quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Manaus, 23 de dezembro de 2008.

Oi blog. Olá pessoas.

Como visto, estou em Manaus. Cheguei ontem, uma hora da tarde no relógio local. Estranhei um pouco o fuso horário, que, no horário brasileiro de verão, significam duas horas de diferença de Brasília. Em Brasília, nesta época, quando o sol se põe, já são cerca de 20 horas; e em Manaus o sol se põe após às 18h.

Ontem e hoje eu não senti tanto calor quanto senti no Rio de Janeiro, na mesma época, no ano passado. Aqui faz cerca de 27°c, o que podemos chamar de clima ameno, bastante agradável para os padrões locais, apesar de estar sempre úmido e abafado.

Tenho que confessar: não gosto de viajar de avião. Tenho medo. Mas não há outro jeito inteligente de chegar aqui. A outra opção é impossível: de Brasília até Belém num ônibus sacolejante, por longos três ou quatro dias insuportáveis; de Belém até aqui temos que vir de navio ou barco, numa viagem de sete dias de enjôos... não sei nadar, não gosto de barco... e, fala sério... trocar três horas de vôo por este sofrimento que pode levar duas semanas, é muita burrice! Prefiro agüentar as tais “zonas de turbulência” no ar. Detesto. O que também me dá pânico é a chegada do avião em Manaus: ele vai baixando e eu começo a ver aquele tapetão verde da mata, lindamente cortada pelos rios da região. Vemos o início do Rio Amazonas, o Encontro das Águas (espetáculo perfeito da natureza amazônica), o Rio Negro banhando as águas da Praia da Ponta Negra, a Marina do Davi, e finalmente ele atinge a cabeceira da pista do aeroporto. Quando ele passa pelo Encontro das Águas e sobrevoa o Rio Negro, é nessa hora que entro em pânico pois o movimento de descida do avião faz com que as janelas do lado direito vejam a colossal dimensão das Águas do Negro, e você percebe que um erro é fatal. Nessas horas penso na efemeridade da vida humana, e na delicadeza da segurança que o homem criou para se cercar contra os acidentes, o erro, o dano. Pena que não sei voar.

Que lindo é o meu lugar de origem, a minha natureza amazônica! Que lindos são os meus traços indígenas, muito mais agarrados à alma do que ao corpo!

3 comentários:

Leo disse...

Que beleza é sua terra, de natureza tão exuberante! Só conheço pela televisão, mas nem se compara a estar aí pessoalmente, ou melhor, a nascer e crescer nela. Também tenho medo de avião, por isso ainda uso o "método menos inteligente" sempre que posso, rsrs. Seja bem vinda ao SEU blog!

Elizabeth Maia disse...

Leozinho... essa terra é boa demais! :) Sempre esperarei sua visita por aqui. bjins

jacker disse...

I think I come to the right place, because for a long time do not see such a good thing the!
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