segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Inspirado em uma história real :)

Tudo ia muito bem, até aquele dia em que decidiu não dizer não para qualquer coisa que fizesse suas mãos suarem frio. Adorava a sensação de estar vivo. Nunca mais daria voz ao medo. Nunca mais diria nunca.

Matriculou-se em curso de pára-quedismo, voltou a tocar bateria, tirou seus discos de rock do armário, comprou uma motocicleta, e jogou-se na vida com um tesão tão intenso que já não sentia desde que tinha 17 anos. Sentia-se um super–herói.

Recusava-se morrer por conta daquele coração que ameaçava pifar.

Agora não.

Era um homem de 78 anos e tinha a vida inteira pela frente.

Nenhum comentário:

As multidões

Nem todos podem tomar um banho na multidão: ter o prazer da turba é uma arte. Só assim se pode oferecer, à custa do gênero humano, um b...