domingo, 28 de junho de 2009

Comida de idosos, saúde, casamentos na família e afins...

Nada como ter uma senhora idosa em casa para comer um pouco melhor, né? Minha avó, que tem 76 anos, esteve por aqui neste fim de semana e me fez pensar várias coisinhas importantes sobre alimentação, prática de exercícios físicos, e manutenção de um corpo saudável.

Minha vovó acabou de passar por um spa em Salvador com o objetivo de perder peso, baixar as taxas de glicose, colesterol e todas aquelas coisinhas chatas que atrapalham nossa saúde, onde perdeu uns quilinhos às custas de muito sofrimento. Nos primeiros dias a tadinha só bebia sucos nada saborosos (couve, cenoura, beterrada.. argh!), precisava fazer caminhadas, e etc, além de ter de pagar cerca de R$ 4 mil por uma estadia de dez dias. Minha tia, que foi com a vovó pra Bahia, perdeu quase nove quilos em dez dias, LIÇÃO: Bethzinha, não é muito melhor cuidar da alimentação agora? Fiz para ela sopinhas de legumes, sem nenhuma gota de óleo, além do natural dos alimentos. Caprichei no serviço de saladas e sucos naturebas, fiz sopinhas, milho cozido, leite e suco de soja, tudo muito natural e sem gorduras. No sábado levei a vó para passear pois é recomendação médica que ela caminhe. E eu fico pensando que eu reclamo de ter que malhar agora, com toda a energia e disposição que eu tenho. Imagina como é difícil para alguém que mal pode andar? Por isso pessoal, vamos cuidar do corpo agora, enquanto ainda é fácil para nós que somos jovens.

Anota a receitinha de uma sopinha leve
: refogue, na panela de pressão, cebola e alho amassadinhos, tomate e pimentão na mistura de um tablete do seu caldo favorito. Como o caldo já tem gordura, não é preciso acrescentar nadinha de óleo. Corte, em pequenos pedaços, batata e cenoura em cubos e cubra com água. Depois de 15 minutinhos na pressão, destampe e coloque brocolis na mistura. Deixe ferver um pouco mais. Depois reserve um pouco do caldo e dos legumes para serem batidos no liquidificador. Após acrescentar a batida você vai reparar que o caldo "engrossou". Agora é so servir! Para quem pode consumir um pouco mais de calorias, sirva com pães, torradas ou até aqueles salgadinhos em formato de canudinhos.
Depois deste fim de semana descobri que quero ter mais tempo para cozinhar. E que preciso fazer um curso de culinária. hehehe Meta para o próximo ano, pois este ano já está cheio de atividades.

No sábado eu fui cantar no casamento do meu primo Thiago com a Daniela, e cheguei a uma conclusão: casamentos são todos iguais, salvo um ou outro... Não há, muitas vezes, como emitir opinião... O inusitado desta vez foi que quando a noiva apareceu na porta da igreja, bem no início da marcha nupcial, o noivo soltou um grito no estilo "Uhhhuu", fazendo com que todo mundo caísse na gargalhada, transformando em gracejo a entrada da noiva, e descontraindo um pouco o clima que, como todo casamento, estava ligeiramente carregado. Eu demorei um tempo pra entender o que tinha contecido pois estava com a cabeça nas músicas, além disso, eu sou meio devagar mesmo... :p Bem, na recepção, aquela coisa básica de cumprimentar pessoas com as quais você não tem a menor afinidade, receber elogios de muita gente que não entende nada de nada, ouvir comentários de quem não tem nada a dizer, abraçar três ou quatro pessoas queridas e cair fora o mais depressa possível, como em todos os casamentos!

Amanhã começa a rotina de trabalho e cursinho, novamente, e agora eu vou aproveitar a tarde para tirar uma soneca gostosa. Bjins pra vocês. Tenham uma semana ótima!

quinta-feira, 25 de junho de 2009

"Meu pé, meu querido pé que me aguenta o dia inteeeiro!"

OIê! Tudo bem?
Eu tô bem, mas tô super cansada. Ontem eu ensaiei a noite toda para cantar no casamento do Thiago, meu primo, e cheguei em casa com os pés em chamas. Eu sempre achei que o problema fosse o sapato, mas ao longo do tempo descobri que nenhum tipo de sapato fica confortável se você o calça às 7h da matinha e tira somente 23h30. Então, o segredo do sucesso é chegar em casa e fazer uma boa massagem, ou pedir para o maridex fazer (é muito mais gostoso!). Eu sou muito desligada e nunca soube muito bem como fazer uma massagem. As vezes o pé dói muito e eu tenho medo que o toque da massagem venha agravar a dor. Maaas, consultei o oráculo Google e aí vai uma receitinha para fazer chameguinho no pé by myself.

