terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Vontade de Prainha

"Vontade de ir para aí, prainha
Vontade de ficar na minha
Onde o sol à tardinha se esconde
Onde a noite escura nem é
Onde o mar vem lavar o meu pé
Onde só não me sinto sozinha"

Prainha

sábado, 27 de dezembro de 2008

Manaus... 27 de dezembro.

É o fim... é o fim do ano chegando.

Ainda não fiz o meu "balanço geral" de 2008... ainda não projetei meu ano de 2009... Preciso me apressar... mas ainda tenho tempo.

Dia 25 fui ao "Ton Biz", um bar manauara... minha irmã fez um show, eu dei uma canja... foi bem legal. Conheci os meninos da banda dela, reencontrei minha amiga Zuli, dancei... mas a platéia tava muito desanimada. Nunca vi coisa igual. Quando a Elisa estiver em BsB vou levá-la ao Arena, e ao Calaf... pra ela ver o que é bagunça... hehehe Ontem não saí de casa, nem hoje... só dormi... o dia todo. Estava mesmo precisando descansar.

Um beijo!



Manaus, 25 de dezembro de 2008.

Feliz Natal.

Feliz Natal?

Pro seu natal ser feliz você precisa afetar a frágil felicidade do natal alheio? Qual é o limite entre a sua felicidade e a felicidade do próximo? Onde fica a fronteira entre o seu direito e o direito do outro? Até onde podemos ir? Até a linha do bom senso? Até onde quisermos?

Um homem pode beber fartamente com seus amigos e depois sair por aí dirigindo pela cidade para comemorar, para buscar alguns outros, para fazer o que quiser? Você machucou o coração de alguém quando o trocou (preteriu em relação à outra pessoa) por outra pessoa, em busca da sua própria liberdade e felicidade... mas tem o direito de impingir a presença deste novato, na roda de convívio, de amizades, e de amor, que sempre foi do primeiro?

Onde fica o equilíbrio sadio entre a nossa vida, os nossos sentimentos, e a vida do outro as emoções do outro? Temos o direito de, em nome da auto-realização, esmagar as pessoas ao nosso redor?

Natal... é tempo de perdão, de amor, de reconciliação... Mas, me dá um tempo pra eu terminar de ruminar, pra eu remover a pedra que caiu em mim quando você me baleou.

11h11.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Manaus, 24 de dezembro de 2008.


Programa de manauara: sentar num parque gostoso, pedir uma cuia grande de tacacá e comer esta delícia transpirando de satisfação. rs... bater um papo gostoso com os amigos e irmãos e depois pedir aquela cuia caprichada de açaí geladinho. Meu dia terminou assim ontem. Só a Elisa mesmo pra me puxar pra fazer compras ontem. O centro da cidade estava lotado, angustiante. Mas o que me deixou triste ontem foi saber da morte de dois amigos especiais: o Jú e o Álvaro.

O Jú (de Júnior) foi meu primeiro namorado, o primeiro garoto (e um dos poucos) pelo qual eu faria muitas bobagens. Gostava taaaaaaanto dele! Namoramos quando eu tinha 15 anos. Ele era meu colega da classe de flauta. Voltamos a ter contato pouco antes do meu casamento. Ele tinha uma filha que não deve ter cinco aninhos, estava recém separado da esposa, e ele gostava muito dela. Eu também gostava muito dele. Apesar dos 13 anos entre nosso namoro e hoje, ele continuava um menino doce e gentil. Sempre nos falávamos pelo msn.

