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Mostrando postagens de Fevereiro, 2009

Escrever ou não? Como posso te dizer?

Parei pra pensar em você, agora, assim, sem querer, bem no meio da tarde. Certos pensamentos não deveriam se materializar... mas para contrariar essa regra existem os blogs. A gente chega aqui e dá a cara ao tapa.... Se eu não fosse uma blogueira controlada, escreveria aqui bobagens demais para uma tarde chuvosa.

Queria ser Dandara

Ela tem nome de mulher guerreira
E se veste de um jeito que só ela
Ela vive entre o aqui e o alheio
As meninas não gostam muito dela
Ela tem um tribal no tornozelo
E na nuca adormece uma serpente
O que faz ela ser quase um segredo
É ser ela assim tão transparente

Ela é livre e ser livre a faz brilhar
Ela é filha da terra, céu e mar
Dandara

Ela faz mechas claras nos cabelos
E caminha na areia pelo raso
Eu procuro saber os seus roteiros
Pra fingir que a encontro por acaso
Ela fala num celular vermelho
Com amigos e com seu namorado
Ela tem perto dela o mundo inteiro
E à volta outro mundo admirado

Ela é livre e ser livre a faz brilhar
Ela é filha da terra, céu e mar
Dandara

Ivan Lins (eu amo esse cara!)

Movimento inverso

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Tenho a alma nua
impregnada no corpo de um vândalo
Passo na tua rua correndo,
Derrubando teu cotidiano
rodeado de margaridas coloridas
da tua segura cerca branca
Vacilando tuas alegrias
delicadas, doloridas,
cuidadas em tua tranca.

Queria que olhasses pra cá
e me visses assim tão aberto
No desacerto desse mundo entreaberto
Subverto o verso
E te ofereço em mil pedaços
abraços convictos
Na vida descoberta,
que inverto, refaço
e te ofereço.

Jogue fora teus dicionários
teus relicários
e tuas certezas guardadas.
Venha correr o mundo comigo.




Elizabeth Maia, 11h06

Minha Poesia*

A poesia não pede
pra ser
desse ou daquele jeito

O verso é a canoa
que invade o mar
desobedecendo o tempo

Quem não tem máquina
escreve com o coração

Esqueço os dedos no temporal
que me leva a mão


*Apesar do título, esta poesia não é minha, e sim do poeta Ivan Silveira Braga, baiano de Santana dos Brejos, escrita dia 12/10/1989.

Liberdade? Conceito Vago.

Bsb, 15h - Hoje o dia está lindo. O céu está um espetáculo de limpo e azul...

Estou no meu trabalho, gozando da minha pseudo-liberdade de escolher entre o trabalho duro e delicioso ócio do meu lar.

Penso naqueles que nem isso lhes foi dado.

Eles estão tão perto de mim, e ao mesmo tempo tão longe.

Será verdade que vivemos em uma bolha?

Qual realidade é mais real?


Eu sei que a pergunta é esdrúxula.

Discurso que proferi na minha colação de grau do curso de Arquivologia, da UnB, dia 03 de fevereiro de 2009, em Brasília.

Em nome do nosso Patrono, Professor Doutor Rogério Henrique de Araújo Júnior e da nossa Paraninfa Líllian Maria Araújo de Rezende Álvares cumprimento todos os componentes da mesa e todos os presentes nesta cerimônia.
É hora de colocar um ponto final nesta parte da nossa longa jornada. Quando escolhemos este caminho, não fazíamos idéia da dimensão da carreira estávamos a ponto de abraçar. Hoje estamos aqui para marcar o momento final da nossa graduação. Temos consciência que este final marca o ponto de partida de uma nova fase que exige mais de nós, enquanto pessoas e enquanto profissionais; mas também uma fase que nos traz novos caminhos e oportunidades. É hora de começar a escrever novas histórias. Mas, agora queremos relembrar dos muitos momentos que passamos juntos, e que ficarão gravados na nossa memória.
Tivemos, durante a graduação, períodos de grandes lutas: alguns trabalhos nos consumiram madrugadas, passamos por provas que nos aterrorizaram, cursamos disciplinas com as quais …

Formatura e outras histórias

Faz tempo que eu não faço um post tipo "olhando para o meu umbigo"... então vamos aos últimos acontecimentos: nas últimas semana minha família esteve por aqui. A casa estava cheia. Papai, mamae, maninho, maninha... e tudo que eu tenho direito: comidinha caseira, muito barulho, carro cheio... essas coisas de família. Vieram para meus eventos de formatura.

O culto ecumênico, apesar das minhas péssimas expectativas, foi muito bonito, e eu fiquei pensando sobre a nossa responsabilidade pessoal de representar um pouco mais da personalidade de Deus, quando nós e nossos amigos passam por dificuldades e problemas... sobre a tarefa de não apenas trazer mas SER uma mensagem de paz, de amor e de esperança. Me perdoem se eu falhei nisso. Mas peço que Deus os abençoe, meus queridos colegas.

O baile superou as expectativas de todo mundo... principalmente as minhas. Estava tudo tão lindo! A banda Joy, como sempre, animou tudo e pôs todo mundo pra dançar. O Alysson, como sempre, cantando muit…

Eu apenas queria que você soubesse

Eu apenas queria que você soubesse
Que aquela alegria ainda está comigo
E que a minha ternura não ficou na estrada
Não ficou no tempo presa na poeira
Eu apenas queria que você soubesse
Que esta menina hoje é uma mulher
E que esta mulher é uma menina
Que colheu seu fruto flor do seu carinho
Eu apenas queria dizer a todo mundo que me gosta
Que hoje eu me gosto muito mais
Porque me entendo muito mais também
E que a atitude de recomeçar é todo dia toda hora
É se respeitar na sua força e fé
E se olhar bem fundo até o dedão do pé
Eu apenas queira que você soubesse
Que essa criança brinca nesta roda
E não teme o corte de novas feridas
Pois tem a saúde que aprendeu com a vida...

Gonzaguinha

Eu, assim... como quem escreve uma notícia

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Me empresta papel e lápis
E eu te dedico uma canção
Um desejo de apagar a dor
um abraço
um afago
um aperto
Um laço
atando os braços
do meu coração
aos teus braços
às tuas mãos

Traços de escrita nova
no cheiro da minha nanquim
Pra eu te segurar
Pra você ser livre
E ter os teus textos
pra mim
e o som das tuas baladas noturnas
Pretexto
e prosa
e o balanço das tuas crônicas
assim, rotineiras
e o sabor dos teus dias
da tua poesia
e da tua correria

No gole da tua cerveja
no teu bloquinho de anotações
de onde passam assustados
afastados
os versos que usas
para ligar corações
ao teu

E o meu coração quase ateu
plebeu
sem te conhecer
já sabe que é teu
e de mais ninguém.






Elizabeth Maia