Aprenda aqui como fazer uma massagem nos pés

Aproveita as outras dicas deste site, por exemplo, como escolher sapatos adequados. Massagem é delícia, né? Bjins
Tirei a imagem daqui.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Dê cores às colchas, almofadas e estofados usando o Patchwork

Redação - Lugar Certo



23/06/09- Quem gosta de decoração sabe que para criar um ambiente diferenciado é fundamental observar as influências folclóricas, as regionalidades e a riqueza das cores. Toda essa diversidade serve de inspiração para deixar a casa com a personalidade do morador e, de quebra, cheia de riqueza cultural.

Recentemente, a Moroso - marca italiana de móveis especializada em estofados -, sob criação dos designers Edward Van Vliet e Philippe Bestenheider, lançou sua última coleção baseada em peças que utilizam o Patchwork.

O Patchwork é uma técnica usada por um grande número de criadores que desenham peças ousadas em cores e a partir de tecidos. Trata-se da tradicional manta de retalhos que nossas vovós e mães faziam nos seus ateliês domésticos, aproveitando as sobras de pano. A mistura de estampas e padrões, que nem sempre parecem combinar, acabam por formar lindas peças artesanais.

Existem registros do Patchwork desde a Idade Média, quando eram usados pelos cavaleiros embaixo das armaduras. Na tradução literal, a palavra significa "trabalho com retalho".

Nos tempos modernos, a técnica se transformou em uma espécie de manifestação folclórica contemporânea, que se enquadra na atual tendência de decoração e design de interiores.

Para a professora Zaida Regina, que ministra o curso de Patchwork em Brasília-DF, aplicar a técnica na decoração é uma vantagem, já que ela permite uma infinidade de possibilidades. "Podemos aplicar em colchas, almofadas, estofados, jogos americanos ou na criação de paineis decorativos. O aproveitamento dos retalhos pode ser programado. Você pode projetar a peça e comprar os tecidos da forma como você gostaria de fazer", explica.

De acordo com Zaida, os trabalhos mais valorizados são aqueles feitos à mão. "Além disso, o custo para elaboração de uma peça não é muito alto. Depende apenas do desenho que você vai criar", acrescenta.

Quem estiver interessado em aprender o Patchwork, pode procurar a professora Zaida Regina. Ela realiza encontros às sextas-feiras no ateliê Biabela (309 Norte), das 16h às 18h. O valor do curso varia de R$ 40 (aula avulsa) a R$ 140 (mensalidade). Informações: 3273-0272.
--
elizabethmaia@gmail.com

terça-feira, 23 de junho de 2009

Quem precisa pedir com tanto jeitinho, né?

CARNAVAL FORA DE ÉPOCA

ainda é cedo
deixe a máscara um pouco mais
não tenha medo
se precisar a gente faz
de conta que é segredo

deixa que lá fora
tudo se acabe
que o mundo
se cale
até que a vida
nos separe

abre devagar seus braços
receba sem alarde
todo o meu desgosto
veja agora como arde
esta ilusão no meu rosto

cobre de confete
todo o meu cansaço
o que você quiser eu faço
só não diga não
preciso de alguém
pra dividir minha solidão

hoje somos de verdade
nada é brincadeira
esquece da saudade
finge que este Carnaval
não tem quarta-feira

não tire o disfarce, meu bem
ainda não caiu o pano
e se eu te chamo, vem

Mauricio Duarte dos Santos, 27, é jornalista e escreve no Haja Saco às segundas-feiras

sábado, 20 de junho de 2009

Quem se interessa em ler emails enquanto escova os dentes???? Aff...

Torneira hi-tech permite ler e-mails

02051962700

A tecnologia pode estar em lugares jamais imaginados, inclusive nas torneiras dos banheiros. A iHouse, empresa brasileira de automação, lançou recentemente a SmartFaucet, uma torneira hi-tech que permite ler e-mails enquanto se faz a barba ou se escova os dentes.

As funções da SmartFaucet não param por ai. Por meio de um sensor, ela é capaz de reconhecer o rosto do usuário e regular a temperatura da água da maneira que ele preferir. O bocal da torneira muda de cor de acordo com a temperatura. Fica azul quando a água está fria, vermelho quando está quente e rosada se está morna. Além disso, o gadget fornece calendário, previsão do tempo e agenda. O painel é touchscreen.

Por enquanto, a SmartFaucet ainda é um conceito, porém o fabricante prevê seu lançamento para 2010.

Tirei daqui.

Lavar e passar? É comigo mesmo! Aprenda com meu lado Amélia

Nada como um bom vendedor: atencioso, paciente, bem informado, e que consegue perceber a necessidade do cliente! Graças a Deus, ainda existem alguns desses por aí! Comprar roupas para mim e para meu maridex seeeeempre foi um dilema. Explico: ele tem 1,97m de altura, tem ombros largos e é magro. Eu sou alta (pelo menos acima da média, tenho 1,71), e estou ligeiramente acima do peso... Eu calço 39/40, e ele calça 44! Geeente, fico imaginando os pés das criancinhas que nascerem de mim e dele.. oh céus... compraremos sapato por encomenda, ou teremos que nos mudar do Brasil para a Gigantolândia.

