segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Movimento inverso

Tenho a alma nua
impregnada no corpo de um vândalo
Passo na tua rua correndo,
Derrubando teu cotidiano
rodeado de margaridas coloridas
da tua segura cerca branca
Vacilando tuas alegrias
delicadas, doloridas,
cuidadas em tua tranca.

Queria que olhasses pra cá
e me visses assim tão aberto
No desacerto desse mundo entreaberto
Subverto o verso
E te ofereço em mil pedaços
abraços convictos
Na vida descoberta,
que inverto, refaço
e te ofereço.

Jogue fora teus dicionários
teus relicários
e tuas certezas guardadas.
Venha correr o mundo comigo.




Elizabeth Maia, 11h06

Um comentário:

Edna Vilas Boas disse...

Eita senhoria!

Tá demas hei?


"Venha correr o mundo comigo"

RS

"Que me pegue a mão que me diga a direção qd cabe a mim a decisão."

bjs

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