Paciência, tolerância e primavera :)


Brasília, 22 de setembro de 2008, 13h45


Incrível. Segunda-feira, depois de um fim de semana muito ralado, eu não estou me sentindo cansada. Tenho andado muito pensativa, falando pouco. Mas percebi que adquiri algumas características que eu sempre coloco nos meus planejamentos anuais: estou mais paciente e tolerante, tanto a ponto de me sentir ligeiramente anestesiada em relação aos problemas e aos acontecimentos. Já se sentiu assim? A impressão que dá é que o mundo pode desabar, as pessoas podem bater na sua cara, a vida está uma desordem... mas tudo vai ficar bem no final e isso não vai me abater. É bem assim que eu me sinto: engolindo sapos não tão amargos.

Um dos meus ex-namorados dia desses me falou que me admirava por eu ser uma pessoa tolerante. Antigamente eu tinha um pavio curtíssimo. Não levava desaforo pra casa. Hoje eu engulo o desaforo, e jogo ele em alguma parte do trajeto entre meus destinos, pra que ele não agrida as pessoas que estão ao meu redor, ou jogo ele aqui no blog, ou simplesmente choro e depois esqueço. Isso é bom, e é ruim também. Agora que consegui isso, quero aprender a usar estas características com equilíbrio.

Bem, dias atrás eu fui à colação de grau dos meus amigos queridos, e fiquei feliz em sentir quer a minha está muito próxima. O Vicente deu um churrasco em comemoração à colação de grau e foi muito divertido. Reencontrei e redescobri um colega com o qual tive uma história ligeiramente desagradável no início do curso, o Rodrigo. Vou contar:

No meu primeiro semestre na Arquivologia eu achava que, como aconteceu quando eu fazia Música, não passaria pela experiência desagradável do TROTE. Ledo engano. Certa noite, por ocasião de uma palestra de apresentação da Empresa Jr. de Arquivologia, a OMNIDOCS, os veteranos fecharam os calouros na sala e começaram a nos sujar com tinta guache. Eu, como não levava desaforo pra casa, e também não queria passar por aquilo (e pegar dois ônibus na volta pra casa toda suja de tinta) tentei me defender de um veterano abusado que tentou – e conseguiu – pintar meu rosto com guache amarela. Digamos que eu me defendi com muita força, e acabei esbarrando meu braço no Rodrigo, num movimento que parecia um leve murro/tapa ou algo do gênero. Foi o que os veteranos precisavam pra espalhar uma péssima fama a respeito de mim, dizendo que eu tinha batido no Rodrigo. Eu não o conhecia, nunca nos falamos (nem antes, nem depois do episódio), mas o (re-)encontrei no churrasco do Vicente e vi que ele é uma pessoa bem divertida. Fiquei observando a facilidade que ele tem de se enturmar com gente mais velha, pessoas diferentes. Dois minutos e ele já estava totalmente adaptado aos tios do Vicente, uma galera muito gente boa, lá do Piauí. Depois disso jantamos juntos: eu, o Paulo, ele e a Shirley, na casa dela, e também foi muito divertido. Ele não perdeu a oportunidade de me sacanear por causa do lance do trote, é claro...

Semana passada eu fiz minha prova de estatística. Queria tirar 10,00 mas só consegui 7,2. Espero melhorar. No sábado fui à festa Aloha, festa de recepção dos calouros de Arquivologia. Só fui pra não ficar com aquele trauma de nunca ter ido a uma festinha do meu curso. E foi como uma festa universitária normal: gente bêbada, pegação, nada pra comer... e aquelas musiquinhas que ninguém merece...

Hoje começa oficialmente a primavera, e por isso o post começa com a imagem das minhas flores preferidas: as gérberas.

Bem, é isso... Agora vou trabalhar.

Boa semana pra você.

Comentários

Rodrigo Fortes disse…
Viver é muito bom!
O importante não é analisar a atitude das pessoas, e sim o que há por trás delas.
Somente o contato humano para retirar aquela "cortina de fumaça" do desconhecimento que há entre dois seres humanos e trazer uma outra impressão. Porém, agora essa impressão é muito mais nítida, muito mais real, muito mais humana... demasiado humana... essa é a Beth... muito bom...bjs... Estarei sempre por aqui.
Elizabeth Maia disse…
Adorei sua visita, e o seu comentário. Volte sempre que quiser. Bjo

Postagens mais visitadas deste blog

Iluminação sem gesso

Cortinas para a casa nova dos meus amigos Lai e Lu

Discurso que proferi na minha colação de grau do curso de Arquivologia, da UnB, dia 03 de fevereiro de 2009, em Brasília.