Enfim... voltando ao vendedor: entramos em uma loja especializada em roupas masculinas. Fomos atendidos pelo gerente, muito paciente, que nos deu um show de venda. Explico, de novo: ele pegou um terno e ficou montando vários jogos de camisa/terno/gravata e nos informou quando e como usar certos tipos de gravatas, combinações de estampas clássicas e modernas, que tipo de cor fica bem com a pele do maridex... Depois de tudo isso ele me deu uma aula sobre como lavar camisetas e camisas... como passar camisas, como passar calças sociais... enfim... fiquei impressionada com o atendimento... e me senti uma completa ignorante no quesito lavagem e "passagem" de roupas! Resultado da aulinha: rombo no orçamento! Não tinha como sair de lá sem levar nada.

Vou dividir algumas dicas que ele me deu, e outras que eu acumulei ao longo do tempo:
  1. Dica de produto / Lavando peças delicadas: o vendedor me informou que todos aqueles mil benefícios anunciados pelo Vanish Poder O2 são verdadeiros. Para lavar lingeries femininas e masculinas , camisas sociais (principalmente com manchas de desodorante nas axilas), e outras roupas delicadas, o segredo é borrifar um pouco do produto nas peças e afogá-las em um balde com água. Se houver manchas na roupa, aplicar o produto direto sobre a mancha. Deixa de molho por algumas horas (na verdade não me lembro quanto tempo rs...) e depois é só dar uma esfregadinha. Na hora de secar, nada de torcer as peças! Basta dar uma amassadinha e pronto! :) Não precisa usar sabão em pó. Mas o amaciante está liberado. LEMBRETE: Separe as roupas por cor, na hora do molho!
  2. Na dúvida, encha o saco: camisetas duram mais se forem lavadas dentro do saquinho de lavagem de roupas, que você encontra em bons supermercados, ou até mesmo no Mercado Livre. Este procedimento eu também utilizo para peças delicadas que podem ser lavadas na máquina, calças frouxinhas de algodão, blusinhas e etc;
  3. Secando: camisas, calças, camisetas e etc, ficam mais fáceis de passar e secar se forem estendidas diretamente no cabide. Sem falar que o visual da sua área de serviço fica bem mais organizado. AVISO: como eu disse no item 1, este tipo de peça não se torçe, se amassa para sair o excesso de água. Logo, prepare-se para o pinga-pinga! Eu recomendo a leitura desta matéria sobre o cabide ideal para cada peça. Cabides adequados evitam um closet desorganizado e roupas estragadas!
  4. Hora de passar: Camisas e calças masculinas são nosso flagelo! Álcool e água é mistura excelente para borrifar! A proporção correta: duas partes de água e uma de álcool. Camisas - Passe primeiro a gola, em seguida a pala (aquela parte do ombro, que é a junção da frente e da costa da camisa) depois as mangas, e enfim, passe o punho aberto (para abaular). Depois deste ritual, passe o corpo da camisa, aberto. Calças - passe sempre do lado avesso, e de preferência com aquelas sapatas anto-brilho para ferro, para sua calça social escura não ficar toda marcada. Cuidado na hora de passar os bolsos da calça, pois eles também deixam marcas na roupa. Quando terminar estes lados, coloque a calça no lado normal de vestir, marque os vincos e faça o que o vendedor chamou de "confirmação dos vincos": passe o ferro de dentro para fora, da costura para o vinco.
  5. Dica de site: Uma matéria excelente sobre funcionamento da casa você encontra neste site: http://casa.hsw.uol.com.br/coisas-da-casa-canal.htm
Bem, o aprendizado de hoje foi este. Maridex foi tocar em um evento hoje, todo arrumadinho. de terno, gravatinha e camisa nova, passada com todo capricho! Lindinho que só vendo! De vez em quando vou colocar aqui alguma curiosidade doméstica para facilitar a vida de solteiros e recém-casados.

Bom domingo para vocês!

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Eu quero descer.

As vezes a gente passa a vida inteira ensaiando e se preparando, sem se dar conta que a vida real está acontecendo agora, e sendo transmitida ao vivo. Não dá tempo de voltar atrás, se arrepender, fazer de novo. As vezes não dá tempo nem de perceber onde se errou... e quando se tenta consertar, a vida segue e te atropela, passa por você. E você fica pelo meio do caminho, sem poder parar...
 
Dá vontade de dizer: para o mundo que eu quero descer.
--
Elizabeth Maia

Definitivo?

Definitiva, para mim, é a morte. E há quem diga que nem ela é para sempre.
 
Não há prazer maior do que usufruir os benefícios de mudar de idéia, quando eles existem. Não há melhor recompensa do que consertar um erro, reavaliar uma postura. Não há dinheiro que pague uma amizade que nasceu do engano do preconceito. Eu tenho aprendido a arrumar o que esta torto. É difícil, não posso negar. Mas é compensador.
 
