sexta-feira, 13 de março de 2009

Semana animada


Há dias eu estava precisando de uma noite pra dançar. Pois ontem era o dia... a querida Thais Uessugui ia cantar no Calaf, abrindo para o show da Salve Jorge, e eu não podia perder essa chance de vê-la, depois de tantos anos desde a última vez que assisti a extinta banda Flash Black. No repertório músicas do seu disco Japonêga, misturadas a clássicos do cancioneiro nacional, como "Sangue Latino" (João Ricardo / Paulinho Mendonça) e "Olhos Coloridos" (Macau), música sempre presente nas festinhas blacks.

Hoje eu vou com maridão para um show de música e poesia em homenagem ao Cacaso. Eu não conhecia o trabalho dele, mas ontem ouvi na Rádio Nacional e viúva dele falando um pouco sobre a vida e a obra dele e me identifiquei de cara. Achei isso aqui sobre ele no google:


Cacaso (Antônio Carlos Ferreira de Brito) nasceu em Uberaba (MG), no dia 13 de março de 1944. Com grande talento para o desenho, já aos 12 anos ganhou página inteira de jornal por causa de suas caricaturas de políticos. Antes dos 20 anos veio a poesia, através de letras de sambas que colocava em músicas de amigos como Elton Medeiros e Maurício Tapajós. Seu primeiro livro, "A palavra cerzida", foi lançado em 1967. Seguiram-se "Grupo escolar" (1974), "Beijo na boca" (1975), "Segunda classe" (1975), "Na corda bamba" (1978) e "Mar de mineiro (1982). Seus livros não só o revelaram uma das mais combativas e criativas vozes daqueles anos de ditadura e desbunde, como ajudaram a dar visibilidade e respeitabilidade ao fenômeno da "poesia marginal", em que militavam, direta ou indiretamente, amigos como Francisco Alvim, Helena Buarque de Hollanda, Ana Cristina Cezar, Charles, Chacal, Geraldinho Carneiro, Zuca Sardhan e outros. No campo da música, os amigos/parceiros se multiplicavam na mesma proporção: Edu Lobo, Tom Jobim, Sueli Costa, Cláudio Nucci, Novelli, Nelson Angelo, Joyce, Toninho Horta, Francis Hime, Sivuca, João Donato e muitos mais. Em 1985 veio a antologia publicada pela Editora Brasiliense, "Beijo na boca e outros poemas". Em 1987, no dia 27 de dezembro, o Cacaso é que foi embora. Um jornal escreveu: "Poesia rápida como a vida".


O poema acima foi extraído do livro "Lero-lero", Viveiros de Castro Editora (7Letras) - Rio de Janeiro e Cosac & Naif - São Paulo, 2002, pág. 204.



"indefinição

pois assim é a poesia:
esta chama tão distante mas tão perto de
estar fria."

Estou ansiosa para ver o show. Quando eu voltar, conto tudo!

Tirei as informações daqui e daqui. A imagem que ilustra o post é uma fotografia da Ana Paula Assis, que eu tirei daqui.

2 comentários:

Tael Michael disse...

Hum, inveja boa...

Edna Vilas Boas disse...

Olá Senhorita!

fico aí imaginando....hum q delicia de noite....
Dá proxima vez convida. hehehehe

bjs

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