem que eles são muito “bairristas”. Eu acho que justamente esta característica é um dos aspectos mais empolgantes desta cultura. Na contra-capa do livro que não comprei, havia uma frase que dizia mais ou menos assim: “ninguém pode amar e respeitar aquilo que não conhece”. E eu concordo plenamente. Se uma população encontra nas livrarias a informação que precisa sobre sua história, se este acesso se dá de modo tranqüilo e natural (a impressão que o livro me passou foi de que a leitura era desembaraçada), fica fácil conhecer (e logo, amar) sua região, sua identidade.

Bem... eu ainda quero escrever muitas coisas que pensei sobre o RS. Então, ente post continua qualquer hora destas, ainda esta semana!

Beijos!

Estilo nativo! :D

Nenhum comentário:

Aplicada a conhecer e entender de Cinema

Então... há algum tempo eu ando incomodada com o meu pouco conhecimento sobre cinema aliada a uma péssima memória dos filmes que assisto. Co...