Que você tenha um excelente dia! :)
 
Elizabeth

Sobram vagas no curso de Música / UnB

Perfil erudito e prova de habilidades específicas espantam candidatos. Nova graduação em Música Popular começa em 2010
Marta Avancini - Da Secretaria de Comunicação da UnB

O bacharelado em Música é o curso com menor procura no 2º Vestibular de 2009 da Universidade de Brasília. Menos de um candidato concorrerá a cada vaga: 0,73. Ao todo, há 21 vagas disponíveis. Na licenciatura, que será oferecida no período noturno, a situação não é muito diferente. Apenas 28 candidatos disputam 21 vagas. A relação candidato/vaga é de 1,33.

A partir do próximo ano letivo, porém, os professores da área acreditam que essa realidade vai mudar por causa da oferta de um novo bacharelado: em Música Popular. De acordo com o chefe do Departamento de Música, Alciomar Oliveira dos Santos, o novo curso atende uma demanda antiga do meio musical de Brasília. "O nosso curso mantém um perfil muito parecido com o original, criado na década de 1960, e foca a formação erudita", explica. O objetivo é formar músicos eruditos e instrumentistas em 16 habilidades.

Para os especialistas, o perfil atual afasta muitos jovens interessados em música popular. (...) Atualmente, os candidatos que querem ser docentes podem optar pela licenciatura em Artes Plásticas com habilitação em Música, uma alternativa sem o foco na música erudita. "Essa clientela passará a ser atendida pelo bacharelado em Música Popular".

(...)

A renovação do curso de Música está sendo feita por conta do aumento de vagas e da contratação de novos professores. Segundo Alciomar, durante muito tempo, não se contratou novos docentes e os profissionais do quadro foram sobrecarregados. "Houve casos de professores assumirem quatro ou cinco disciplinas, o que prejudicou o curso", relata. A previsão é de contratar 13 novos docentes. Outros 27 já compõem o quadro do departamento.

HABILIDADES - Alciomar acredita que a divulgação em datas diferentes dos editais para o vestibular e a certificação de habilidades específicas, exigida em alguns cursos como o de música, prejudicou a procura pela graduação. Ele acredita que muita gente perdeu os prazos e deixou de se inscrever. Os alunos que não participam da certificação específica não podem concorrer às vagas do vestibular. Essa deficiência, diz ele, será sanada nos próximos concursos.

As provas específicas são difíceis e alunos, ex-alunos e o próprio chefe de departamento são unânimes quanto ao desestímulo que elas causam nos candidatos. "É difícil passar na prova. Só quem sabe muito consegue", opina Pedro Henrique Simões Boechat, que cursou o primeiro semestre de música na UnB, mas abandonou o curso. "Ele exige dedicação integral dos alunos e isso nem sempre é possível no meio musical". Boechat é pianista e é responsável por um estúdio na Asa Norte, onde atua na área de música popular.

Para ele, a ênfase excessiva na música erudita foi um dos fatores que o desestimulou a ir adiante. "Cheguei à conclusão de que não seria necessário ficar quatro, cinco anos dentro de uma universidade e sair com diploma de músico erudito para trabalhar na minha área". Por isso, ele diz ver com bons olhos a criação do bacharelado em Música Popular.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Doce guia

Composição: Junior Barreto

Caso acolha meu achego
Que antes diga derradeiro adeus
Sobre a encosta do meu peito vago
A delicada embriaguez do corpo teu

No meu corpo só
No teu corpo o meu
O meu corpo só
No teu

Arrepiou com um toque só
Derramou molhado o dom
Do meu olho então afasta
Em leve fuga, doce guia

Mas vai
E antes de ir embora leva
Leva bocado de mim
Leva bocado de mim

Caso acolha meu achego
Que antes diga derradeiro adeus
Sobre a encosta do meu peito vago
A delicada embriaguez do corpo teu

No meu corpo só
No teu corpo no meu
No meu corpo só
No teu corpo o meu
No meu corpo só
No teu corpo o meu
No meu corpo só

Testando

As vezes eu acho que o Google adivinha meus pensamentos. Olha que maravilha: este post vem diretamente da minha caixa de e-mails. Isso não é lindo? Será que vai dar certo?

Bjins

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Paula Lima e o seu Samba Chic




Eu ia escrever de próprio punho, sobre o novo DVD da Paula Lima, mas eu concordo com muito do que a Patrícia Palumbo fala neste texto abaixo. Conheci esse som no Grazie a Dio, em SP, e elegi essa música como trilha sonora da minha viagem. Quanto ao texto, adiciono pouca coisa: eu não gostava muito do som da Paula porque não curto o timbre dela, sem falar que acho meio brega quando ela dá aqueles gritinhos nada sensuais tipo "Cadê o gritinho das meninaaaaas?" ou quando começa a cantar uns scats muito "tchurapichura". Ela é linda, tem um visual super marcante, ela parece ser um cheiro no cangote de tão fofa... Mas esse DVD Samba Chic tá Chic demais: o suingue do grupo é contagiante, o repertório foi muito bem escolhido, os convidados são de primeira linha, os arranjos de voz (backing vocal) estão lindos e fogem do convencional, e o pretinho da guitarra é o fino do visual do palco. Todo poder ao povo preto! Leiam o texto da Palumbo. Comprem o DVD. Bjins

OBA, LÁ VEM ELA! O SAMBACHIC DE PAULA LIMA

- por Patricia Palumbo

Oba, lá vem ela! Vem com um samba envolvente, “benjoriano”, um monumento à beleza brasileira. A banda segura o groove e ela entra “chic”, puro style, arrebatando a platéia já de cara, comandando a massa. Paula Lima… mulher brasileira, bonita, exuberante. Ela tem a qualidade da estrela, pertence ao palco e o palco, sem dúvida, é o seu lugar.

