quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Febre

Este post não é uma volta do meu relacionamento com este blog. É apenas uma recaída.
Fiz este poeminha ontem, me deu vontade de guardá-lo aqui, seguindo a opinião de um amiguinho querido...

"Febre
Que nasce
E se dissipa
Efusiva

Brasa tímida que cresce
Na chegada das tuas palavras
Na força das tuas mãos
Com o fogo do teu peito
Na candeia do teu corpo em minhas entranhas.

Lava vulcânica
derretida pela ordem
do teu toque"

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Fechado temporariamente

Eu tento ser boa, competente, respeitável, amigável, tento achar um meio termo para agradar todo mundo, tento fazer as coisas da forma correta e justa, tento tapar o buraco que os outros deixam, tento ser acima da média, tento conviver com harmonia com todo tipo de pessoa.

A acabo de descobrir que em tudo sou de plástico.

Tá bom que nem Jesus agradou todo mundo.

Mas estou virando um vegetal. E isso é uma merda.

Não quero mais vir aqui tão cedo. Não quero me expor,

Por isso este blog está fechado para balanço. Um dia eu volto.

Até mais!

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Para Rebeca

Quando ela menos esperava, já estava cheia de expectativas, e suas mãos esfriaram, e sua boca secou. Ia vê-lo pela primeira vez, após dois anos de distanciamento. Agora não o veria mais como colega, mas como o cara que suspirava palavras de carinho e saudade, todos os dias em seu telefone, em seu e-mail, nos seus sonhos, na hora do almoço.

Quando ela o viu, o reconheceu de cara, e seu sonho ganhou um rosto familiar.

Quando ele a viu, só enxergou uma barreira que os separava, e ele, pequeno demais para alcançar tão incrível mulher.

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Oi gente!

Não costumo acreditar em coincidências. Acredito que a vida das pessoas recebe uma "costura" ainda antes delas existirem.

Ontem, conversando com amigos e colegas, em momentos separados, (uma no trabalho, um no gtalk, e outro grupo na facul), as conversas fluiram "incidentalmente" para o assunto: expectativas do ser humano em relação a outro, quando o assunto é paixão, desejo, afeto, amor romantico.

Dentre muitas coisas que ouvi, achei uma opinião curiosíssima: que quando a pessoa idealiza demais o corpo e o desempenho de um companheiro sexual acaba se decepcionando com o "mundo real" e por isso parte em busca de uma experiencia homossexual. rs... achei essa explicação bastante curiosa... rs... bem papo de boteco, né?

Bjins.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Livros para ouvir

Não me lembro quando foi a última vez que entrei numa livraria "física", mas deve ter sido pouco antes do meu aniversário, no ano passado, quando entrei na Siciliano com minha amiga Clarinha para namorar a biografia do Tim Maia. Hoje eu tomei um baita susto ao entrar na mesma loja e me deparar com uma prateleira com uns pacotes com cd's, faixas em mp3, com os livros, nas vozes de personalidades brasileiras. A biografia do Tim na voz do Nelson Motta! Que máximo! Sou aberta a tudo que venha tornar nossa vida mais prática.

Dia desses eu achei super estranho entrar no carro da minha amiga Shirley e me deparar com o um cd de uma palestra, ou sei lá o quê, do Jacques LeGoff, em francês, que ela estava escutando no carro.

Já pensou se a moda pega? Vamos poder escutar o Schellenberg na voz da Dona Nilza Teixeira? rs.... Só quem é arquivista pra entender o drama! rs...

Bem, é isso. Acho que teremos muita coisa boa para ouvir nos próximos anos. :)

Minha segunda-feira não começou muito boa: acordei atrasada, peguei um congestionamento terrível, sentei ao lado de um cara que fedia tanto que me meu mal estar, o ônibus quebrou, meu contra-cheque não chega, o salário sumiu da minha conta... ai ai ai... tomara que tanta coisa chata seja um sinal de coisas maravilhosas vindo por aí. Afinal, é sempre assim: quando se está na merda se afunda mais um pouquinho, e quando se chega no fundo os milagres acontecem. rs... E eu tô precisando muito de um milagre!

Boa segunda-feira pra vc.

domingo, 9 de novembro de 2008

Adoro domingo

Oiê! Belo domingo, não é?

Adoro domingos com chuva. Bom para ouvir blues, bom para tomar um café com os amigos, pra namorar, pra treinar a direção... Tudo isso eu fiz hoje, e chego a essa altura do dia me sentindo feliz e descansada.

Eu ainda estou dirigindo mal, não tenho muito controle de embreagem, fico nervosa em vias de maior velocidade (eu moro a 500 metros de uma BR, a 040), mas hoje pude contar com o auxílio luxuoso do meu amigo Paulo Alexandre que, pacientemente, saiu comigo para treinar a direção. Me senti bem melhor e bem mais calma, porque ele tem a mesma voz mansa, e a mesma tolerância que meu antigo instrutor da auto-escola. Depois ele e Hermana Alexia vieram tomar um café comigo.