O Álvaro era, de longe, o cara mais interessante da minha época de ensino médio. Garoto mais velho, parecia sulista, pele branca, olhos verdes, espírito aventureiro, gostava de acampar e de contar histórias. Essas duas vidas foram brutalmente arrancadas por acidentes de trânsito. O que me conforta é saber que eu tenho amigos especiais, que deixam saudade quando não estão por perto... :)

Aliás, o trânsito de Manaus é uma coisa caótica. As pessoas agem como se fosse o fim do mundo e o carro pudesse evitar todo aquele transtorno... agem como animais loucos fugindo do fim. Eu é que não vou pegar carro aqui. E quem acha que o trânsito de Brasília é ruim, erga as mãos e agradeça a Deus por dirigir numa cidade que ao menos tem as faixas pintadas na pista. Volto em breve. As atividades deste blog voltaram como tudo. Eu estava morrendo de saudade de escrever. Espero ter a companhia de vocês.

Um beijo!

Manaus, 23 de dezembro de 2008.

Oi blog. Olá pessoas.

Como visto, estou em Manaus. Cheguei ontem, uma hora da tarde no relógio local. Estranhei um pouco o fuso horário, que, no horário brasileiro de verão, significam duas horas de diferença de Brasília. Em Brasília, nesta época, quando o sol se põe, já são cerca de 20 horas; e em Manaus o sol se põe após às 18h.

Ontem e hoje eu não senti tanto calor quanto senti no Rio de Janeiro, na mesma época, no ano passado. Aqui faz cerca de 27°c, o que podemos chamar de clima ameno, bastante agradável para os padrões locais, apesar de estar sempre úmido e abafado.

Tenho que confessar: não gosto de viajar de avião. Tenho medo. Mas não há outro jeito inteligente de chegar aqui. A outra opção é impossível: de Brasília até Belém num ônibus sacolejante, por longos três ou quatro dias insuportáveis; de Belém até aqui temos que vir de navio ou barco, numa viagem de sete dias de enjôos... não sei nadar, não gosto de barco... e, fala sério... trocar três horas de vôo por este sofrimento que pode levar duas semanas, é muita burrice! Prefiro agüentar as tais “zonas de turbulência” no ar. Detesto. O que também me dá pânico é a chegada do avião em Manaus: ele vai baixando e eu começo a ver aquele tapetão verde da mata, lindamente cortada pelos rios da região. Vemos o início do Rio Amazonas, o Encontro das Águas (espetáculo perfeito da natureza amazônica), o Rio Negro banhando as águas da Praia da Ponta Negra, a Marina do Davi, e finalmente ele atinge a cabeceira da pista do aeroporto. Quando ele passa pelo Encontro das Águas e sobrevoa o Rio Negro, é nessa hora que entro em pânico pois o movimento de descida do avião faz com que as janelas do lado direito vejam a colossal dimensão das Águas do Negro, e você percebe que um erro é fatal. Nessas horas penso na efemeridade da vida humana, e na delicadeza da segurança que o homem criou para se cercar contra os acidentes, o erro, o dano. Pena que não sei voar.

Que lindo é o meu lugar de origem, a minha natureza amazônica! Que lindos são os meus traços indígenas, muito mais agarrados à alma do que ao corpo!

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Homenagem ao meu pai, que é o homem mais incrível que eu já conheci. Te amo, papito!

Começaria Tudo Outra Vez

Gonzaguinha


Começaria tudo outra vez
Se preciso fosse, meu amor
A chama em meu peito
Ainda queima, saiba!
Nada foi em vão...

A cuba-libre dá coragem
Em minhas mãos
A dama de lilás
Me machucando o coração
Na sêde de sentir
Seu corpo inteiro
Coladinho ao meu...

E então eu cantaria
A noite inteira
Como já cantei, cantarei
As coisas todas que já tive
Tenho e sei, um dia terei...

A fé no que virá
E a alegria de poder
Olhar prá trás
E ver que voltaria com você
De novo, viver
Nesse imenso salão...

Ao som desse bolero
Vida, vamo nós
E não estamos sós
Veja meu bem
A orquestra nos espera
Por favor!
Mais uma vez, recomeçar...


As multidões

Nem todos podem tomar um banho na multidão: ter o prazer da turba é uma arte. Só assim se pode oferecer, à custa do gênero humano, um b...