SambaChic é seu primeiro registro em DVD, depois de 3 discos solo, depois de marcar presença no paulistano Funk Como Le Gusta e participar de vários projetos de hip hop, funk, soul e o que mais pintasse de boa música brasileira ou black brasileira. O SambaChic de Paula Lima é diferente, urbano e contemporâneo.

O show foi gravado na Casa das Caldeiras em São Paulo (SP), em agosto de 2008. No comecinho da festa já se pode ver a animação do público: palmas no ritmo e corpos no balanço.

De cima do palco e em cima do salto, Paula samba “no miudinho” o primeiro Arlindo Cruz da noite. O baile SambaChic alterna os gêneros, mas sempre com o groove comendo solto, arrepiando. Tem balada, algum acento funk, tem charme, tem balanço e tem samba. Tem samba “no sapatinho” de Guto Bocão da Vai Vai, chamando a platéia pra dançar: uma fera que divide palcos e estúdios com Paula Lima há pelo menos 7 anos. A intimidade tá na cara, tá no som, na alegria.

Quando entra “Sai Daqui Tristeza” (balada boa do primeiro disco), Paula aproveita para soltar a voz, exibe sua fabulosa extensão; o som sai aberto e contagiante.

Tá aí uma mulher talhada para o palco, para o sucesso. Paula tem essa vibração que contagia, um alto-astral incrível, elogia com superlativos e, o tempo todo, deixa explícita sua admiração pelos amigos, pela banda, pela música. E ainda tem os cabelos – um capítulo à parte – e a sua aparência, repito, exuberante…

Em todo momento ela transmite sem medo e sem pudor a felicidade de estar no palco, de se mostrar inteira nessa opção por cantar. E vem “Negras Perucas” com Toni Garrido – só o encontro já é um manifesto de beleza negra. Mas é aqui também que se pode notar, com destaque, num solo de guitarra de Walmir Borges, que Paula Lima incorpora um Waly Salomão e rompe todas as fronteiras musicais. Entra Hendrix no samba com guitarras distorcidas e entram scracths em “Gafieira S/A” injetando hip hop num funk cheio de pressão. Paula Lima é musicista, o que pouca gente sabe. A moça estudou piano clássico dos 7 aos 17 anos e agora toma conta do seu som. Sabe o quer e sabe como quer.

E nessa brasileiríssima mistura, essa cantante também formada em Direito pelo Mackenzie, além de Jimmy Hendrix, podemos perceber elementos tão diversos como o já citado Benjor, Quincy Jones, Jovelina Pérola Negra, Clementina de Jesus, Tom Jobim e Ella Fitzgerald, entre tantos outros.

O som finaliza único, coeso, forte, com pegada e personalidade própria, porque Paula Lima tem maturidade musical para gerenciar todas essas paixões e influências. Claro, com o apoio luxuoso e fundamental desse time de primeira reunido para o DVD. Uma banda de feras, som redondíssimo.


O baile continua e lá vem o excelente Sidney Miller com “É Isso Aí”, que foi sucesso de Doris Monteiro, rainha branca do samba-rock, e que agora é marca registrada da nossa diva. Ela brinca com as meninas da platéia, faz provocação com a letra, chama e dirige o coro.

Walmir Borges, grande parceiro, é quem dirige com Paula a parte musical deste espetáculo. Vai da guitarra ao cavaquinho, assim como o repertório que passeia de um gênero a outro sem perder o ritmo e, de novo, o balanço.

Outras presenças marcantes no repertório de SambaChic: a dupla hit maker Ana Carolina e Antonio Villeroy com “Eu Já Notei”; duas sambistas e uma fazedora de canções: Mart’nália, Ana Costa e Zélia Duncan, com a balada “Novos Alvos”; e Seu Jorge com várias músicas desde sempre na carreira de Paula. Ele tem uma presença forte e uma química evidente no palco com a parceira. Uma história antiga que faz bater mais forte o coração.

Paula agora surge também mais forte como compositora ao lado de Márcio Local e cria um balanço delicioso que nos “obriga” a mexer o corpo na inédita “Vou Deixar”. Além dessa, nos apresenta um hit do próprio Local, “Samba Sem Nenhum Problema”, já que como diz a cantora, “Samba aqui só traz solução”.