Na última semana foi aniversário da minha amiga Shirley, e eu tive uma agradável quinta-feira na companhia de pessoas divertidas: os alunos da disciplina Arquivo Corrente 2, da qual sou monitora, e Shirley é professora. Principalmente nessas épocas em que estou muito atarefada, e me sinto muito pressionada por ter que ultrapassar meus limites de desempenho, é que vejo o quão importante é ter amigos, e conhecer pessoas novas, se divertir, enfim, ser feliz.

Não vou mais fazer o curso em SP no fim de novembro. Não consegui companhia, tô dura, e tenho um trabalho final de disciplina para apresentar dia 29/11. Mas também não me importo mais.

Bem, é isso aí. Bom restinho de domingo pra vc. Tenha uma excelente semana!

Bjins

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Amigos

As vezes eu queria poder odiar meus amigos da mesma forma que os amo, e xingá-los da mesma forma que os elogio. E bater neles como dou carinho, e ignorá-los assim como dou atenção.

Mas aí fico com medo de não fazer nem uma coisa, nem outra, da maneira adequada. Eu e essa minha mania de ser corretinha e adequada.

Tô um saco!

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

EX-FACTOR

It could all be so simple
But you'd rather make it hard
Loving you is like a battle
And we both end up with scars

Tell me, who I have to be
To get some reciprocity
No one loves you more than me
And no one ever will

Is this just a silly game
That forces you to act this way?
Forces you to scream my name
Then pretend that you can't stay

Tell me, who I have to be
To get some reciprocity
No one loves you more than me
And no one ever will

No matter
how I think we grow
You always seem
to let me know
It ain't workin',
It ain't workin'
And when I try
to walk away
You'd hurt yourself
to make me stay
This is crazy,
this is crazy

I keep letting you back in
How can I explain myself?
As painful as this thing has been
I just can't be
with no one else
See I know what
we've got to do
You let go,
and I'll let go too
'Cause no one's hurt me more than you
And no one ever will

No matter
how I think we grow
You always seem
to let me know
It ain't workin',
It ain't workin'
And when I try
to walk away
You'd hurt yourself
to make me stay
This is crazy,
this is crazy

Care for me, care for me!
I know you care for me!
There for me, there for me!
Said you'd be there for me!
Cry for me, cry for me!
You said you'd die for me!
Give to me, give to me!
Why won't you live for me?!

terça-feira, 4 de novembro de 2008

EU QUERIA ESCREVER ASSIM:

POEMA DESTROÇADO

este poema, assim
como tantos outros
que tomaram meu tempo,
é pra você

mas neste poema você
vai encontrar uma diferença:
ele não está aparado

aqui, não me preocupa
sua comoção, seus olhos
marejados, sua falsa pretensão
de querer retribuir

aqui, o que quero é dar
o troco, o único que posso,
esta raiva inútil, um poema
sem nenhum polimento

portanto, fiz questão de
deixar todas as arestas,
a sujeira grudada
nos cantos pontiagudos
de cada verso errado

um poema enferrujado
e mal-feito

e espero, com toda sinceridade,
que você se machuque, que
corte as mãos ao ler

que um pedaço cintilante
deste poema ruim se aloje
sob sua pele, enterrado fundo
na carne vermelha

e este pedaço cheio de um
tétano lírico e rancoroso,
vai se misturar de tal
maneira em você,
que vai correr subterrâneo
e silencioso no seu sangue
assim, aos poucos, este
fiapo deformado e podre
do meu poema se tornará
uma parte indissociável
de você, feito um vírus
perpétuo

às vezes, de repente,
sem nenhum tipo de aviso
ou sintoma prévio, você vai
sentir uma dor meio sem
explicação, uma pontada
num lugar que você não
consegue identificar

quando estiver dormindo,
vai acordar incomodada com
essa coisa que você não
sabe o que é, uma fisgada
no corpo todo, uma ausência
irrecuperável que vem não
se sabe de onde

e então, somente então,
você vai finalmente
entender a falta que me faz

Mauricio Duarte dos Santos, 27, é jornalista e escreve no Haja Saco às segunda-feiras

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Vem

Composição: Vanessa da Mata

Vem
Que eu sei que você tem vontade
Que eu sei que você tem saudade de mim
Antes que haja enfermidade
Que eu não me recupere

Mas
Se decidir fazer surpresa
Deixei as chaves embaixo do xaxim
Comprei os doces que devora
Acho que agora não vai resistir

Um espelho pra sua vaidade
Dossel, pena de ganso
É quase um romance
Desligue nossos celulares
Três dias pra um começo, vem

Vem
Eu sei que você tem vontade
Eu sei que você tem saudade de mim
Antes que haja enfermidade
Que eu me desespere

As multidões

Nem todos podem tomar um banho na multidão: ter o prazer da turba é uma arte. Só assim se pode oferecer, à custa do gênero humano, um b...