Ontem eu comprei bala do menino, e mel do ex drogado, no ônibus. Sei que isso não melhorou a vida de ninguém, nem me deixou mais pobre, nem menos desumana... Antes eu ficava me perguntando se esse tipo de atitude ajudava ou atrapalhava... o mesmo dilema que atingia a mim e a algumas pessoas em relação a esmola e todo aquele lance de "não dê esmola. Dê cidadania". No fundo, nunca entendi muito bem esse discurso, e hoje me limito a fazer o que posso. Antes eu não dava esmola alegando que não queria ser sugada por gente acomodada, por picaretas. Hoje eu aboli esse papel de "juiza" da minha vida. Com certeza eu gostaria que tudo fosse diferente... que o menino estivesse brincando ou estudando, e que o jovem nunca tivesse se envolvido com drogas, assim como eu nunca me envolvi. Mas também sei que isso envolve muito mais elementos do que eu sequer posso imaginar.

Hoje eu assisti um programa de tv que falava sobre o projeto da "Mangueira do Amanhã" e o AfroReggae, no Vidigal, RJ. Eu queria muito participar de um projeto social que fosse comprometido com a auto-estima do ser humano, com a capacitação do jovens, com a educação infantil, com a cultura, com a arte, com o objetivo de transformar a realidade social dos marginais.

Eu queria adotar uma criança. Na verdade, eu queria adotar várias...

Fico feliz, porque eu ainda sonho que tenho super poderes e posso mudar o mundo.

Um beijo!

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