SambaChic continua e, como se não bastasse essa constelação, ainda aparece, linda e generosa, Dona Ivone Lara para repartir sentadinha, e até sambando um pouquinho, um dos momentos mais delicados desse DVD. Ali se percebe a pessoa amorosa que é a artista Paula Lima, o afeto é parte fundamental nesse mundo que ela nos apresenta.

E quando entra Carlinhos de Jesus o baile esquenta até no palco. O pas de deux é de arrebentar coroando quase duas horas de um prazeroso espetáculo protagonizado e conceituado por Paula Lima.

Beleza, elegância, simpatia, gentileza, uma voz singular e talento de sobra: essa é Paula Lima. A platéia atende e balança e sabe que a festa só termina quando ela for embora. Tá aí o baile que ela sempre quis fazer, registrado em DVD.
Como ela mesma diria: “- Amei!”.

Concurseira?

Oi Pessoal! Tudo certin?

Nem sempre se faz só o que se quer, não é verdade? Eu sou craque em fazer coisas não bacanas porém necessárias, como por exemplo, iniciar uma vida de concurseira... :p Quem me conhece sabe que eu não gosto desta falta de opção latente em Brasília, onde ou as pessoas estudam para serem servidoras públicas, ou abrem uma empresa... (o que é beeeeeem mais difícil, por conta do alto custo para ser empreendedor no nosso país hoje). Devo confessar que eu penso que tenho mais perfil para ser empresária, e estou começando a me movimentar em relação a isso, mas preciso caminhar em direção a outras oportunidades, e por isso ontem eu me inscrevi em um cursinho preparatório para concursos públicos.

Devo admitir que houve uma pressão social para que eu tomasse esta atitude, mas também admito que não tenho muitas opções, e lá fui eu: comprei caderno e canetinhas novas (para me motivar), peguei aquela graninha e fui lá me matricular, e já assistir a primeira aula (que na verdade era a segunda pois o curso havia começado no dia anterior). Fiquei surpresa ao ver o tamanho da apostila que o moço da secretaria do curso me deu, onde tinha conteúdo para oito disciplinas diferentes (Gramática, Lei 8112, Lei 8666, Texto, Informática, Redação Oficial, Direito Administrativo, e Direito Constitucional) e mais duas fininhas (de Raciocínio Lógico e de Atualidades). Parece que vou ter que engolir tudo aquilo para ganhar um salário decente aqui nesta cidade. Eu, morta de cansaço, ganhei apostilas pesadas (estava sem carro) e tive que subir quatro andares para chegar à sala de aula. Nessa hora a falta do spinning falou mais alto (eu tive que abandonar a academia paa ir em busca de um $$.$$$,$$) e eu cheguei ao último andar do prédio velho e feio com o coração a sair pela boca. Procurei um lugar na frente para não correr o risco de me distrair e viajar no meio da aula, acomodei minha bolsa e material na cadeira ao lado, sentei, e fui pega de assalto por uma dessas senhorinhas esquisitas que habitam todos os lugares. Mulherzinha estranha vira para mim e pergunta: "É certo ressuscitar pessoas mortas?". Eu parei, olhei para ela, respirei fundo, e retruquei: "Hã?". Depois de um certo esforço mental eu entendi que ela se referia a um texto de uma das apostilas que dizia, dentro de um contexto, que Jesus ressuscitou pessoas mortas, e que na verdade, ela queria saber se não é redundância afirmar que se ressuscitou uma pessoa morta. Parece que vou ter que engolir muita coisa para ganhar um salário decente aqui nesta cidade.

Eu sei que tem empresas ótimas para se trabalhar, como as empresas nacionais com sede em Brasília (Sistema Indústria, Sebrae, e algumas outras muito boas), mas como chegar até elas? Não sei. E se alguém souber, por favor, me diga onde estão os bons salários da iniciativa privada aqui em Bsb. Que merda.

POr enquanto, vou me virando por aqui, como posso e vou me candidatar a uma vaga deste concurso: Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do Distrito Federal - IBRAM - 01/2009

Região/Estados: Centro-Oeste | DF Escolaridade: Nível Superior, Nível Médio

Vagas: 100 Especiais: 20% das vagas

Salário: Máx.: R$ 4.352,36
Min.: R$ 2.936,35

Cargos: Analista de Atividades do Meio Ambiente e Técnico de Atividades do Meio Ambiente da Carreira Atividades do Meio Ambiente

Incrições: 01/06/2009 a 23/06/2009 Prova(s): 26/07/2009

Validade do concurso: 2 anos, contado a partir da data de publicação da homologação do resultado final do concurso público

Organizadora:CESPE/UnB

Olha só o céu, visto da janela do quarto andar do prédio do meu cursinho... parece que a noite tá me chamando...




Devo admitir que os colegas concurseiros tem um pouco de cara de gente baixo-astral. Tomara que eles não me contaminem. Beijos pra vocês!

Twinset


Pintura de Irene Sheri

Noite fria?
Não aqui.
Não na minha namoradeira
sempre de plantão
Não nesse cantinho onde a solidão
fiadeira
falhou.

