segunda-feira, 19 de abril de 2010

Poeira da estrada

Se estou apaixonada?
Sim.
Sempre.
Me apaixono pelos personagens que crio.
As vezes eles tem nome, sobrenome, e até um rosto.
As vezes eles não tem nada...
E mesmo assim são irresistíveis.
As vezes eles estão tão próximos
(aqui na minha cabeça que não para nunca).
As vezes eles estão tão distantes que me dá vontade de construir pontes,
Pássaros que me levem
Trens-bala
Qualquer coisa que me leve a despedaçá-los
por tocá-los
E vê-los desfazerem-se
na água que evapora do oceano...
ou na poeira que levanta da estrada.
Porque o que me atrai mesmo é a estrada
E depois nada mais me leva a eles
Aos personagens que invento
loucamente, perdidamente...
todos os dias...
Fica só a vida real.
Elizabeth Maia

4 comentários:

Alexia Sant'Anna disse...

O que dizer de uma poesia desta?!?
Terapia do Espelho??? Talvez!!!
Mas uma coisa é certa... Como já canta Vanessa da Mata...
"...Tenha Vida!!!
Corre pra ver,
Se é de olhar, se derreter
Se de repente pode ser
Se este instante lhe chamar
Viva, tenha
Corre pra ver
Se é gostoso, porque não
Se é bem bom pro coração
A gente vai pra ser feliz...
Tenha Vida!!!"
*:o)

Eduardo Araújo disse...

Lindo blog, vou por nos favoritos. E obrigado pelas palavras tão bonitas no meu post.

Elizabeth Maia disse...

"Preta, fala pra mim... fala o que você sente por mim!" kkkk Bjokas, hermana!

Elizabeth Maia disse...

Eduardo, do meu querido Revide! Quanta honra! Obrigada pela visita!

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