Uno as pontas dos teus nós
ao novelo do meu recomeço
Jogue fora a linha velha
da desfiada vida vermelha
que não te esquentou.

Senta
Sopra de leve
palavras de amor no meu ouvido
sotaque atrevido...
E eu prometo que ligo o som
Porque perto de você
eu já nem sei cantar...
Ficamos sós
pra você também esquecer...

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Leitura para começar a semana

Dia desses eu li, em algum lugar, o seguinte comentário sobre o Arnaldo Jabor: "Que o Jabor vascila de vez em quando nos comentários políticos, é fato. Mas no que se refere a observação do ser humano o cara é bom, muito bom".

Eu li poucas coisas escritas por ele, entre elas "Eu sei que vou te amar", o livro, baseado no filme (e se quiser saber mais joga no Google), e considerando este pouco, devo concordar com a opinião acima. Eu já tinha escutado a música da Rita Lee que fala das diferenças entre amor e sexo, e até gosto dela, apesar de achar que a melodia é bem chatinha. Eu nunca havia lido a crônica que inspirou a música, mas hoje tive esta curiosidade, e como eu adoro crônicas, vou dividir com vocês. Espero que gostem:

Amor e Sexo

Sábado, fui andar na praia em busca de inspiração para meu artigo de jornal. Encontro duas amigas no calçadão do Leblon:
- Teu artigo sobre amor deu o maior auê... – me diz uma delas.
- Aquele das mulheres raspadinhas também... Aliás, que você tem contra as mulheres que barbeiam as partes? – questiona a outra.
- Nada... – respondo. – Acho lindo, mas não consigo deixar de ver ali nas partes dessas moças um bigodinho sexy... não consigo evitar... Penso no bigodinho do Hitler, do Sarney... Lembram um sarneyzinho vertical nas modelos nuas... Por isso, acho que vou escrever ainda sobre sexo...
Uma delas (solteira e lírica) me diz:
- Sexo e amor são a mesma coisa...
A outra (casada e prática) retruca:
- Não são a mesma coisa não...
Sim, não, sim, não, nasceu a doce polêmica ali à beira-mar. Continuei meu cooper e deixei as duas lindas discutindo e bebendo água-de-coco. E resolvi escrever sobre essa antiga dualidade: sexo e amor. Comecei perguntando a amigos e amigas. Ninguém sabe direito. As duas categorias trepam, tendendo ou para a hipocrisia ou para o cinismo; ninguém sabe onde a galinha e onde o ovo. Percebo que os mais “sutis” defendem o amor, como algo “superior”. Para os mais práticos, sexo é a única coisa concreta. Assim sendo, meto aqui minhas próprias colheres nesta sopa.

O amor tem jardim, cerca, projeto. O sexo invade tudo isso. Sexo é contra a lei. O amor depende de nosso desejo, é uma construção que criamos. Sexo não depende de nosso desejo; nosso desejo é que é tomado por ele. Ninguém se masturba por amor. Ninguém sofre de tesão. O sexo é um desejo de apaziguar o amor. O amor é uma espécie de gratidão posteriori pelos prazeres do sexo.
O amor vem depois, o sexo vem antes. No amor, perdemos a cabeça, deliberadamente. No sexo, a cabeça nos perde. O amor precisa do pensamento.

No sexo, o pensamento atrapalha; só as fantasias ajudam. O amor sonha com uma grande redenção. O sexo só pensa em proibições: não há fantasias permitidas. O amor é um desejo de atingir a plenitude. Sexo é o desejo de se satisfazer com a finitude. O amor vive da impossibilidade sempre deslizante para a frente. O sexo é um desejo de acabar com a impossibilidade. O amor pode atrapalhar o sexo. Já o contrrário não acontece. Existe amor sem sexo, claro, mas nunca gozam juntos. Amor é propriedade. sexo é posse. Amor é a casa; sexo é invasão de domicílio. Amor é o sonho por um romântico latifúndio; já o sexo é o MST. O amor é mais narcisista, mesmo quando fala em “doação”. Sexo é mais democrático, mesmo vivendo no egoísmo. Amor e sexo são como a palavra farmakon em grego: remédio e veneno. Amor pode ser veneno ou remédio. Sexo também – tudo dependendo das posições adotadas.

Amor é um texto. Sexo é um esporte. Amor não exige a presença do “outro”; o sexo, no mínimo, precisa de uma “mãozinha”. Certos amores nem precisam de parceiro; florescem até mas sozinhos, na solidão e na loucura. Sexo, não – é mais realista. Nesse sentido, amor é uma busca de ilusão. Sexo é uma bruta vontade de verdade. Amor muitas vezes e uma masturbação. Seco, não. O amor vem de dentro, o sexo vem de fora, o amor vem de nós e demora. O sexo vem dos outros e vai embora. Amor é bossa nova; sexo é carnaval.

Não somos vítimas do amor, só do sexo. “O sexo é uma selva de epiléticos” ou “O amor, se não for eterno, não era amor” (Nelson Rodrigues). O amor inventou a alma, a eternidade, a linguagem, a moral. O sexo inventou a moral também do lado de fora de sua jaula, onde ele ruge. O amor tem algo de ridículo, de patético, principalmente nas grandes paixões. O sexo é mais quieto, como um caubói – quando acaba a valentia, ele vem e come. Eles dizem: “Faça amor, não faça a guerra”. Sexo quer guerra. O ódio mata o amor, mas o ódio pode acender o sexo. Amor é egoísta; sexo é altruísta. O amor quer superar a morte. No sexo, a morte está ali, nas bocas... O amor fala muito. O sexo grita, geme, ruge, mas não se explica. O sexo sempre existiu – das cavernas do paraíso até as saunas relax for men. Por outro lado, o amor foi inventado pelos poetas provinciais do século XII e, depois, revitalizado pelo cinema americano da direita cristã. Amor é literatura. Sexo é cinema. Amor é prosa; sexo é poesia. Amor é mulher; sexo é homem – o casamento perfeito é do travesti consigo mesmo. O amor domado protege a produção. Sexo selvagem é uma ameaça ao bom funcionamento do mercado. Por isso, a única maneira de controla-lo é programa-lo, como faz a indústria das sacanagens. O mercado programa nossas fantasias.

Não há saunas relax para o amor. No entanto, em todo bordel, FINGE-SE UM “AMORZINHO” PARA INICIAR. O amor está virando um “hors-d’oeuvre” para o sexo. O amor busca uma certa “grandeza”. O sexo sonha com as partes baixas. O PERIGO DO SEXO É QUE VOCÊ PODE SE APAIXONAR. O PERIGO DO AMOR É VIRAR AMIZADE. Com camisinha, há sexo seguro, MAS NÃO HÁ CAMISINHA PARA O AMOR. O amor sonha com a pureza. Sexo precisa do pecado. Amor é o sonho dos solteiros. Sexo, o sonho dos casados. Sexo precisa da novidade, da surpresa. “O grande amor só se sente no ciúme” (Proust). O grande sexo sente-se como uma tomada de poder. Amor é de direita. Sexo, de esquerda (ou não, dependendo do momento político. Atualmente, sexo é de direita. Nos anos 60, era o contrário. Sexo era revolucionário e o amor era careta). E por aí vamos. Sexo e amor tentam mesmo é nos afastar da morte. Ou não; sei lá... e-mails de quem souber para o autor.

Arnaldo Jabor

E para quem nunca leu, recomendo "Eu sei que vou te amar", do Jabor. Baratinho, e dá pra ler em uma única sentada!

Outros livros que comprei e só estou esperando chegar para começar a comê-los são:
  1. "História concisa da literatura brasileira" de Alfredo Bosi;
  2. "Rumor Nenhum", do colega blogueiro Maurício Duarte; e
  3. "Mensagem" de Fernando Pessoa.
Divirtam-se com livrinhos.

Tenham todos uma boa semana. Beijos!

domingo, 7 de junho de 2009

Maria Bethânia e Ivete Sangalo

Na minha mais honesta opinião, Maria Bethânia foi e é a maior cantora do Brasil, a voz mais comovente, a suavidade mais impregnante. É impossível pra mim ouvir sua voz e não entrar em estado de êxtase. Desde muito nova, quando eu dormia com um rádio-relógio debaixo do travesseiro escutando música brasileira (iso sim é que é escola!), eu conheço e reconheço Bethânia como uma das vozes mais bonitas, sonoras, singelas e maravilhosas que meus ouvidos apurados já escutaram. Ela me deixa serenamente perplexa.

Estou dizendo isso porque acabei de ouví-la ao lado da Ivete Sangalo, no Multishow, cantando música "Muito obrigado Axé", de Carlinhos Brown, faixa do DVD "Pode Entrar", novo trabalho da Ivete, gravado em estúdio montado em seu apartamento. A música em si não tem nada de novo, mas é a doce voz da dona Maria que traz um toque todo especial à faixa.

Amei o pouco que vi. Parece que a proposta é fazer um registro sonoro mais descontraído, menos "trio-eletrificado", e para tal tarefa ele conta com alguns convidados como Marcelo Camelo, Bethânia, Brown, Lulu Santos e outros. Quero ver o trabalho completo. Eu gosto muito da voz da Ivete. Eu gostava mais dela há algum tempo atrás, quando ela era menos marrenta e mais humilde. Mas ela está cada dia mais linda, e mais rica. Que bom pra ela. Vai ser mamãe em breve.

Tem algumas faixas no Youtube, mas o dvd você vai poder comprar aqui.

Tô indo, mas deixo uma música cantada pela Ivete, que fala muito do que eu estou sentindo hoje: Faz Tempo.

Beijos.

As multidões

Nem todos podem tomar um banho na multidão: ter o prazer da turba é uma arte. Só assim se pode oferecer, à custa do gênero humano, um b...